De acordo com o pedido apresentado pelo Ministério Público Federal, a possibilidade de Carlos Arthur Nuzman responder às acusações em liberdade "é medida absolutamente insuficiente para impedir que atue no sentido de interferir na produção de provas"
Carlos Arthur Nuzman está preso desde quinta-feira passada, 5 de setembro
O Ministério Público Federal (MPF) pediu nesta segunda-feira (9) a prisão preventiva de Carlos Arthur Nuzman, presidente afastado do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Se convertida em preventiva, a detenção se dará por tempo indeterminado. Ele está preso desde quinta-feira (5) e o prazo para a prisão temporária, de cinco dias, terminaria nesta segunda.
O pedido será analisado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.
De acordo com o pedido do Ministério Público Federal, a possibilidade de Nuzman responder às acusações em liberdade "é medida absolutamente insuficiente para impedir que atue no sentido de interferir na produção de provas".
O pedido recente de cooperação internacional com a Suíça, para identificar o patrimônio ocultado de Nuzman em um cofre em genebra, também aparece como elemento para que os procuradores tenham pedido a transformação da prisão em preventiva. "A diligência em questão pode ser evidentemente prejudicada pelo acesso ao referido cofre e movimentação dos bens lá armazenados", argumenta o texto.
Em outro momento do texto, fica claro que Nuzman utilizou dinheiro da Rio 2016 para pagar o escritório de Nélio Machado, seu advogado. Em e-mail mandado em 25 de setembro de deste ano, portanto após ter sido levado coercitivamente para prestar depoimento, Nuzman afirma que a Diretoria Estatutária do Comitê Rio 2016 determinou aprovação do contrato de prestação de serviço com o escritório de advocacia, no valor de R$ 5,5 milhões.
A deliberação para aprovação ou não ocorreria apenas dois dias depois. O documento, segundo o pedido dos procuradores, prova que Nuzman "continua a atuar em benefício próprio, usando os instrumentos do Comitê Olímpico Brasileiro, bem como sua influência sobre as pessoas que lá trabalham".
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