

Osvaldo
Nascimento Silva,
49 anos, motorista do Rio de Janeiro (RJ)
Por que o senhor ainda não autorizou a compra dos super caças?
Não há potência econômica sem poder militar
e os riscos à nossa soberania são evidentes?
Presidente Lula
Ainda não tomamos uma decisão a respeito justamente
pela importância que a escolha terá sobre a capacidade
de defesa e sobre o desenvolvimento tecnológico e industrial
do Brasil. Temos que ser muito cautelosos. A FAB já fez sua
análise e pré-selecionou três modelos que atendem
às suas necessidades técnicas. Agora é a hora
de o governo fazer a análise estratégica, política
e econômica para apontar qual proposta trará mais benefícios
para a sociedade. Decidimos fazer da política nacional de
defesa um eixo de desenvolvimento econômico e de autonomia
tecnológica. Vamos bater o martelo somente depois de concluída
a análise do Ministério de Defesa, de ouvir o Conselho
de Defesa Nacional e considerando as diretrizes da Estratégia
Nacional de Defesa. Posso adiantar que a empresa a ser escolhida,
seja qual for, terá que se comprometer com a transferência
irrestrita de toda a tecnologia de ponta.
Adair
Syrio Júnior,
58 anos, aposentado, São Domingos do Norte (ES)
A BR-381, no trecho entre Belo Horizonte e Vitória, tem tido
tragédias dia-a-dia, e os governos vêm prometendo soluções
ano a ano. Mas as mortes continuam. Nós, que perdemos parentes
(eu perdi meu irmão, Auberty Silva Syrio, 25 anos), protestamos.
Até quando teremos que conviver com essa insegurança?
Presidente Lula
Só esclarecendo, Adair: a BR-381, num de seus trechos liga,
na verdade, Belo Horizonte com o Norte do Espírito Santo,
passando pela cidade de Governador Valadares. Não é
o melhor caminho para se ir da capital mineira à capital
capixaba. A ligação direta BH-Vitória é
feita pela BR-262. Há um trecho comum, entre BH e João
Monlevade. As duas rodovias nos causam grande preocupação
e têm merecido toda a atenção. Já tínhamos
iniciado o processo de concessão para a duplicação
da BR-381, entre BH e Governador Valadares. Mas, na semana passada,
concluímos que o melhor é realizar as obras através
do DNIT. Decidimos então cancelar a concessão e incluir
essas obras no PAC-2, para que a duplicação seja efetuada
com recursos da União. Também vou colocar no PAC-2
obras que vão melhorar significativamente a BR-262, de BH
até Vitória, com duplicação nos trechos
de maior movimento. Com estas medidas, espero que possamos garantir
o máximo de segurança para os usuários.
Carlos
Alberto F. de Azevedo,
51 anos, contador de Porto Alegre (RS)
Fala-se em eventos como a Olimpíada e a Copa do Mundo, mas
os colégios, incluindo os federais, não têm
estrutura para formar atletas e conseguir medalhas. Existe projeto
para o desenvolvimento dos esportes nas escolas?
Presidente Lula
O empenho para o Brasil sediar os dois eventos teve o objetivo,
entre outros, de promover uma grande mudança na cultura esportiva
do país. Pelo programa Mais Educação, do MEC,
os alunos participam, nos turnos vagos, de várias atividades,
incluindo natação, basquete, vôlei, futebol,
handebol e judô. O programa atende hoje 1,1 milhão
de alunos. O Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, para
incorporar crianças, adolescentes e jovens aos esportes,
atende 1 milhão em 1.300 municípios. E a partir de
parceria com o MEC, o Ministério do Esporte tem a meta de
atender 1,5 milhão de alunos até 2011 e 3 milhões
até 2012. Fornecemos para as escolas incluídas no
programa kits esportivos e acompanhamento pedagógico pelas
instituições de ensino superior parceiras. As escolas
técnicas, que chegarão a 354 até o final do
ano, também oferecerão oficinas de esportes e vão
equipar suas quadras. Mas na preparação para os grandes
eventos esportivos é fundamental que haja o envolvimento
efetivo dos demais poderes, nos três níveis governamentais,
dos cidadãos, dos clubes, das ONG's, das empresas privadas,
enfim, de toda a sociedade.
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