Sexta-Feira, 22 de setembro de 2017

Postado às 10h45 | 08 Set 2017 | Redação Procurador-geral decide anular benefícios e pedirá prisão de Joesley, diz jornal

Crédito da foto: Reprodução O pedido de prisão deverá ser encaminhado junto com a rescisão do acordo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF) nos próximos dias a prisão preventiva de Joesley Batista e Ricardo Saud. A informação foi publicada pelo site do O Globo na manhã desta sexta-feira, 8.

Segundo o jornal, Janot decidiu anular os benefícios concedidos a dupla depois de ouvir os depoimentos dos executivos da JBS sobre os áudios em que falam da negociação da própria delação. O pedido de prisão deverá ser encaminhado junto com a rescisão do acordo de colaboração premiada firmado por eles com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Ainda de acordo com a publicação, o relator do caso, ministro Edson Fachin, estaria disposto a determinar a prisão dos dois colaboradores se avaliar que existem indícios mínimos da necessidade de tomar essa medida.

Na última segunda-feira, 5, Rodrigo Janot, abriu investigação para avaliar a omissão de informações nas negociações das delações de executivos da JBS. A possibilidade de revisão ocorreu diante das suspeitas dos investigadores do Ministério Público Federal (MPF) de que o empresário Joesley Batista e outros delatores ligados à empresa esconderam informações da Procuradoria-Geral da República.

Janot explicou que um áudio entregue pelos advogados da JBS narra supostos crimes que teriam sido cometidos por pessoas ligadas à PGR e ao Supremo. A gravação foi entregue, por descuido dos advogados, como uma nova etapa do acordo.

Segundo ele, um dos suspeitos é o ex-procurador Marcelo Miller, que foi preso na investigação envolvendo a JBS, e uma outro suspeito com "foro privilegiado" no Supremo Tribunal Federal (STF). Os fatos teriam sido omitidos na delação.

De acordo com nota da PGR, em uma das gravações, com cerca de quatro horas de duração, Joesley Batista, dono da JBS, e Ricardo Saud, diretor do grupo, conversam sobre uma suposta atuação de Miller.

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