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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 03/09/2010 (ATUALIZADO: 23:44hs)
 
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Uma rosa para Serra
O golpismo tem pernas curtas. Está escancarada a fraude da fraude. Olhe só a qualidade de gente que está sendo utilizada para tentar chegar ao TSE e cassar a candidatura de Dilma que nada tem a ver com uma coisa corriqueira que gente da qualidade deste contador faz diariamente e que aconteceu em novembro do ano passado, quando Serra estava em briga de arapongagem com Aécio Neves, do seu próprio PSDB. Geeeeeeeeeente! O "Violador" da Receita Federal tem 5 CPFs, 4 processos e é eleitor de Serra. O contador Antonio Carlos Atella Ferreira admitiu, em entrevista concedida à "Folha de São Serra", que levou à Receita Federal uma solicitação para obter cópias das declarações de Imposto de Renda da filha do candidato a presidente José Serra (PSDB), a empresária Verônica. Ele disse, contudo, que apenas encaminhou um pedido feito por um advogado cliente seu e que não sabia que o documento tratava da filha de Serra. Atella afirmou também não lembrar qual cliente lhe encaminhou o documento com a solicitação, dizendo apenas que se trata de alguém "inescrupuloso". "Eu não sabia que era a filha do Serra. Eu nem sabia que o Serra tinha filha. Eu sempre votei no Serra, sou eleitor dele. Eu quero encontrá-lo pessoalmente e lhe dar uma rosa", disse Atella. Eis aqui alguns trechos da entrevista concedida à Folha pelo cara... de pau.

Folha - Seu nome aparece como procurador da Verônica Serra?
Antônio Carlos Atella - Pois é… Estamos dando risada até agora.
O que aconteceu? - Sei lá, é uma brincadeira de mau gosto.
Mas o senhor assinou o documento? - Assinei e retirei o documento, mas não assinei como quem pediu o documento.
O senhor está dizendo que a assinatura não é sua? - Da retirada é. Mas não a de quem solicitou.
Mas o senhor não foi procurador da Verônica Serra? - Na verdade, não sei se é ou não. Como trabalho para advogados e etc. e tal, os motoboys vêm e me entregam… Pediu, eu estou tirando. Se o senhor pedir de quem quiser eu tiro. Se o senhor quiser a do senhor… Assinou, mandou para mim eu tiro. E a Receita tem que entregar. A Receita não é nem culpada, coitada. Não estou defendendo, mas a funcionária pega uma solicitação ela tem que cumprir o ato administrativo. Não estou defendendo ninguém, nem conheço a pessoa.
Quem pediu a da Verônica Serra? - Um cliente que pediu. Não sei quem é, algum advogado do Brasil.
(...) O senhor tem ligação com algum partido? - Não, tenho nojo de política. Mas eu voto no Serra viu? Sou eleitor dele desde que ele nasceu.
É filiado a algum partido? - Não. Mas agora vou querer ser vereador [risos].
Já tem partido?- Uma legenda boa para se eleger. Estou vendo que o negócio é bom…
O seu nome aparece envolvido no caso do sigilo... - Vou tirar proveito. Lembra-se do caso do 'veado' costureiro que roubou o cemitério e saiu para deputado federal? Acho que não sou dessa qualidade, mas posso.
O senhor responde a processos, em Rondônia, por exemplo? - Por quê? Conhece algum? Sou advogado, me apresente.
No Tribunal de Justiça de Rondônia há quatro, dois em sigilo de Justiça. - Maravilha! Mas não sou obrigado a te responder. Sou advogado.
O senhor é filiado à OAB de São Paulo? - Não, não sou da banda podre.
Por que o senhor teve cinco CPFs? - Tinha, mas pedi para o delegado da Receita suspender com uma carta de próprio punho e ele deferiu. Já vi que o senhor não é da área, é desinformado.
Mas por que o senhor teve tantos CPFs? - Por um direito de qualquer cidadão, é a própria Receita. Onde se tira um CPF? Por que tenho dois? Quem me forneceu, foi o senhor?
(...) A senhora Verônica diz que a assinatura dela é falsa. - Não é a filha do Serra que fiquei sabendo hoje? Nem sabia que ela tinha filha. Voto nele desde pequenininho.
O senhor foi procurador deste documento? - Não. Eu retirei esse documento, solicitação de retirada deste documento.
Então quem pediu para o senhor retirá-lo? - O senhor sabe? Eu não sei quem foi o cidadão… Como eu não sei dos processos que você fala em Rondônia.
Estão no nome do senhor. - Para quem teve uma fazenda de 900 hectares com certeza tenho uns 40 processos contra alguém e uns quatro se defenderam contra mim. Tive fazendas lá. Não passei lá de avião em aeroporto. Tenho vida pregressa de trabalho, estou acima do bem e do mal.
O senhor foi servidor? - - Não tive o privilégio de ser um vagabundo a mais.
O senhor confirma que conhece algum político? - - Já disse que tenho nojo de político. Só gosto do Serra, sou apaixonado pelo debate dele. Aliás, acho que Brasília não é o lugar dele, ele tem que ficar aqui, nasci aqui, sou paulista então quero que ele nunca saia daqui.
Quais são os escritórios para quem o senhor trabalha? - Diversos, trabalho aqui, no exterior, em todo lugar… onde sou chamado e bem pago.
No exterior? -Também. Se solicitar, vou agora, só depende do honorário. Tem várias empresas brasileiras na África, em Luanda… Minha bateria está acabando, minha bateria está acabando.

Menos impostos
A carga tributária brasileira caiu, em 2009, para 33,58% do PIB, que representa a soma de todas as riquezas e bens produzidos no país. No último trimestre de 2008, quando o Brasil começou a sentir mais fortemente os efeitos da crise a carga tributária alcançou 34,41% do PIB.

Twittaço
Vai acontecer um twittaço no sábado à tarde em prol da candidatura Iberê. Irei responder sobre cultura das 16h às 17h.

Onda Dilma
A onda Dilma/ Lula está atingindo as candidaturas estaduais. No distrito federal Agnelo Queiroz do PT que esteve longe de Joaquim Roriz já passou dele. Tem 40% contra 34% da velha raposa de rabo ensebado. No Piauí Heráclito Fortes já está quase perdendo o terceiro lugar para um candidato da base aliada que estava no rabo da fila. Já o ex-governador petista Wellington Dias tem mais de 60% e quase 40% na frente de Mão Santa.

Liberdade?
Israel Zelaya Dias é o décimo jornalista assassinado em Honduras desde o golpe militar que derrubou o presidente constitucional Manuel Zelaya, em 2009. Ninguém vê uma linha no PIG - Partido da Imprensa Golpista do Brasil contra a ditadura militar de Honduras, tampouco na defesa da liberdade de expressão e até da própria vida de jornalistas em Honduras. Bolívia, que tem um presidente eleito e reeleito constitucionalmente e com acompanhamento internacional é uma ditadura cruel. Honduras é uma "ditabranda". Mas nem de ditabranda é chamada. Ditadura era a de Zelaya que tinha sido eleito pelo povo. Imprensa cínica, essa brasileira. E depois não entende por que perde leitores a cada dia que passa.

 

 



       


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