Domingo, 17 de dezembro de 2017

Postado às 12h15 | 06 Dez 2017 | Redação Em ato público, estudantes e professores realizam desocupação da Reitoria

Crédito da foto: Divulgação Eles desocuparam o pátio na manhã desta quarta-feira após ato público

Os professores contratados e estudantes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) desocuparam o pátio da Reitoria na manhã desta quarta-feira, 6. Eles estavam no local desde a noite da última quinta-feira, 30. As informações são da assessoria de comunicação da Associação dos Docentes da UERN (UERN).

Antes da desocupação, eles realizaram um ato público reunindo representantes de entidades e setores da sociedade. Durante o ato

Em ato público, estudantes e professores realizam desocupação da Reitoria público foram realizadas denúncias à postura da administração da universidade, que suspendeu e não renovará o contrato de mais de 100 professores e professoras provisórios, demitidos em meio à greve da categoria.

“A reitoria quebrou um acordo que fez conosco em uma reunião que durou uma manhã inteira e se negou a reverter uma decisão, que foi um erro da própria Reitoria e que resultou na demissão de 119 professores e professoras. Esta ocupação foi muito importante para todos nós, pois chamou a atenção de toda a sociedade sobre o que está acontecendo na UERN, com os trabalhadores e trabalhadoras desta universidade. Esperamos que nossa luta, nosso grito, possa ser ouvido por toda a sociedade potiguar”, destacou o professor substituto Fernando Domingos.

De acordo com os docentes provisórios, inicialmente seriam renovados imediatamente 28 contratos de professores e professoras. No decorrer das negociações com a Reitoria o assunto foi sendo omitido pela administração, o que não dá segurança ao segmento de que estes contratos também não serão rescindidos. Os manifestantes exigem que estes contratos, que foram realizados entre julho e agosto de 2017, sejam mantidos conforme acordo firmado com a Reitoria.

Os manifestantes também não pouparam críticas ao Governo do Estado, que desde janeiro de 2016 atrasa o pagamento dos salários dos servidores públicos do estado e que até o momento ainda não apresentou um calendário de pagamento que respeito o funcionalismo público do Rio Grande do Norte.

O vigário geral da Diocese de Mossoró, Padre Flávio Augusto, esteve presente no ato público e registrou o apoio da Igreja Católica á luta dos trabalhadores e trabalhadoras da UERN. Ele reiterou a nota lançada ontem pelos Bispos católicos, que exige o pagamento dos salários em dia.

“A posição da Igreja Católica é sempre clara em relação à universidade. Desde o princípio fazemos parte da história da UERN, e ontem, através de nossa nota, reafirmamos isso. Para nós, a UERN tem de ser sempre pública, gratuita e de qualidade. Qualquer governador ou governo que vier, faça o que quiser, mas esta será nossa defesa incondicional”, afirmou o religioso.

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