Sexta-Feira, 22 de setembro de 2017

Postado às 13h45 | 04 Set 2017 | Ney Robson Veja os 5 maiores problemas de saúde pública no Brasil

Todos nós temos uma pequena noção dos problemas de saúde pública no Brasil. São exames que demoram, filas de esperas imensas, médicos que estão na escala, mas não estão no dia do plantão marcado. Basta pegar um jornal ou uma revista que esses e outros pormenores estarão lá, provavelmente na primeira página.

Por conta disso, muitas pessoas acabam preferindo tirar do próprio bolso o dinheiro para uma consulta particular ou pagar um plano de saúde. O objetivo é ter um atendimento mais digno, sem esperas infinitas e, acima de tudo, ser respeitado não só como paciente, mas também como indivíduo.

Portanto, se você tem uma clínica ou consultório médico, preste atenção nos problemas de saúde pública que listaremos abaixo e que nunca, em nenhuma hipótese, podem estar presentes em clínicas particulares.

Quadro de profissionais desqualificados

Apesar de hoje termos mais acesso à educação, principalmente por conta dos recursos de ensino a distância (EAD), há muitos profissionais desqualificados – sobretudo aqueles que se preparam em faculdades que não oferecem a aparelhagem ou o suporte educacional necessário.

Longo tempo de espera

Em virtude da enorme demora nos resultados dos exames e também na realização dos procedimentos isso cria uma evidente e raivosa insatisfação da grande maioria dos usuários do SUS, fazendo com uma parcela significativa destes busquem contratar o plano de saúde privado para amenizar o sofrimento. 

Má administração financeira

Sabemos que, a administração do sistema público é uma tragédia. Já não há muitos recursos financeiros para prover tudo o que uma saúde de qualidade precisa e a má gestão ainda desperdiça o pouco que tem. Outro problema é a presença de pessoas despreparadas e incapacitadas para atender ao público.

O indivíduo chega ao hospital porque está com dor ou alguma doença – o que já o deixa fragilizado, não apenas fisicamente, mas também emocionalmente. É neste ponto que entra a humanização e capacitação dos profissionais durante o atendimento, desde a recepção até a alta do paciente.

Há muitos deles que se acomodam e passam anos sem fazer cursos de atualização ou uma especialização na área de atuação.

Desperdício de tempo

Os hospitais acabam gastando muito tempo sem necessidade. Há uma pratica vergonhosas de inúmeras reuniões de pautas extensas e improdutivas e que não levam a lugar algum de positivo. São os “vermes burocratas que “mamam” nas tetas das instituições improdutivas instaladas pelos quatros cantos deste pais. È preciso determinar o tempo a ser gasto por cada profissional para o atendimento ao paciente. Há uma grande falta de controle desse tempo e também na distribuição de profissionais por paciente.

 

 Novas tendências da Tecnologias

Os diferentes modelos de negócios na área da saúde estão possibilitando que se desenvolvam os mais variados tipos de estratégias de negócios, oferecendo cada vez mais versatilidade e funcionalidade, principalmente utilizando a ferramenta Internet. As empresas estão realizando transações de forma mais eficiente e eficaz, e este fato vem causando um processo crescente de obsolescência dos negócios consolidados no setor da saúde.

Nas últimas décadas temos presenciado um processo de transformação e de inovação tecnológica sem precedentes na área da saúde. Como consequência, a diferenciação dos serviços da saúde em seus subsetores públicos e de mercado é aprofundada.

Dentre as vantagens, a Gestão e o prontuário eletrônico facilitam de forma transparente a segmentação dos clientes; aceitação por diferentes públicos; permite comparar resultados em tempo real; ampla cobertura; anúncios e notícias em tempo real; além de apresentar maiores resultados de informações em relação aos meios de comunicações convencionais.

 Humanização

O cuidar das pessoas como gente, reconhecendo as suas fragilidades físicas, fisiológicas e emocionais além de poder oferecer aos usuários os seus reais direitos de acomodação, acolhimento e utilização dos serviços também é uma grande deficiência do atual sistema de saúde publica. É preciso valorizar as pessoas como gente.

 

Gestão

TENDÊNCIAS NA GESTÃO EM SAÚDE

Considerando a complexidade das organizações de saúde e a relevância dos serviços prestados à sociedade, novos modelos de gestão tornam-se necessários e imprescindíveis para as organizações alcançarem níveis de excelência na prestação de serviços. Nível de eficiência, eficácia e efetividade que o mercado atual exige e cobra.

Não há um modelo de gestão ideal, uma receita única par a o sucesso de qualquer organização, da mesma forma as organizações de saúde devem levar em conta sua história, missão, visão e valores, assim como a cultura organizacional. Todos esses fatores tornam uma organização única, o que demanda ações específicas de gestão.

 

Alto número de mortes

Quando a má administração da saúde pública no Brasil é somada com o quadro de profissionais desqualificados, o resultado é um crescimento do número de mortes – sobretudo por infarto.

A falta de agilidade e o despreparo para um atendimento que deve ser feito em até duas horas (período de maior possibilidade de sobrevivência) são o grande problema no momento de atender aos pacientes com problema no coração.

Com mudanças simples e melhora na estrutura, é possível reduzir consideravelmente o número de óbitos nesses casos.

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Conexão Saúde

Ney Robson Vieira Alencar é especialista em Implantodontia com Pós-graduação em Prótese Dental/USP. Atende na Oral Clínica, localizada à Rua Pedro Velho, 99. Foi secretário de saúde do município de Alexandria (RN) e diretor-geral do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) em Mossoró (RN). Assina a coluna Conexão Saúde no Jornal de Fato e no Defato.com.