Terça-Feira, 19 de junho de 2018

Postado às 10h00 | 27 Fev 2018 | Redação Vinte pinturas que representam Orixás e suas histórias

Crédito da foto: Divulgação Algumas obras do Siso Oro: imagens que falam, do artista Antônio Gil

A Galeria Sesc Cidade Alta, em Natal, abrirá a primeira das seis exposições selecionadas via edital em 2018. Siso oro: imagens que falam, do artista Gil Leal, dialoga com o candomblé, em representações de Orixás e suas histórias.

A vernissage acontece na quarta-feira, 7 de março, às 19h, e a exposição fica em cartaz para visitação gratuita até dia 11/04, das 9h às 19h. A iniciativa é do Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Norte (Sesc RN), instituição do Sistema Fecomércio.

Sisọ ọrọ: imagens que falam reúne 20 pinturas em técnicas mistas sobre banner. Cada obra corresponde à mitografia de 16 Orixás e suas trajetórias, conforme vivenciadas pelo artista em suas pesquisas em terreiros de candomblé em Minas Gerais, Rio de Janeiro e aqui no estado. Sisọ ọrọ é uma expressão yoruba que pode ser traduzida em português como “imagem que fala”. Nesta exposição, essa fala não será aquela guardada em letras alfabéticas ou livros: mas as palavras que vêm das imagens, que são evocadas pela pintura.

No candomblé, o mundo espiritual tem suas “âncoras” no mundo físico. Tudo o que é sagrado é também tangível: o culto a um Orixá se transforma fisicamente em uma oferenda e uma festa, nas quais ele pode ser abraçado e dar conselhos. Assim, cada gesto, som ou objeto estão intimamente associados em uma relação profunda de sentido.

No dia da vernissage, a partir das 17h, acontecerá na mesma unidade a culminância com outro projeto: o lançamento do Arte da Palavra. A iniciativa da área de Literatura realizará, durante todo o ano, oficinas, palestras e outras ações de incentivo à leitura e a novos talentos, dos quais participarão escritores de outros lugares do país. Além disso, dois potiguares foram selecionados para rodar Brasil afora pelo mesmo projeto: os autores Milena Azevedo e Marcio Benjamin.

 

Sobre o artista

Antonio Gil é artista e um ogan: sacerdote iniciado nos segredos do candomblé. Em suas obras, ele transforma palavras em figuras, os gestos das danças em pinceladas e o ritmo dos atabaques em cores expressivas.

Como um antigo escriba sagrado, ele transforma aquilo que é sutil e intangível em um tesouro que pode ser percebido no mundo físico, construindo uma ponte tênue entre a arte e a religiosidade, entre a palavra e o segredo, entre este momento e a ancestralidade.

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Comida, Diversão e Arte

Benedito Ferreira Neto é graduado em Administração pela UFERSA , produtor cultural, sócio proprietário da Shade Produções e Eventos e colunista do "Comida, Diversão e Arte" no Jornal De Fato e no Defato.com