Mariano Rajoy, decidiu nesta sexta-feira (27) destituir o governo da Catalunha, dissolver o Parlamento local e convocar eleições regionais, conforme autorizado mais cedo pelo Senado espanhol, que deu luz verde para a aplicação do artigo 155 da Constituição.

Rajoy anunciou a destituição de Carles Puigdemont, presidente da Catalunha, e outras autoridades regionais. O chefe do governo espanhol também anunciou que o Parlamento catalão foi dissolvido e convocou eleições regionais para o dia 21 de dezembro "para restaurar a democracia".

"Não se trata de suspender nem de intervir no autogoverno [da Catalunha], se trata de devolvê-lo à normalidade o antes possível", disse Rajoy. "Acreditamos que é urgente ouvir todos os cidadãos catalães, para que possam decidir o seu futuro e ninguém pode agir fora da lei em seu nome".

Veja as medidas aprovadas pelo Conselho de Ministros:

O artigo 155 dispõe sobre a intervenção em uma região autônoma do país. Sua aplicação foi aprovada no Senado por 214 votos a favor e 47 contra. A decisão ocorreu logo após o Parlamento regional da Catalunha aprovar o início do processo de independência da região.

O Conselho de Ministros também aprovou a apresentação de um recurso ante a Justiça espanhola contra a resolução aprovada no Parlamento catalão.

Conselho de Ministros convocado pelo chefe de governo espanhol, Mariano Rajoy, decidiu nesta sexta-feira (27) destituir o governo da Catalunha, dissolver o Parlamento local e convocar eleições regionais, conforme autorizado mais cedo pelo Senado espanhol, que deu luz verde para a aplicação do artigo 155 da Constituição.

Rajoy anunciou a destituição de Carles Puigdemont, presidente da Catalunha, e outras autoridades regionais. O chefe do governo espanhol também anunciou que o Parlamento catalão foi dissolvido e convocou eleições regionais para o dia 21 de dezembro "para restaurar a democracia".

"Não se trata de suspender nem de intervir no autogoverno [da Catalunha], se trata de devolvê-lo à normalidade o antes possível", disse Rajoy. "Acreditamos que é urgente ouvir todos os cidadãos catalães, para que possam decidir o seu futuro e ninguém pode agir fora da lei em seu nome".

Veja as medidas aprovadas pelo Conselho de Ministros:

O artigo 155 dispõe sobre a intervenção em uma região autônoma do país. Sua aplicação foi aprovada no Senado por 214 votos a favor e 47 contra. A decisão ocorreu logo após o Parlamento regional da Catalunha aprovar o início do processo de independência da região.

O Conselho de Ministros também aprovou a apresentação de um recurso ante a Justiça espanhola contra a resolução aprovada no Parlamento catalão.

as a intervenção precisava ser aprovada pelo Senado antes de passar a valer --o que ocorreu nesta sexta. O artigo 155 é a ferramenta mais extrema disponível ao governo espanhol para intervir em uma região autônoma (e, neste caso, barrar o processo de independência da Catalunha).

A medida determina o afastamento do presidente regional e todo o seu governo; limita as funções do Parlamento catalão; obriga a convocação de novas eleições regionais em até seis meses; e intervém na polícia no local.

A resolução aprovada pelo Parlamento catalão, de maioria independentista, prevê "constituir uma República Catalã como um Estado independente, soberano, democrático e social" e foi muito comemorada por apoiadores reunidos nas ruas de Barcelona e em outras cidades da região.

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Sábado, 18 de novembro de 2017

Postado às 18h15 | 27 Out 2017 | Redação Ministros da Espanha destituem governo da Catalunha e convocam eleições

Crédito da foto: Javier Sorano/AFP Marian Rajoy fala a jornalistas logo após o Conselho de ministros

Do Globo.com

Conselho de Ministros convocado pelo chefe de governo espanhol, Mariano Rajoy, decidiu nesta sexta-feira (27) destituir o governo da Catalunha, dissolver o Parlamento local e convocar eleições regionais, conforme autorizado mais cedo pelo Senado espanhol, que deu luz verde para a aplicação do artigo 155 da Constituição.

Rajoy anunciou a destituição de Carles Puigdemont, presidente da Catalunha, e outras autoridades regionais. O chefe do governo espanhol também anunciou que o Parlamento catalão foi dissolvido e convocou eleições regionais para o dia 21 de dezembro "para restaurar a democracia".

"Não se trata de suspender nem de intervir no autogoverno [da Catalunha], se trata de devolvê-lo à normalidade o antes possível", disse Rajoy. "Acreditamos que é urgente ouvir todos os cidadãos catalães, para que possam decidir o seu futuro e ninguém pode agir fora da lei em seu nome".

Veja as medidas aprovadas pelo Conselho de Ministros:

  • destituição de Carles Puigdemont, seu vice e de todos os conselheiros da Região Autônoma
  • dissolução do Parlamento da Catalunha
  • convocação de eleições regionais em 21/12
  • destituição do diretor-geral da polícia catalã
  • extinção das representações oficiais da Catalunha no exterior, com exceção de Bruxelas; o delegado catalão na capital belga, por sua vez, foi destituído
  • extinção do Diplocat (Conselho de Democracia Pública da Catalunha), consórcio público-privado que promove a agenda da região autônoma em eventos no exterior
  • destituição do delegado do governo catalão em Madri

O artigo 155 dispõe sobre a intervenção em uma região autônoma do país. Sua aplicação foi aprovada no Senado por 214 votos a favor e 47 contra. A decisão ocorreu logo após o Parlamento regional da Catalunha aprovar o início do processo de independência da região.

O Conselho de Ministros também aprovou a apresentação de um recurso ante a Justiça espanhola contra a resolução aprovada no Parlamento catalão.

Conselho de Ministros convocado pelo chefe de governo espanhol, Mariano Rajoy, decidiu nesta sexta-feira (27) destituir o governo da Catalunha, dissolver o Parlamento local e convocar eleições regionais, conforme autorizado mais cedo pelo Senado espanhol, que deu luz verde para a aplicação do artigo 155 da Constituição.

Rajoy anunciou a destituição de Carles Puigdemont, presidente da Catalunha, e outras autoridades regionais. O chefe do governo espanhol também anunciou que o Parlamento catalão foi dissolvido e convocou eleições regionais para o dia 21 de dezembro "para restaurar a democracia".

"Não se trata de suspender nem de intervir no autogoverno [da Catalunha], se trata de devolvê-lo à normalidade o antes possível", disse Rajoy. "Acreditamos que é urgente ouvir todos os cidadãos catalães, para que possam decidir o seu futuro e ninguém pode agir fora da lei em seu nome".

Veja as medidas aprovadas pelo Conselho de Ministros:

  • destituição de Carles Puigdemont, seu vice e de todos os conselheiros da Região Autônoma
  • dissolução do Parlamento da Catalunha
  • convocação de eleições regionais em 21/12
  • destituição do diretor-geral da polícia catalã
  • extinção das representações oficiais da Catalunha no exterior, com exceção de Bruxelas; o delegado catalão na capital belga, por sua vez, foi destituído
  • extinção do Diplocat (Conselho de Democracia Pública da Catalunha), consórcio público-privado que promove a agenda da região autônoma em eventos no exterior
  • destituição do delegado do governo catalão em Madri

O artigo 155 dispõe sobre a intervenção em uma região autônoma do país. Sua aplicação foi aprovada no Senado por 214 votos a favor e 47 contra. A decisão ocorreu logo após o Parlamento regional da Catalunha aprovar o início do processo de independência da região.

O Conselho de Ministros também aprovou a apresentação de um recurso ante a Justiça espanhola contra a resolução aprovada no Parlamento catalão.

as a intervenção precisava ser aprovada pelo Senado antes de passar a valer --o que ocorreu nesta sexta. O artigo 155 é a ferramenta mais extrema disponível ao governo espanhol para intervir em uma região autônoma (e, neste caso, barrar o processo de independência da Catalunha).

A medida determina o afastamento do presidente regional e todo o seu governo; limita as funções do Parlamento catalão; obriga a convocação de novas eleições regionais em até seis meses; e intervém na polícia no local.

A resolução aprovada pelo Parlamento catalão, de maioria independentista, prevê "constituir uma República Catalã como um Estado independente, soberano, democrático e social" e foi muito comemorada por apoiadores reunidos nas ruas de Barcelona e em outras cidades da região.

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