Domingo, 23 de setembro de 2018

Postado às 10h30 | 09 Mar 2018 | Redação Baraúnas e Cícero são destaques na estreia do programa 'Zebras' do Sportv

Crédito da foto: Sportv Romário cumprimenta Cícero Ramalho antes do jogo em São Januário

Por Sportv – Rio de Janeiro

Um jogador que a gente viu no primeiro jogo, é perigoso. A gente tem que ter atenção nele.

O alerta de Romário era sobre um atacante quarentão - como ele - e um pouco acima do peso que vestia a camisa do Baraúnas, do Rio Grande do Norte. E poucas vezes o Baixinho esteve tão certo.

Contamos nesta sexta-feira, na estreia do 'Zebras', mais um programa da faixa Baú do Esporte, a história de um resultado improvável há 13 anos que deixou um personagem na memória de muitos amantes do futebol: Cícero Ramalho. O time potiguar eliminou o Vasco nas oitavas da Copa do Brasil com uma vitória de 3 a 0 em São Januário.

- Ele apertou a minha mão, me desejou boa sorte. E deu sorte mesmo - brinca Cícero Ramalho, hoje com 53 anos, segurando na mão (imagem abaixo) a Zezé, zebrinha que nos ajudará a contar as histórias nesta série.

O confronto era válido pelas oitavas da Copa do Brasil de 2005. No primeiro jogo, em Mossoró, Romário não jogou, mas Alex Dias tratou de botar o Vasco na frente, aos 37 do primeiro tempo. Cícero Ramalho, então com 90 quilos e vindo de duas temporadas parado - ele havia se aposentado, mas voltou - empatou logo depois. E a virada foi logo em seguida, com Alvaro. No segundo tempo, um gol contra de Aroldo deixou tudo igual: 2 a 2 no jogo de ida.

O Vasco poderia empatar até por um gol em São Januário que avançaria. Durante a tarde, no SporTV, Cleber Machado e Zinho falavam sobre a mínima chance de o Baraúnas avançar.

- Falaram que a gente tinha 1% de chance de classificar. E aquele 1% se transformou em 100% - lembra Agnaldo, lateral-esquerdo daquele time.

O Baraúnas, que já tinha eliminado América-MG e Vitória, atropelou o Vasco em São Januário: 3 a 0, com um dos gols dele, Cícero Ramalho. O time foi recebido por uma multidão na volta a Mossoró. E o destaque daquele time, hoje com cabelos brancos, diz o que mudou na vida dele.

- As portas se abrem, você tem facilidade de resolver muita coisa. Você passa a ser reconhecido.

Daquele time, o zagueiro Nildo, hoje com 41 anos de idade, é o único remanescente. O clube hoje está sem divisão nacional e disputa o Campeonato Potiguar.

Depois daquele triunfo sobre o Vasco, o Baraúnas sentiu. Contra o Cruzeiro, no primeiro jogo, em Mossoró, tomou 7 a 3. Na volta, no Mineirão, 5 a 0. Contando os dois confrontos, Fred fez cinco gols. Mas a história já havia sido feita.

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