Quinta-Feira, 23 de maio de 2019

Postado às 10h30 | 12 Mar 2019 | Redação Santos e o futebol brasileiro se despedem de Coutinho, o gênio da pequena área

Crédito da foto: Infoesporte Coutinho morreu nesta segunda-feira, 11, aos 75 anos

O Santos se despede de Coutinho, o terceiro maior goleador da história do clube. O corpo está sendo velado no salão de mármore da Vila Belmiro. O sepultamento está marcado para 18h, no cemitério Memorial.

O ex-atacante Coutinho morreu nesta segunda-feira (11). Foi um dos maiores ídolos da história do Santos e campeão do mundo em 1962, na Copa do Mundo disputada no Chile. Ele tinha 75 anos.

Segundo o médico Milton Mattozinho, a causa foi um infarto agudo do miocárdio em decorrência de diabetes e hipertensão arterial sistêmica.

O Santos prestou homenagem ao ex-jogador com uma postagem nas redes sociais:

"A pequena área perdeu um dos seus professores."

Coutinho tinha diabetes, doença que levou à amputação de três dedos do pé esquerdo. Em janeiro, ele foi internado em Santos com uma pneumonia.

Antônio Wilson Honório nasceu em Piracicaba em 11 de junho de 1943. Ele estreou no Santos em 1958, quando tinha apenas 14 anos. Defendeu o time até 1967 e depois entre 1969 e 1970.

É o terceiro maior artilheiro da história do clube, com 368 gols em 457 jogos, atrás de Pepe, com 403 gols, e Pelé, com 1.091 gols.

No Santos, Coutinho formou o lendário ataque com Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Foi campeão paulista em 1960, 1961, 1962, 1964, 1965 e 1967, venceu cinco vezes a Taça Brasil, de 1961 a 1965, depois reconhecida como Brasileiro, além das Libertadores e dos Mundiais de Clubes de 1962 e 1963.

Pelé lamentou a perda de Coutinho, um de seus maiores parceiros de ataque no Santos nos anos 60.

– É uma grande perda. A tabelinha Pelé e Coutinho fez o Brasil ficar mais conhecido no mundo todo. Tenho certeza que um dia faremos tabelinha no céu. Minhas condolências à família – afirmou o Rei do Futebol.

À Rádio Bandeirantes, Pepe comentou sobre a morte de Coutinho:

– Encontrei o Coutinho há pouco tempo. Ele era sempre muito feliz. Eu sabia que não estava bem tem um tempo. Tínhamos contato quase que diariamente. Ele tinha problemas de estômago e Alzheimer, mas era sempre alegre. Sempre o encontrava no bar tomando a cervejinha perto da Vila Belmiro. Onde ele estava, estava a alegria. Foi um cara feliz. Vai fazer muita falta o eterno Coutinho.

Tags:

Coutinho
futebol
Santos
Seleção Brasileira

voltar