Domingo, 16 de dezembro de 2018

Postado às 12h45 | 02 Dez 2018 | Redação Homens representaram a maioria das mortes registradas no Rio Grande do Norte em 2017

Crédito da foto: Ilustração As pessoas do sexo masculino representaram a maioria das mortes registradas no estado em 2017

A população masculina do Rio Grande do Norte está definhando. Duas pesquisas divulgadas na última semana de novembro, que marca o fim da campanha “Novembro Azul”, revelam que os homens potiguares não se cuidam e estão com a saúde em risco constante.

Uma das pesquisas foi divulgada pela unidade estadual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) no Rio Grande do Norte e mostra dados referentes às condições de saúde e de vida do homem com foco na realidade nordestina e potiguar.

As pessoas do sexo masculino representaram a maioria das mortes registradas no estado em 2017 tanto por causas naturais quanto por violentas.

O Rio Grande do Norte tem a maior proporção de homens que fazem consumo abusivo de álcool. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde/2013, 14,9% dos homens potiguares de 18 anos ou mais de idade afirmaram realizar consumo abusivo de álcool em 4 dias ou mais nos últimos 30 dias anteriores à pesquisa; distintamente, o percentual de mulheres foi 2,4%. A proporção foi a maior entre os homens de todas as unidades da federação, acima da média do Brasil (9,9%) e Nordeste (12,3%), região com maior proporção de homens que informaram o problema.

No Rio Grande do Norte, os homens representaram 90% das vítimas de morte violenta em 2017; foram 2.349 mortes masculinas, do total de 2.612. Os jovens de 15 a 29 anos de idade são 49,6% (1.165) das vítimas. Os dados evidenciam a vulnerabilidade das pessoas do sexo masculino à violência letal, especialmente os jovens e os moradores dos maiores centros urbanos, tendo em vista que a Região Metropolitana de Natal e a cidade de Mossoró concentraram 57,8% das mortes violentas.

 

Expectativa de vida ao nascer do potiguar mantém-se abaixo da média do brasileiro

De acordo com a Projeção de População, em 2018, a expectativa de vida ao nascer do homem brasileiro é de 72,7 anos, enquanto a do potiguar é 72,2. A diferença deve aumentar ao longo dos anos: em 2060, a do brasileiro deverá ser 77,9, e a do potiguar 76,44. Isso decorre principalmente do fato de que os homens potiguares são propensos a morrer mais jovem que os homens brasileiros em geral.

É possível que entre os homens, os hábitos nos cuidados com a saúde sejam peculiares, com baixa procura por realização de exames de diagnósticos do câncer, especialmente o de próstata, além de outros aspectos, como o consumo abusivo de álcool, o que em alguma escala contribui para sua menor expectativa de vida em comparação com as mulheres.

No Nordeste, 47,8% dos homens nunca fizeram exame físico de diagnóstico do câncer de próstata. Desse percentual de homens do Nordeste com idade de 50 anos ou mais, não realizaram exame físico ou toque retal da próstata, percentual maior que a média nacional, 40,8%, conforme a Pesquisa Nacional de Saúde 2013.

Expectativa de vida do homem melhora, mas mulher continua com expectativa superior

Os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a expectativa de vida no Rio Grande do Norte apresentou um pequeno crescimento favorável ao homem potiguar. Mesmo assim, a expectativa de vida da mulher potiguar sobre o homem continua bem acima. Segundo o levantamento, uma pessoa nascida no estado em 2017 tinha expectativa de viver, em média, até os 76 anos. Em 2016, a expectativa era de 75,7. Já em 2015, a idade média era de 75,7.

A expectativa de vida dos homens potiguares atingiu 72 anos. No último levantamento, a esperança de viver do sexo masculino era de 71,7. A expectativa da mulher saiu de 79,9 em 2016 para 78 anos em 2017, apontou o instituto, o que comprova que a mulher potiguar continua com expectativa de vida bem maior do que a do homem.

Entre as Unidades da Federação, a maior expectativa de vida foi encontrada em Santa Catarina, 79,4 anos, e a menor no Maranhão, 70,9 anos. Uma pessoa idosa que completasse 65 anos em 2017 teria a maior expectativa de vida (20,3 anos) no Espírito Santo. Por outro lado, em Rondônia, uma pessoa que completasse 65 anos em 2017 teria expectativa de vida de mais 16 anos.

Considerando-se a diferença por sexo, a população idosa masculina capixaba teria mais 18,3 anos e a feminina, mais 22 anos. Entre as menores expectativas estão os homens idosos do Piauí, com mais 14,6 anos, e as mulheres de Rondônia, com mais 17,2 anos.

Os estados do Piauí, Maranhão e Alagoas e possuem expectativa de vida masculina na casa dos 67,1 anos, valores bem inferiores à média nacional, que é de 72,5 anos. Em oito estados do país, a expectativa de vida ao nascer das mulheres ultrapassa os 80 anos, a maioria nas regiões Sul e Sudeste do país, com exceção do Rio Grande do Norte e Distrito Federal.

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