Sábado, 18 de novembro de 2017

Postado às 12h15 | 13 Nov 2017 | Redação Greve da saúde inicia com protesto no HRTM e 70% de adesão, diz Sindsaúde

Servidores protestam contra o atraso salarial e a precarização da saúde pública, além da anulação do pacote de ajuste fiscal enviado à Assembleia Legislativa. Eles dizem que o Governo atrasa o salário do funcionalismo público desde janeiro de 2016

Crédito da foto: Marcos Garcia O movimento teve início na manhã desta segunda e é por tempo indeterminado

Edinaldo Moreno/Da redação

Um ato público realizado na manhã desta segunda-feira, 13, em frente ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) iniciou a greve por tempo indeterminado dos servidores estaduais da saúde em Mossoró. Eles protestam contra o atraso salarial e a precarização da saúde pública no estado, além da anulação do pacote de ajuste fiscal enviado à Assembleia Legislativa. Eles dizem que o Governo atrasa o salário do funcionalismo público desde janeiro de 2016.

De acordo com o diretor geral do Sindicato dos Servidores da Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde), regional de Mossoró, João Morais, a adesão ao movimento é total por parte da categoria.

“Nós estamos com adesão de 70%, ou seja, adesão total ao movimento, haja vista que, é necessário ter 30% dos servidores realizando os atendimentos no hospital. Adotamos uma escala de greve. Cada setor está realizando a triagem e trabalha com somente 30% da capacidade. Aqueles setores que tem um número de funcionários pequeno, a orientação é que trabalhem na operação tartaruga”, disse Morais que informou ainda não haver ainda um canal de diálogo entre o Governo e a categoria.

“Ainda não há diálogo do governo com a gente. Nós queremos que ele (Governo) apresenta uma tabela com o calendário de pagamento do funcionalismo. Tem servidor da saúde que ainda não recebeu o salário de outubro”, acrescenta.

João Morais lembra que somente os casos de emergência serão atendidos na unidade hospitalar. “Nós estamos fazendo a triagem das pessoas que chegam ao hospital. Somente os casos de emergência serão atendidos. Serviço ambulatorial estamos orientando as pessoas a procurarem as Unidades de Pronto Atendimento em Mossoró”, esclarece.

O sindicalista informou ainda que os servidores do Homocentro, que fica ao lado do Tarcísio Maia também aderiram ao movimento e que novos protestos vão ocorrer nos próximos dias. “O Hemocentro também parou. Nos próximos dias vamos organizar novos protestos em frente ao Rafael Fernandes e o Larem para pressionar o governo”.

A decisão de iniciar uma greve por tempo indeterminado foi tomada em votação durante assembleia ocorrida no último dia 6 deste mês.

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