Domingo, 17 de junho de 2018

Postado às 10h00 | 09 Mar 2018 | Redação Prestadoras de telefonia móvel receberam mais de mil novos pedidos de bloqueio

Crédito da foto: EBC As solicitações são por motivo de roubo, furto ou extravio

Durante o mês de fevereiro deste ano, as prestadoras de telefonia móvel receberam 1.018 novos pedidos de bloqueio do acesso de aparelho celulares às redes dessas empresas. As solicitações são por motivo de roubo, furto ou extravio. As informações foram repassadas pelo Sindi Telebrasil.

O Estado que registrou o maior número de pedidos de bloqueio do acesso foi São Paulo, com 45,6 mil pedidos. Na segunda posição, está o Estado do Rio de Janeiro, com 18,8 mil pedidos, seguido de Minas Gerais, com 7,9 mil pedidos, em terceiro lugar. Esses Estados também apresentam as maiores bases de celulares ativos do País.

Esta é a primeira vez que o balanço mensal do CEMI estratifica o levantamento de solicitações por Estado, em função de atualização implementada no sistema pelas prestadoras. O número geral de solicitações feitas no mês passado segue a média do período, estando ligeiramente abaixo do verificado em fevereiro de 2017, que foi de 123 mil pedidos.

Funcionando desde ano 2000, o CEMI cadastra o IMEI do celular, bloqueando o acesso desses aparelhos às redes das prestadoras móveis. Assim, o celular não fará mais ligações e não permitirá nenhuma comunicação utilizando o pacote de dados móveis dessas redes do Brasil e de mais 57 prestadoras em 19 países com os quais as prestadoras brasileiras possuem acordo de integração.

Ao impedir o acesso desses celulares às redes, as operadoras não fazem nenhum tipo de intervenção no aparelho, e sim registram o IMEI, impedindo a comunicação de voz e de pacotes de dados contratados junto às prestadoras móveis. O aparelho continua funcionando com aplicativos que se conectam a outras redes, como WiFi, sobre as quais as operadoras não têm ingerência.

Para fazer a solicitação à prestadora, o cliente deve entrar em contato com a sua operadora, informando dados pessoais que permitam sua identificação, como RG, CPF, endereço, etc. Se o cliente souber, também deve informar o IMEI, que é como se fosse o número do chassi do carro. Para descobrir o IMEI, basta digitar no teclado do aparelho *#06# e aparecerá um número na tela do celular. Para saber se um aparelho está registrado no CEMI, as prestadoras mantêm ainda um site na internet para consulta, https://www.consultaaparelhoimpedido.com.br .

O setor defende que sejam adotadas medidas para o combate ao mercado irregular de aparelhos celulares, dentre elas, o reforço da segurança dos aparelhos, no processo de fabricação, para evitar que sejam adulterados ou tenham o seu código de identificação (IMEI) modificado ou clonado. Essa é uma falha que só pode ser corrigida na origem, na fabricação dos equipamentos, implantando mecanismos de segurança, que impeçam a adulteração.

Celulares registrados no CEMI em Fev/18

AC

363

AL

905

AM

2.696

AP

180

BA

6.443

CE

3.137

DF

3.040

ES

2.809

GO

3.361

MA

1.108

MG

7.964

MS

943

MT

1.585

PA

2.601

PB

986

PE

3.854

PI

796

PR

2.518

RJ

18.808

RN

1.018

RO

548

RR

243

RS

7.908

SC

1.305

SE

1.122

SP

45.607

TO

234

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