Postado às 09h09 Justiçasaude Nenhum comentário Enviar por e-mail

Cézar Alves/editor

O juiz federal Orlan Donato da Rocha, da 8ª Vara Federal de Mossoró, decretou, nesta quinta-feira, 25, nova intervenção na Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), gestora da Casa de Saúde Dix Sept Rosado (CSDR).

Esta decisão foi a pedido do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (CRM-RN), com parecer positivo dos promotores de Aécio Tarouco e Emanuel Ferreira, do Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte após inspeção in’loco terça-feira,23, à tarde.

As outras duas intervenções nos dias 9 e 17 foram decretadas pelo juiz Magnos Kleiber, da Justiça do Trabalho, a pedido Ministério Público do Trabalho e do Estado do Rio Grande do Norte para garantir salários dos servidores e recursos para reestruturar e reabrir a CSDR.

”"Estas duas decisões da Justiça do Trabalho, no entanto, foram derrubadas pelo desembargador José Barbosa Filho (foto d.) da 2ª Turma de Julgamentos do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região, com sede em Natal, respectivamente nos dias 16 e 22 deste mês.

A Ação dos promotores e a urgência adotada pelo juiz Magno Kleiber foi pelo fato da CSDR ter parado de fazer partos no dia 4 de agosto, ocasionando uma sobre carga de trabalho no Hospital da Mulher, inclusive vindo a ocasionar morte de 3 bebês por não ter onde nascer.

E a CSDR parou de funcionar por falta de estrutura, material, salários atrasados três meses dos servidores e principalmente pelo fato da Prefeitura de Mossoró não ter renovado os contratos (não é obrigado a isto) com os médicos obstetras, pediatras e anestesiologistas.

Neste caso, a secretaria de saúde Leodise Cruz, disse que os contratos já foram reformulados e renovados, porém por falta de obstetras em Mossoró, a CSDR já não foi aberta. Conseguiu contratar fora de Mossoró e deve reabrir com 30 leitos a partir do dia 1º de outubro.

Durante o período de intervenção da Justiça do Trabalho, a junta interventora formada por profissionais concursados do município de Mossoró, a CSDR recebeu reforma numa ala do prédio e os equipamentos foram adaptados para funcionar 40% do total: 30 leitos.

Os salários dos servidores da CSDR já foram pagos dois meses que estavam atrasados com os recursos bloqueados.  Como a APAMIM não tem certidões para receber recursos de convênio e da Prefeitura de Mossoró, não existe outro meio do Poder Público fazer repasses.

Diante da gravidade da situação e da necessidade extrema do serviço, o CRM, moveu Ação Civil Pública contra a Prefeitura de Mossoró na Justiça Federal, solicitando providências urgentes para reabrir a CSDR, considerando que não existe outra em Mossoró.

Na nova intervenção, juiz federal Orlan Donato Rocha ouviu no processo a Prefeitura de Mossoró, que informou que realmente não existe outro local para contratar os partos do baixo e médio risco e sugere que a se decrete intervenção na CSDR.

Citado para opinar no processo, A APAMIM informou que a CSDR está sob intervenção da Justiça do Trabalho, reconhecendo inclusive que parte da estrutura estava sendo recuperada e os servidores haviam recebido um mês em atraso e estava recebendo o segundo.

Diante do quadro, o juiz federal Orlan Donato da Rocha decretou uma nova intervenção judicial, nomeando inclusive os mesmos interventores já escolhidos pela Justiça do Trabalho. O objetivo é também garantir o retorno dos serviços da CSDR no dia 1º de outubro.

Os interventores são:

Larizza Sousa Queiroz Lopes – Diretora Geral

José Edson da Silva Júnior – Diretor Técnico (pediu para ser substituído)

Maria Invanise Feitosa de Vasconcelos – Diretora Administrativa

Benedito Viana de Lira – Coordenador do Corpo de Enfermagem

 

Secretário de saúde do estado convence diretores a ficarem nos cargos por mais 30 dias”"

O secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Fonseca, conseguiu convencer na tarde desta quinta-feira, 25, os diretores Inavan Lopes (diretor geral), Manoel Nobre (diretor médico) e Josa Soares (adminidstrativa), que haviam pedido demissão dos cargos segunda-feira passada.

Para convencê-los, Luiz Roberto disse que o Governo do Estado assumiu compromisso de pagar nesta sexta-feira R$ 375 mil aos fornecedores e aguarda a liberação de cerca de R$ 300 mil que estão bloqueados na Justiça deste a intervenção do Hospital da Mulher.

Quando estes recursos estiverem disponíveis, segundo Inavan Lopes, o Hospital da Mulher poder repor o estoque de material que foi usado durante estes dois meses quando a unidade fez mais que o dobro dos atendimentos que foi projetado para fazer.

A reunião foi na sala da diretoria do Hospital da Mulher. Após a reunião, o secretário Luiz Roberto disse que aguarda a reabertura da CSDR para normalizar os serviços no Hospital da Mulher, que antes desta celeuma toda era considerado de excelência.

 

Direitos Humanos reúne autoridades na sede a OAB para debater crise na obstetrícia”"

A crise na obstetrícia em Mossoró vem sendo acompanhada de perto pela Comissão de Direitos Humanos da OAB de Mossoró, que nesta sexta-feira, a partir das 9h, realiza reunião com todas as partes envolvidas e a sociedade, buscando por soluções.

A reunião começa às 9h, na sede da OAB. A presidente da CDH/OAB, advogada Catarina Vitorino, disse que o quadro é muito grave e o que está apresentando são paliativos. “O correto, o humano é que seja providenciado soluções definitivas”, destaca.

A palestra principal da reunião é do médico Inavan Lopes, diretor geral do Hospital da Mulher. Ele vai fazer um diagnóstico do quadro, apresentando o que seria a melhor saída. Após a reunião, Catarina Vitorino espera poder fazer uma série de encaminhamentos.

Veja mais sobre o assunto.

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Postado às 11h46 Políticasaude Nenhum comentário Enviar por e-mail

Uma nova liminar derrubou tornou sem efeito a decisão do juiz federal Magnos Kleiber Maia, da 2a Vara do Trabalho de Mossoró, nomeando uma junta de intervenção na Casa de Saúde Dix Sept Rosado quinta-feira da semana passada.

A decisão foi assinada pelo desembargador José Barbosa Filho da 2ª Turma de Julgamentos do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN), com sede no bairro Lagoa Nova, em Natal.

Antes, o mesmo juiz da justiça do Trabalho de Mossoró já havia decretado intervenção na CSDR e esta foi derrubada por uma liminar emitida pelo Tribunal Regional do Trabalho, em Natal. A segunda liminar também foi emitida por este tribunal.

A intervenção judicial da CSDR se deu para garantir o pagamento dos salários dos 304 servidores, que estavam sendo receber seus vencimentos desde junho passado, além de existir inúmeras ações trabalhistas já em fase de execução.

O funcionamento da CSDR é fundamental para a região de Mossoró. É responsável por uma média de 500 partos/mês. Porém, no dia 4 de agosto passado, os médicos pararam por duas razões: falta de estrutura e condições de trabalho na CSDR e o fim do contrato dos médicos com a Prefeitura de Mossoró.

Com o fechamento da CSDR, que é administrada pela Associação de  Assistêcia e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), todos os partos passaram a ser realizados no Hospital da Mulher, que só tem estrutura para atender no máximo 30% da demanda.

O Hospital da Mulher ficou fazendo mais partos do que podia fazer, ocasionando inclusive mortes de 3 bebês por não ter onde nascer em Mossoró, conforme informou o então diretor médico do Hospital da Mulher Manoel Nobre. A falta de estrutura era tamanha, que a direção pediu demissão.

A junta nomeada pelo juiz Magnos Kleiber deve transferir a gestão da CSDR para os indicados pela APAMIN nesta quarta-feira, 24, quando forem citados pela Justiça do Trabalho. Daí, caberá a APAMIM reabrir a casa ou novamente desmontar a estrutura de 30 leitos.

Além destas ações pedindo a intervenção da CSDR, existe várias outras, inclusive na Justiça Federal, com o Ministério Público Federal solicitando a intervenção da CSDR, para garantir o funcionameto da estrutura e salvar vidas na região.

Direitos Humanos

Os médicos obstetras do Hospital da Mulher chamaram hoje a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil para pedir socorro. Disseram que o quadro no Hospital da Mulher é insustentável e pode acontecer novas mortes.

Em vídeo, obstetras pedem socorro

A obstetra Cibelle Danielle da Silva relata que o nível de stresse é muito alto tanto dos servidores, ocasionado pela carga excessiva de trabalho, como das pacientes e seus acompanhantes pelo atendimento dificultado pela grande demanda.

A estrutura de refrigeração no Hospital da Mulher parou de funcionar nas enfermarias. Os quartos estão sendo ventilados por ventiladores dos pacientes. Algumas mães tem os bebês, ficam nas camas dos quartos e os bebês ficam no corredor, para suportar a temperatura alta.

Servidores do Hospital da Mulher, chamaram membros da CDH/OAB/Mossoró e relataram que vários insumos já estão faltando. Isto porque o estoque que estava sendo preparado para o início de 2015, já havia sido consumido com a grande demanda de partos.

Médica Cibelle Danielle relata a CDH da OAB/Mossoró que pode acontecer novas mortes

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Postado às 16h19 Justiçasegurança Nenhum comentário Enviar por e-mail

A Polícia Federal realizou na manhã desta terça-feira, 23/9, com a devida autorização da justiça, em uma empresa de tratamento de resíduos situada no Distrito Industrial de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, a incineração de 2,89 toneladas de drogas que haviam sido apreendidas nos últimos anos no RN.

Desse total, a maior quantidade (2,75 toneladas) era de maconha, enquanto foram destruídos ainda 118,2 quilos de crack, 29,7 quilos de cocaína e petrechos diversos utilizados para camuflar a droga.

O quantitativo hoje incinerado representa um recorde na história da PF e foi resultante de apreensões realizadas nas cidades de Natal, Parnamirim, São José de Mipibú, São Gonçalo do Amarante, Canguaretama, Ceará-Mirim, Luís Gomes e Patu.

”"

Além dos policiais encarregados da perícia, condução e segurança, estiveram presentes ao ato de incineração desta manhã, o Superintendente Regional da PF no RN, Kandy Takahashi; o chefe da Delegacia de Repressão a Drogas (DRE), Delegado Christian Gomes; o chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado (DRCOR), Rubens França; o Procurador da República, Paulo Sérgio Duarte da Rocha Júnior; a Promotora de Justiça da Comarca de São Gonçalo do Amarante, Rosane Cristina Pessoa Moreno e a Técnica de Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde Pública-SESAP/RN, Marlene Ferreira de Paiva.

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Postado às 08h37 Meio Ambientesaude Nenhum comentário Enviar por e-mail

Bula tipânica de um dos golfinhos que encalhou em 2013 em Areia Branca cheia de parasitas

Cezar Alves/editor

Os biólogos do Projeto Cetáceos da Costa Branca divulgaram na tarde desta segunda-feira, 22, as razões científicas para o encalhe de mais de 30 golfinhos (falsas orcas) na Praia de Upanema, na costa do município Areia Branca, há exatamente um ano.

O anúncio do estudo inédita no mundo foi feito em entrevista coletiva na tarde desta segunda, 22, no Hotel Costa do Atlântico, em Areia Branca, com a presença do reitor Pedro Fernandes, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, e da prefeita Luana Bruno.

O projeto Cetáceos da Costa Branca envolve pelo menos 40 pessoas entre especialistas, estudantes e comunidade. o trabalho nos golfinhos foi feito pelos professores/doutores Ana Paula, Simone Brito e Flávio Lima, do Departamento de Ciências Biológicas da UERN.

Segundo o coordenador do projeto, professor/doutor Flávio Lima, da UERN, as análises de laboratórios em Mossoró no Rio de Janeiro apontaram que os golfinhos estavam com 20 vezes mais mercúrio no sangue do que os padrões internacionais estabelecidos.

Conforme o professor, Flávio Lima, o diagnóstico foi feito em análises no sangue dos animais nos laboratórios da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. O mercúrio, que teria se acumulado ao longo da vida dos animais, teria feito a imunidade deles baixarem.

“Com a imunidade baixa, os parasitas que geralmente ficam no intestino do animal, migraram para uma reunião da cabeça conhecida por 'bulas tipânicas", que serve para o animal ter uma orientação espacial. "No caso, eles estava desorientados e perderam o rumo", diz o professor.

Os golfinhos da espécie ‘falsa orca’, que chegam a pesar 2 toneladas e medir até cinco metros, tem hábito de nadar em grande número em águas profundas, migrando de polo a polo. Costumam se alimentar de peixes de 30 a 40 centímetros, que pescam nos oceanos.

Veja explicação em video:

E os professores acreditam que os golfinhos teriam se alimentado com peixes contaminados com mercúrio ao longo de suas vidas. Isto porque havia um golfinho bebê que morreu na praia de Areia Branca, que foi examinado e os especialistas não encontraram mercúrio nele.

Já nos outros maiores, havia grandes quantidades, o que teria baixado a imunidade dos animais, deixando-os com vários tipos de doenças, tudo detectado nas análises de laboratório feito nas amostras colhidas pelos especialistas nas falsas orcas mortas ano passado.

O professor Flávio Lima disse que foram feitas diversas análises e testes para encontrar nos organismos dos oito animais mortos a presença de hidrocarbonetos, que são oriundos da indústria do petroleo, mas todos os textes e análises deram negativos.

Encalhe

Em 2003, o grupo de 30 falsas orcas encalharam na Praia de Upanema, em Areia Branca. Os especialistas do projeto Cetáceos, que monitoram uma costa de 400 km da cidade de Touros, no RN, a Aquiráz, no Ceará, agiram rápidos e conseguiram salvar 24 animais (83%). Seis morreram. Outros dois animais morreram na mesma região nos dois dias seguintes.

Os especialistas acreditam que os animais atordoados com os parasitas na bula tipânica migraram para as águas rasas da Praia de Upanema, ficando presos numa área rochosa. Alguns ficaram feridos se debatendo. Assim que foram informados (4h25), os especialistas do projeto Cetáceos correram para local e iniciaram, junto com os moradores locais (usan API), a conduzir os animais de volta para mar.

Nem todos conseguiram. Um bebê golfinho foi o primeiro a morrer. Depois se perceberam duas fêmeas. Ao final, haviam mortos 4 fêmeas e quatro machos. Nos animais mortos, os especialistas fizeram coletas de matarial do intestino e os crânios para estudos apurados e aprofundados em laboratório. Segundo Flávio Lima, logo na coleta já foi possível perceber alteração nos intestinos.

 

Reitor destaca importância da transferência de conhecimento