Sexta-Feira, 20 de julho de 2018

Postado às 09h00 | 22 Mar 2018 | Na Paraíba, Geraldo Vandré volta aos palcos após 50 anos

Crédito da foto: André Resende/G1 Geraldo Vandré (ao centro) falou sobre sua vida e carreira em coletiva na sala de concertos do Espaço Cultural, em João Pessoa

Desde de 1968 que praticamente não canto no Brasil, canto aqui porque é a Paraíba”. Geraldo Vandré foi enfático, em rara entrevista nesta quarta-feira (21), ao afirmar que só volta aos palcos após 50 anos para prestar uma reverência ao seu estado natal e honrar um compromisso firmado com a Paraíba.

O cantor de 82 anos se apresenta na sala de concertos do Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa na quinta-feira (22) e sexta-feira (23), com a Orquestra Sinfônica da Paraíba e a pianista Beatriz Malnic.

Em pouco menos de 30 minutos, jovens, adultos e idosos esgotaram as cargas de ingressos distribuidos gratuitamente para os dois dias de shows, custeados pela Secretaria de Cultura da Paraíba (Secult) na manhã desta quarta-feira.

A capacidade da sala é de 570 pessoas, de acordo com a Secult. O secretário de cultura da Paraíba, Lau Siqueira, explicou que o cantor abriu mão do cachê e que o estado arcou com os custos da realização.

Ainda lúcido, a voz vacilante em alguns momentos, Geraldo Vandré falou por cerca de uma hora a jornalistas de veículos de comunicação da Paraíba e de outros estados do Nordeste sobre o porquê de voltar aos palcos.

Com um boné que faz menção às Forças Armadas e recitando em determinado momento um poema anotado em um cartão da FAB, meia década depois, o paraibano precisou responder mais sobre política do que sobre a própria obra, tendo em vista a pouca produção artística posterior a 1968, quando decidiu parar a carreira, após o Ato Institucional nº 5, durante o regime militar. “Fiz canções no Brasil de 1961 até 1968. Eu tenho um produção musical que é anterior a 1968, até esse acontecimento fatídico, revolucionário”, comentou.

Em um outro momento, ao ser questionado sobre ter um posicionamento de esquerda ou de direita, o cantor usou uma metáfora como resposta.

“Na mão esquerda trago uma certeza, na mão direita uma garantia. Atenção, às vezes eu troco de mãos”, contemporizou Geraldo Vandré.

LEIA A ENTREVISTA COMPLETA NO G1

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Comida, Diversão e Arte

Benedito Ferreira Neto é graduado em Administração pela UFERSA , produtor cultural, sócio proprietário da Shade Produções e Eventos e colunista do "Comida, Diversão e Arte" no Jornal De Fato e no Defato.com