Diante das informações divulgadas pelo Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários de Mossoró (SINTROM) que a empresa Cidade do Sol estaria se preparando para suspender as atividades em Mossoró, a assessoria de imprensa da empresa se pronunciou sobre o assunto por meio de nota. Nela, a empresa nega que vai suspender imediatamente os serviços, mas confirma que vem tendo prejuízos com o serviço prestado em Mossoró.

A empresa informa que várias situações podem levar à impossibilidade da operação do serviço prestado à cidade, como a concorrência desleal com os táxis-lotação, mototáxis e, principalmente, com os táxis clandestinos que circulam pela cidade, o não reajuste da tarifa cobrada aos passageiros, já que esta deveria ter sido reajustada no mês de junho.

“A quantidade de mototáxis cresceu muito, e muito, sem a fiscalização e repressão da Prefeitura. Eles e os demais veículos clandestinos concorrem deslealmente com o sistema coletivo e regular de condução de pessoas. Roubam-lhe passageiros e receitas, tornando inviável a amortização dos investimentos exigidos da Cidade do Sol e retirando-lhe recursos (recebimento de tarifas) minimamente suficientes para a melhor prestação dos serviços (com maior quantidade de ônibus, veículos mais novos e bem equipados)”, disse a empresa.

Na nota, a empresa afirma que devem ser adotadas políticas públicas por parte da administração municipal para garantir o funcionamento do serviço. “Ou a Prefeitura de Mossoró dá a necessária importância ao transporte coletivo, como é obrigada pela lei, ou nenhuma empresa, repita-se, nenhuma empresa conseguirá executá-los no município, em prejuízo do interesse coletivo, que está muito acima de qualquer outro objetivo”, disse a empresa por meio da nota encaminhada para a imprensa.

A empresa informou também que no processo licitatório que participou e foi o contemplado, os números em relação à demanda do transporte coletivo eram maiores do que a realidade. “Já no início da operação, a Cidade do Sol verificou que a demanda estimada de passageiros, prevista no edital, era muitas vezes menor que as previsões oficiais, isso por causa da errada estimativa da quantidade de usuários/dia, da concorrência desenfreada, predatória e desleal do transporte clandestino e do péssimo estado da malha viária (ruas, avenidas e outros locais de trânsito de carros e ônibus) e sua má conservação, principalmente nos bairros, alguns deles inacessíveis”, informou um trecho da nota.

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Sexta-Feira, 15 de dezembro de 2017

Postado às 09h45 | 05 Dez 2017 | Redação Cidade do Sol nega suspensão de atividades, mas confirma prejuízos

Crédito da foto: Divulgação A empresa opera atualmente com 13 linhas de ônibus em Mossoró

Diante das informações divulgadas pelo Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários de Mossoró (SINTROM) que a empresa Cidade do Sol estaria se preparando para suspender as atividades em Mossoró, a assessoria de imprensa da empresa se pronunciou sobre o assunto por meio de nota. Nela, a empresa nega que vai suspender imediatamente os serviços, mas confirma que vem tendo prejuízos com o serviço prestado em Mossoró.

A empresa informa que várias situações podem levar à impossibilidade da operação do serviço prestado à cidade, como a concorrência desleal com os táxis-lotação, mototáxis e, principalmente, com os táxis clandestinos que circulam pela cidade, o não reajuste da tarifa cobrada aos passageiros, já que esta deveria ter sido reajustada no mês de junho.

“A quantidade de mototáxis cresceu muito, e muito, sem a fiscalização e repressão da Prefeitura. Eles e os demais veículos clandestinos concorrem deslealmente com o sistema coletivo e regular de condução de pessoas. Roubam-lhe passageiros e receitas, tornando inviável a amortização dos investimentos exigidos da Cidade do Sol e retirando-lhe recursos (recebimento de tarifas) minimamente suficientes para a melhor prestação dos serviços (com maior quantidade de ônibus, veículos mais novos e bem equipados)”, disse a empresa.

Na nota, a empresa afirma que devem ser adotadas políticas públicas por parte da administração municipal para garantir o funcionamento do serviço. “Ou a Prefeitura de Mossoró dá a necessária importância ao transporte coletivo, como é obrigada pela lei, ou nenhuma empresa, repita-se, nenhuma empresa conseguirá executá-los no município, em prejuízo do interesse coletivo, que está muito acima de qualquer outro objetivo”, disse a empresa por meio da nota encaminhada para a imprensa.

A empresa informou também que no processo licitatório que participou e foi o contemplado, os números em relação à demanda do transporte coletivo eram maiores do que a realidade. “Já no início da operação, a Cidade do Sol verificou que a demanda estimada de passageiros, prevista no edital, era muitas vezes menor que as previsões oficiais, isso por causa da errada estimativa da quantidade de usuários/dia, da concorrência desenfreada, predatória e desleal do transporte clandestino e do péssimo estado da malha viária (ruas, avenidas e outros locais de trânsito de carros e ônibus) e sua má conservação, principalmente nos bairros, alguns deles inacessíveis”, informou um trecho da nota.

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