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MOSSORÓ (RN), QUINTA-FEIRA, 11/03/2010 (ATUALIZADO: 00:40hs)
 
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» Ministro Cezar Peluso é eleito novo presidente do STF
» Obama reforça compromisso dos EUA com o Haiti
» Brasil não terá novo apagão elétrico, afirmam Lula e Dilma


SUPREMO
Ministro Cezar Peluso é
eleito novo presidente do STF

Mariângela Gallucci
Da Agência Estado

Brasília, 10 (AE) - O comando do Supremo Tribunal Federal (STF) deve mudar radicalmente a partir de abril. Os integrantes do STF elegeram hoje o ministro Cezar Peluso para ser o presidente da Corte no período de abril deste ano até abril de 2012
Peluso substituirá o atual presidente, Gilmar Mendes. Os dois têm perfis completamente diferentes. Gilmar Mendes tem uma atuação política. Peluso é um típico juiz à moda antiga.
Gilmar Mendes tem uma atuação muito dinâmica na presidência do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle externo do Judiciário, que também é dirigido pelo presidente do Supremo.
Em seus dois anos de mandato, envolveu-se em polêmicas, deu entrevistas frequentes, fez um mutirão carcerário para garantir benefícios a presos e viajou por todo o País, o que fez despertar comentários de que estaria prestes a se lançar na política. O ministro também deu destaque em sua administração para a comunicação do tribunal. Criou páginas do STF no YouTube e no Twitter.
Peluso é mais fechado. Já deu demonstrações de que não gosta de dar entrevista e não gosta da transmissão ao vivo das sessões de julgamento pela TV Justiça, o canal oficial do Judiciário. Antes de ser indicado para o STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, Peluso figurou em várias listas de candidatos a uma cadeira na Corte. Na época, era desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Nos seus quase 7 anos de tribunal, Peluso destacou-se em julgamentos polêmicos, como o que autorizou a extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti para a Itália. Na presidência do STF, o tribunal terá de enfrentar possíveis recursos de Battisti e do governo da Itália. Em seguida, será a vez do presidente da República dizer se entregará ou não Battisti para a Itália.
Ao ser eleito presidente do Supremo por 10 votos a 1, Peluso lembrou que a eleição era apenas protocolar já que vigora no STF a regra segundo a qual o tribunal deve ser presidido pelo ministro mais antigo que ainda não ocupou o cargo.
Depois de agradecer os votos, Peluso afirmou que o sistema de eleição de presidente do STF coloca a Corte "a salvo de lutas intestinas e dadas por ambições pessoais incontroláveis". "A despeito disso, ninguém poria em dúvida que essa eleição representa, em primeiro lugar, a fidelidade da Casa a esta lei tão saudável à condução dos seus destinos e, por outro lado, também a generosidade e a confiança de vossas excelências, a quem eu quero publicamente agradecer", disse.
Além de Peluso foi eleito vice-presidente do STF para os próximos dois anos o ministro Carlos Ayres Britto. A posse está marcada para o dia 23 de abril.

Obama reforça compromisso dos EUA com o Haiti
Washington, 10 (AE) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reforçou o compromisso norte-americano com a recuperação e reconstrução do Haiti. Ele disse ao presidente haitiano René Préval que sabe que a crise no país não passou.
Após uma reunião no Salão Oval, Obama ficou ao lado de Préval nos jardins da Casa Branca para elogiar a coragem do líder haitiano e o trabalho heroico dos norte-americanos que foram ao país para ajudar nos resgates ou fizeram doações generosas.
Obama disse que o desafio agora é "evitar um segundo desastre" com o início da época das chuvas no país onde milhares de pessoas estão sem abrigo. "A situação continua horrível", disse Obama, "e as pessoas não devem se iludir e pensar que a crise acabou".
Mais de 230 mil pessoas morreram nas ruínas do terremoto de 12 de janeiro. Obama chamou o tremor de uma "tragédia internacional" e disse que estava orgulhoso do fato de os Estados Unidos terem tido um papel de liderança nos trabalhos de resgate.
O presidente também disse a Préval que Washington vai continuar a ser um parceiro do Haiti na longa jornada para a recuperação e reconstrução.
Préval ouviu Obama e respondeu com palavras de agradecimento. "Eu agradeço não apenas pelo apoio material, mas pelo apoio moral e psicológico que nos faz saber que não estamos sozinhos", disse o líder haitiano.

Brasil não terá novo apagão
elétrico, afirmam Lula e Dilma

Cubatão, 10 (AE) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência, garantiram hoje que o País não passará por um novo apagão elétrico. Numa referência indireta ao governo tucano do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e numa sinalização de que o tema será constante na campanha eleitoral deste ano, Lula e Dilma ressaltaram que o governo atuou de forma preventiva e planejou investimentos na área energética desde 2003. Eles participaram da cerimônia de inauguração da Usina Termelétrica Euzébio Rocha, obra integrante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dentro das instalações da Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, na Baixada Santista (SP).
"Quando a gente vem aqui inaugurar uma usina termelétrica, estamos dizendo para o mundo que podem vir aqui fazer investimentos no Brasil porque vai ter energia suficiente", disse Lula. "Não vai mais ter apagão como tivemos em 2001", reiterou.
O presidente explicou à plateia formada por trabalhadores da Petrobras que o apagão de 2001 foi motivado pela ausência de linhas de transmissão para conectar a Região Sul ao Sudeste e Nordeste, e disse que esse problema foi resolvido durante o seu governo.
"Agora, nós fizemos uma interconexão de linhas por todo o Brasil", afirmou. Lula fez apenas uma ressalva a respeito de sua promessa de que o País não sofrerá novamente com apagões elétricos. "Nunca mais a gente vai ter apagão neste país, a não ser que caia uma torre ou um negócio qualquer, e aí, com as intempéries, a gente não brinca", ponderou.
O presidente não fez nenhuma referência à queda das linhas de transmissão da Itaipu em novembro, que causou falta de energia em 18 Estados, mas atribuiu os problemas climáticos de uma forma geral, explicação oficial na época dada para o apagão, à "zanga de Deus".

 



       
 


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