Domingo, 18 de novembro de 2018

Postado às 10h00 | 08 Nov 2018 | Redação Após reajuste, gás de cozinha custa entre R$ 55 e R$ 60 em Mossoró

Crédito da foto: Marcos Garcia Preço do gás de cozinha subiu mais que o reajuste aplicado pela Petrobras em Mossoró

O aumento de 8,5% no preço do gás de cozinha de 13 kg aplicado pela Petrobras na última terça-feira (6) já pode ser sentido pelo consumidor mossoroense. Até a última segunda-feira (5), o preço médio do botijão de gás em Mossoró era de R$ 55,00. Após o reajuste, já havia revendedores repassando o produto a R$ 60,00, nesta quarta-feira (7).

O segredo para o consumidor tentar fugir do reajuste e economizar é antigo: pesquisar. Foi o que constatou a reportagem do JORNAL DE FATO. Em três locais de revenda pesquisados, dois já estavam vendendo o bujão a R$ 60,00, mas havia ainda um local em que o produto continuava a R$ 55,00, diferença de R$ 5,00.

Os estabelecimentos que aumentaram o gás para R$ 60,00 repassaram o reajuste total da Petrobras e mais um pouco, acima de 9%.

O valor é mais que o dobro do que é cobrado nas refinarias: R$ 25,07, segundo a Petrobras.

O preço é salgado, mas abaixo do valor médio previsto pelo Sindicato dos Revendedores Autorizados de Gás GLP do Estado do Rio Grande do Norte (SINGÁS-RN), de R$ 73,00 após o reajuste.

As justificativas apresentadas pela Petrobras para o aumento são a desvalorização do real frente o dólar e as elevações nas cotações internacionais do GLP. “A referência continua a ser a média dos preços do propano e butano comercializados no mercado europeu, acrescida da margem de 5%”, apontou.

No entanto, o argumento de valorização do dólar é refutado pelo presidente do Singás/RN, Francisco Correia. “O valor do dólar reduziu”, rebateu.

Diante da elevação do preço, Francisco Correia faz previsão de uma redução de 7% na venda de gás de cozinha no estado.

Segundo a Petrobras, “o objetivo da metodologia é suavizar os impactos derivados da transferência da volatilidade externa para os preços domésticos”. A estatal informou que o mecanismo leva em consideração a necessidade de praticar preços para o produto com referência no mercado internacional e a resolução 4/2005 do Conselho Nacional de Política Energética.

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