Quarta-Feira, 26 de setembro de 2018

Postado às 08h30 | 09 Jan 2018 | Redação Obra de novos leitos de UTI do Hospital Tarcísio Maia é iniciada

Crédito da foto: Cedida Os serviços estão sendo executados pela empresa BNF Engenharia, de São Miguel

Começou nesta segunda-feira (8) a obra de construção de 20 novos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró. Os serviços estão sendo executados pela empresa BNF Engenharia, de São Miguel.

Segundo o engenheiro civil da BNF Bruno Freitas, 10 trabalhadores já estão atuando na obra, inicialmente com a construção do canteiro de obras, limpeza do alojamento e outros serviços iniciais. "Vamos contratar mais umas 30 pessoas. Primeiramente, teremos o levantamento da alvenaria, laje, cobertura, fossas, sumidouros e aterros”, acrescentou o engenheiro.

Os novos leitos serão construídos e equipados com recursos próprios do Governo do Estado. O investimento é de R$ 2,4 milhões, com prazo de 300 dias, contados a partir de 2 de janeiro.

Na sexta-feira (5), diretores da empresa se reuniram com o diretor geral do HRTM, Jarbas Mariano, quando conheceram o local de trabalho e definiram o cronograma de atividades.

A ordem de serviço foi assinada pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde (SESAP), no dia 29 de dezembro. O Hospital Walfredo Gurgel também foi contemplado com 20 leitos de UTI, serão construídos na área que hoje também abriga o Hospital João Machado, num investimento da ordem de R$ 1,9 milhão.

O secretário de Saúde, George Antunes, destacou que “estamos atendendo determinação do governador Robinson Faria de levar assistência de saúde para perto do cidadão, evitando grandes deslocamentos e desafogando os serviços na capital do estado”. George Antunes acrescentou que a instalação de novas UTIs “fecha um ciclo no processo para dotar as unidades regionais de saúde de maior resolutividade”.

Apesar de, a priori, representar a oferta de serviços no HRTM, a obra dos novos leitos é alvo de críticas do Sindicato dos Servidores em Saúde do Estado do Rio Grande do Norte (SINDSAÚDE), em razão de vários leitos estar desativados no hospital por falta de profissionais de saúde. Segundo o sindicato, dos 42 leitos da clínica médica, 12 estão fechados por falta de profissionais. "Nós achamos que é mais um marketing de campanha do Governo, visto que temos setores no hospital que estão fechando por falta de profissionais. Como eles vão abrir mais leitos com o dobro de vagas ofertadas hoje, e como eles vão manter, se no próprio hospital faltam medicamentos para atender os pacientes da UTI?", questiona Aldiclésio Maia, diretor do Sindsaúde.

“Insumos importantes, soro simples, entre outros, estão em falta. Então, isso é mais uma jogada política. Seria bom se realmente construísse e tivesse quem pudesse atender, além de condições de trabalho nesses novos leitos”, denuncia.

 

Obra do Hospital da Mulher aguarda ordem de serviço

A obra mais importante para a saúde pública de Mossoró dos últimos anos aguarda apenas a emissão da ordem de serviço para ser iniciada. A construção do Hospital Regional da Mulher já superou as etapas burocráticas e depende somente que o governador Robinson Faria assine o documento autorizando o início dos serviços.

A assessoria de comunicação do programa Governo Cidadão, antigo RN Sustentável, informou que "estamos finalizando as providências contratuais para a assinatura da ordem de serviço”.

Entre essas providências contratuais, estão seguro de obra e registros nos órgãos de classe, acrescenta a assessoria.

A empresa contratada para obra, a CG Construções Ltda., de Fortaleza (CE), já informou ao JORNAL DE FATO que iniciará a obra tão logo receba a ordem de serviço. A previsão é que a emissão ocorra neste mês.

Com investimento superior a R$ 100 milhões, R$ 53.931.634,38 só na construção, o Hospital Regional da Mulher terá 118 leitos e será referência na assistência materno-infantil para as regiões de Saúde de Mossoró, Pau dos Ferros e Assú.

Segundo a Sesap, o hospital ainda contemplará leitos de observação do pronto-socorro, de internação, de terapia intensiva e de cuidados intermediários, além de salas de parto humanizado e de cirurgias de obstetrícia, eletivas, Banco de Leite Humano, Casa da Gestante e o Centro de Parto Normal.

A unidade será erguida em área do campus central da Universidade do Estado do Rio Grande de Norte (UERN).

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