Postado às 10h45 política Nenhum comentário Enviar por e-mail

Mais um escândalo do governo Wilma de Faria (PSB) volta a bater em sua porta. Depois da Operação Hígia, que condenou seu filho Lauro Maia a 16 anos de prisão, agora é a vez da Operação Ouro Negro, que também envolveu um familiar seu, que volta a correr nos tribunais. Trata-se de Carlos Roberto do Monte Sena, ex-genro da ex-governadora que será julgado à revelia por ter trocado de endereço sem informar à Justiça.

Com esta questão, o processo número “0007315-74.2005.8.20.001” referente à Operação Ouro Negro volta a ser movimentado, podendo chegar na cozinha de Wilma a qualquer momento, já que ela é uma das citadas na investigação. No caso de Roberto Sena, que foi casado com Ana Cristina, filho da ex-governadora, a juíza auxiliar Emanuella Cristina Pereira Fernandes diz que “não vislumbra qualquer óbice em determinar o prosseguimento do feito sem a sua presença, razão pela qual declara a sua revelia, nos termos do artigo 367 do Código de Processo Penal”. No mesmo documento, ela intima a Defensoria Pública para assumir a defesa do réu nas alegações finais do processo.

 

A OPERAÇÃO

A Operação Ouro Negro foi deflagrada em 2007 pelas polícias Rodoviária Federal, Civil, Militar e o Ministério Público Estadual, chegando a prender 45 pessoas em todo o Estado. Os envolvidos foram acusados de desvio, adulteração e comercialização ilegal de combustível. À época, a PRF disse que os envolvidos seriam indiciados por receptação, furto e peculato, porte ilegal de armas, receptação qualificada, comercialização ilegal de combustível e formação de quadrilha.

 

REPERCUSSÃO

A Operação foi amplamente divulgada no Brasil. A revista ISTOÉ trouxe uma reportagem completa mostrando que o escândalo teria ido além dos muros potiguares. De acordo com a revista, o processo que estava nas mãos do Supremo Tribunal de Justiça colocava em risco a vida do então chefe da Casa Civil, José Dirceu, parlamentares e desembargadores das esferas federal e estadual do Rio de Janeiro. A Operação foi considerada a maior fraude fiscal da história, até então.

Segundo a ISTOÉ, o processo reuniu uma tonelada de documentos, disquetes e computadores apreendidos, além de centenas de horas de conversas telefônicas gravadas, em que foram citados o ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT-SP), e o vice-presidente da República, José Alencar (Já falecido). Já o nome da então governadora do Rio Grande do Norte, Wilma Faria (PSB), apareceu em ligação direta com os sonegadores.

No período das investigações a subprocuradora da República Lindora Maria de Araújo, responsável pelo explosivo processo, não quis falar sobre o material. “O caso está sob segredo de Justiça, não posso comentar nada sobre ele. Estou examinando os autos com muita atenção. Talvez eu possa falar algo dentro de uns dois meses”, disse Lindora. A questão ficou oculta, até aparecer este novo episódio que desenterrou toda a história.

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