Quinta-Feira, 13 de dezembro de 2018

Postado às 10h30 | 17 Mai 2018 | Redação Subutilização da força de trabalho atinge 27,7 milhões de pessoas, aponta IBGE

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que também informa que o contingente de desalentados é de 4,6 milhões de pessoas. No último trimestre de 2017, esse grupo somava 4,3 milhões de pessoas.

Crédito da foto: EBC O percentual chega a 24,7% da força de trabalho do país, segundo o levantamento

A subutilização da força de trabalho atingiu 27,7 milhões de pessoas no 1º trimestre de 2018. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 17, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esta é a taxa mais alta da série iniciada em 2012. O percentual chega a 24,7% da força de trabalho do país. Os dados da Pnad Contínua Trimestral mostram ainda que o desalento também atingiu os maiores níveis da série, com um contingente de 4,6 milhões de pessoas e uma taxa de 4,1%.

O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, explica que apesar de o número de desempregados ter caído 3,4% em relação ao 1º trimestre de 2017, a população subocupada cresceu 17,8%, e a força potencial, 10%. “Mas o que puxou, principalmente, a taxa de subutilização da força de trabalho foi a população desalentada, que passou de 4,1 milhões para 4,6 milhões, um aumento de 12,4%”, declarou.

Segundo Cimar, apesar da redução do desemprego observada em relação ao 1º trimestre de 2017, o cenário é preocupante, pois “essa redução do desemprego se dá em função do aumento das outras formas de subutilização. Isso mostra o quão importante é levantar essas medidas, ainda mais quando sabemos que o perfil das pessoas desalentadas está focado entre a população de baixa renda, jovens, pretos e pardos”, comenta.

Entre os estados, a Bahia apresentou a maior taxa de subutilização (40,5%) e Santa Catarina, a menor (10,8%), no primeiro trimestre. Alagoas registrou a maior taxa de desalento (17,0%), e Santa Catarina e Rio de Janeiro, as menores (0,8% ambos). Cimar destacou, ainda, que a população subutilizada chegou a crescer, em um ano, 21% em Rondônia, 14% no Distrito Federal e 10% em Pernambuco. “No Distrito Federal, o desalento cresceu 123%”, ressaltou.

Segundo o IBGE, a taxa composta de subutilização da força de trabalho agrega os desempregados, os subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial. Já o desalento, que faz parte da força de trabalho potencial, engloba as pessoas que estavam fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguiam trabalho, ou não tinham experiência, ou eram muito jovens ou idosas, ou não encontraram trabalho na localidade – e que, se tivessem conseguido trabalho, estariam disponíveis para assumir a vaga.

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