Terça-Feira, 23 de outubro de 2018

Postado às 14h00 | 16 Mar 2018 | Da Redação Professores da Uern encerram greve após 127 dias de paralisação e nenhum ganho

Por 175 votos contra 161, professores decidem em assembleia pelo fim de movimento, sem que o Governo do RN tenha apresentado qualquer proposta. Foram 127 dias de paralisação em protesto ao atraso de salários. A categoria continua sem receber em dia

Crédito da foto: Assessoria Aduern Fim da greve foi definido em assembleia da categoria realizada nesta sexta-feira

BLOG DO CÉSAR SANTOS

Está encerrada a greve dos professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

A decisão foi tomada agora pouco, em votação, na assembleia geral extraordinária realizada pela Associação dos Docentes (ADUERN).

Foram 175 votos contra a continuidade; e 161 pela manutenção da greve.

O resultado não surpreende. Não havia mais clima, nem apoio político, para a continuidade do movimento.

Os professores, que não tem uma participação política próxima da Aduern, há tempo defendia o fim da greve.

Os estudantes, que não são influenciados politicamente pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), também pressionavam para o fim do movimento.

Os docentes voltam ao trabalho com uma mão na frente e outra atrás. Nenhum ganho; nenhum avanço; absolutamente nada.

Pelo contrário. A greve afetou a Uern profundamente, dando vazão ao discurso cruel que a Universidade é um “peso” para o Estado, quando, na verdade, a instituição tem importância fundamental para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

O governo embarcou na onda dos que são contra a Uern. Não deu menor cartaz ao movimento dos professores. Não apresentou uma só contraproposta às reivindicações da categoria, que queria apenas a atualização dos salários e um calendário de pagamento.

O governador Robinson Faria (PSD) não se preocupou com a Uern, muito menos com os grevistas.

Portanto, foram 127 dias de paralisação; dois períodos letivos perdidos. Pior para os estudantes; pior para os pais de estudantes; pior para a Uern; pior para a sociedade.

NOTA DO BLOG: Agora são os professores da rede estadual de ensino que aprovam indicativo de greve geral a partir da próxima quinta-feira (22). A categoria reclama que o Governo do Estado ainda não implantou o novo piso nacional do magistério, com data retroativa ao dia 1o de janeiro (VEJA AQUI).

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