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Sexta-Feira, 15 de dezembro de 2017

Postado às 15h00 | 24 Nov 2017 | Redação Ataque a mesquisa no Egito deixa 235 mortos e pelo menos 130 pessoas feridas

Crédito da foto: STRINGER / AFP No interior da mesquita Rawda, no Sinai, Egito, os corpos de vítimas do ataque

CAIRO — No mais mortal ataque na História moderna do Egito, ao menos 235 pessoas morreram e 130 ficaram feridas quando homens armados abriram fogo contra uma mesquita na península do Sinai, no Egito, depois de explodirem bombas no local, disse a agência estatal MENA, citando uma fonte oficial.

As vítimas estão sendo transferidas aos hospitais locais, e nenhum grupo ainda reivindicou a autoria do atentado. O governo egípcio declarou três dias de luto, e o presidente, Abdel Fattah al Sisi, convocou um encontro de segurança de emergência após o ataque, segundo a TV estatal.

O ataque aconteceu na mesquita de Al Rawdah em Bir al-Abad, oeste da cidade de Arish, capital da província do norte do Sinai. Uma bomba explodiu na mesquita, antes de homens armados saírem de quatro carros e abrirem fogo contra fiéis durante as orações de sexta-feira. A TV egípcia estatal mostrou imagens de vítimas cobertas de sangue e corpos cobertos com lençóis dentro do templo.

— Eles atiravam contra as pessoas que deixavam a mesquita — disse um morador cujos parentes estavam no local. — Eles atiraram contra as ambulâncias também.

Apesar do ataque não ter sido reivindicado, acredita-se que foi perpetrado por um grupo afiliado ao Estado Islâmico na região. Um chefe tribal disse à AFP que a mesquita é frequentada por adeptos do sufismo, uma corrente mística do islamismo.

 O Estado Islâmico acredita numa visão puritana do salafismo, um movimento ultraconservador, e considera o sufismo uma heresia. Os jihadistas sequestraram e decapitaram um líder sufista e já raptaram diversos adeptos da vertente.

O ataque foi o maior contra civis e o primeiro contra uma grande mesquita desde que um grupo afiliado ao Estado Islâmico começou sua campanha de violência contra o governo, após as Forças Armadas destituírem em 2013 o presidente Mohamed Mursi, ligado à Irmandade Muçulmana. Desde então, os grupos extremistas têm multiplicado atentados contra militares e policiais. Sob o impacto de uma repressão severa, a Irmandade Muçulmana, um movimento poderoso que durante muito tempo foi a principal força de oposição no Egito, dividiu-se em várias tendências rivais, entre os partidários e os opositores da ação armada.

As forças de segurança egípcias lutam contra uma insurgência do Estado Islâmico no norte do Sinai, onde militantes vem matando centenas de policiais e soldados há três anos. Os terroristas geralmente têm como alvo a polícia, mas também expandem seus ataques a igrejas cristãs e peregrinos. O afiliado do Estado Islâmico na região se chama Wilayat Sinai e é predominantemente formado por combatentes do grupo local insurgente Ansar Beit al-Maqdis, que jurou fidelidade ao califado do grupo extremista enviando pessoas para lutar na Síria em 2014.

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