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PRESAS DA II DP
Mulheres
recebem atendimento médico
Andrey Ricardo
Da Redação
Desde que a Segunda Delegacia de Polícia Civil, situada no
bairro Nova Betânia (zona norte), foi transformada em uma
espécie de unidade prisional feminina, as dificuldades das
agentes que trabalham no local, assim com das mulheres presas, só
têm aumentado. Vendo de perto a realidade da unidade, têm-se
a impressão que o local foi esquecido pela Secretaria do
Estado de Justiça e Cidadania (SEJUC). Porém, ontem
foi um dia diferente. As presas puderam realizar exames médicos
gratuitamente na DP.
Hoje, a Segunda DP, situada em uma área residencial da cidade,
abriga 34 mulheres. Umas já foram condenadas e estão
cumprindo suas penas, enquanto outras ainda aguardam o julgamento
- a maior parte delas responde por tráfico de entorpecentes.
De acordo com a agente penitenciária Maria Luisa, uma das
quatro que dão plantões diários na DP, o atendimento
médico praticamente não existe no local, diferentemente
dos presos da Cadeia Pública Juiz Manoel Onofre de Souza
e do Complexo Penal Agrícola Doutor Mário Negócio,
que têm atendimento médico periodicamente.
"A gente chegou aqui e se deparou com uma série de dificuldades,
tanto nossas, quanto das presas. Quando a gente entra numa cela
daquelas, são não sei quantas vozes pedindo ajuda.
A maioria dos pedidos é com relação à
saúde. E isso ficou martelando na nossa cabeça, até
que a gente se reuniu e decidiu procurar ajuda", explica Maria
Luisa, ressaltando que as agentes procuraram a Gerência de
Saúde do Município, isso há vários meses.
Ontem, uma equipe com quase 20 profissionais da área da cidade,
entre médicos, enfermeiros, odontólogos e outros profissionais
deram atendimento às presas.
As detentas tiveram acesso a serviços que não dispunham
há vários anos, como consultas, atendimento odontológico,
exames preventivos, além da distribuição de
medicamentos. "Para nós, isso foi maravilhoso. Esse
era um dos grandes problemas que nós enfrentávamos.
A gente não tem como levar essas mulheres para serem atendidas
por falta de estrutura", destaca Maria Luisa, ressaltando que
o encontro foi bom também porque os profissionais da saúde
orientaram as presas, informando como elas deveriam se cuidar a
partir de então, evitando doenças comuns em ambientes
fechados (na prisão).
Ainda segundo Maria Luisa, a Gerência Municipal de Saúde
sinalizou positivamente para a possibilidade de estender os atendimentos
para as detentas, transformando a ação realizada ontem
em uma coisa periódica. "Se elas viessem todos os meses,
já seria uma grande ajuda", explica Maria Luisa, ressaltando
que acredita na sensibilização do poder público
com a situação das mulheres presas na Segunda Delegacia
de Polícia. Sem esse atendimento, apenas aquelas que estiverem
em situações de extrema urgência são
levadas ao hospital na própria viatura da II DP - que tem
apenas um carro para todas as atividades.
"A gente não tem como levar todas elas para se consultarem,
para ter um acompanhamento médico. Quando é extremamente
necessário, a gente pede ajuda aos policiais da Segunda DP,
que tentam encaixar um horário para nos levar a um hospital,
o que é muito difícil de acontecer", explica
a agente, destacando a própria falta de estrutura da Segunda
DP. O quadro de policiais é bastante reduzido e existe apenas
uma viatura para a realização de serviços de
cartório, como registro de ocorrências, além
de investigação dos mais variados tipos de crime,
que vão desde acidentes de trabalho a assassinatos.
Agentes
trabalham com estrutura deficiente em presídio improvisado
Uma pequena sala com um ar-condicionado e uma mesa velha. Essa é
a sala que as agentes penitenciárias têm para trabalhar
na Segunda Delegacia de Polícia Civil, que em abril de 2008,
foi "transformado" em uma espécie de presídio
feminino. Entretanto, o mesmo prédio abriga a estrutura da
Segunda Delegacia de Polícia Civil e a Delegacia de Narcóticos.
Cada uma delas ocupa dois cômodos.
As agentes trabalham em sistema de plantões. Ficam 24 horas
de serviço e folgam por 72 horas. Enquanto estão no
plantão, teoricamente, não poderiam abandonar seu
posto de trabalho. Porém, elas não têm um local
específico para fazer suas refeições e, o que
é considerado mais grave por todas, não têm
nem um banheiro próprio.
"A gente não tem nem como tomar um banho. Como é
que vamos passar 24 horas trabalhando sem ter como nem tomar um
banho?", questiona a agente Maria Luisa, lembrando que até
mesmo para fazer as refeições, todas têm que
ir para casa e depois voltam à DP.
A sala que atualmente é utilizada pelas agentes penitenciárias
é o antigo gabinete do delegado Rubério Vieira Pinto,
que responde pela Segunda Delegacia. Antes disso, as agentes ficavam
"soltas" no pátio da delegacia. Não tinham
nem um local para guardar seus objetos.
A iniciativa de transformar a Segunda DP em um presídio feminino
foi a saída encontrada pelo Governo do Estado para resolver
o problema das constantes fugas, rebeliões e resgates que
ocorriam naquela Distrital, que antes abrigava homens.
Na época da transferência dos homens da Segunda DP
para a Cadeia Pública e as mulheres de lá para a Segunda
DP, o capitão da Polícia Militar, José Deques
Alves, coordenador do Sistema Penitenciário Estadual (SPE)
do Rio Grande do Norte, falou ao DE FATO com entusiasmo sobre essas
mudanças.
"A Segunda Delegacia é no meio da cidade e tinha aquele
problema com as fugas. Ali é uma área muito habitada
e devemos considerar também a segurança dessas pessoas.
É bem melhor presas mulheres. Não tem perigo de rebelião
ou de fuga. Essa preocupação nós não
teremos mais", disse Deques, em entrevista publicada pelo DE
FATO em 10 abril de 2008.
Recentemente, a Segunda DP foi palco de uma fuga em massa. As mulheres
escaparam pela parte do solário, local que é destinado
ao banho de sol. Apenas uma parte das fugitivas foi recapturada,
enquanto o restante ainda continua à solta.
Mesmo
com ajuda, falta de estrutura inviabilizou atendimento das presas
Por dia, apenas uma agente penitenciária tem que dar conta
de mais de 30 mulheres que estão presas em um presídio
feminino que foi improvisado na carceragem da Segunda DP. O efetivo
de agentes penitenciários (todas mulheres) disponibilizado
pela Secretaria do Estado de Justiça e Cidadania (SEJUC)
do RN é de apenas quatro pessoas. Elas se revezam e, cada
dia, uma vai trabalhar.
Ontem, devido a essa falta de estrutura humana, foi necessário
que uma outra agente penitenciária, de folga, fosse trabalhar
para resguardar a segurança dos profissionais da saúde
e, principalmente, evitar uma tentativa de fuga, por exemplo.
"A gente tem que dar segurança aos profissionais que
vieram aqui espontaneamente e também evitar que alguma presa,
mais astuciosa, tente aproveitar a oportunidade para fugir",
explica Maria Luisa.
Porém, mesmo assim, não foi possível atender
todas as detentas. Nem todas conseguiram passar por todos os atendimentos.
"É muita coisa. Elas passavam pela consulta, depois
pelo atendimento odontológico e, por fim, os exames preventivos",
explica a agente estadual.
Menina
que desapareceu em Parnamirim estava escondida na casa de uma amiga
A estudante Thalita Costa da Silva, de 17 anos,
foi encontrada na noite de quarta-feira passada, na casa de uma
amiga na vila de Ponta Negra. Thalita estava desaparecida desde
o meio-dia de segunda-feira, 8, conforme noticiou o JORNAL DE FATO
com informações do Jornal Tribuna do Norte.
Segundo a irmã da estudante, Thaisa Costa, a garota disse
que desde a segunda estava na casa de uma amiga. Thalita está
bem e afirmou que iria voltar para casa, mas como os pais tinham
se "apressado", procurando a polícia e os meios
de comunicação da capital, resolveu entrar logo em
contato.
Os pais foram buscá-la na casa da amiga, na vila de Ponta
Negra, por volta das 18h. A família confirmou que Thalita
estava bem, mas não teria dito à família o
motivo pelo qual resolveu fugir de sua casa.
No início, os pais da garota chegaram a cogitar a possibilidade
do sumiço dela estar ligado ao fim de um relacionamento que
a garota havia acabado.
A Polícia Civil foi procurada somente na terça-feira
passada pelos familiares da garota, que foram até a Delegacia
da Criança e do Adolescente (DCA). A menina estava desaparecida
desde o meio-dia da segunda-feira passada. Ela saiu de casa para
ir trabalhar, no Banco do Nordeste, onde é bolsista, e não
foi mais vista.
Polícia
encontra plantação de maconha no quintal de uma casa
de Parnamirim
Parnamirim - É comum a polícia
informar que traficantes foram presos com as famosas "trouxinhas"
de maconha, pedras de crack ou até mesmo a chamada pasta-base
de cocaína, que depois é transformada em crack para
a revenda. Porém, na manhã de ontem, a polícia
apreendeu uma plantação de maconha nos fundos de uma
residência situada no bairro Parque de Exposições.
A apreensão foi feita através de uma operação
feita em parceria por policiais civis e militares de Parnamirim,
o que resultou na prisão do casal Elisandro Guedes Lourenço,
de 31 anos, natural do Estado de São Paulo, e a potiguar
Carina Cavalcante, 33. Na casa dos dois foram apreendidos 34 pés
da cannabis sativa (maconha).
Segundo informou a Primeira Delegacia de Polícia Civil de
Parnamirim, através de nota enviada pela assessoria de imprensa
da Delegacia Geral (DEGEPOL), a operação foi realizada
após uma denúncia anônima. Os policiais ficaram
acompanhando o movimento na casa, de longe, e resolveram realizar
a abordagem do casal.
No interior da casa foram encontrados 300 gramas de maconha, dois
potes com sementes da mesma droga e uma balança de precisão.
Já no quintal da residência, os policiais encontraram
uma plantação de maconha com 34 pés da droga,
além de 42 mudas que seriam utilizadas para o plantio.
Segundo o delegado Graciliano Lordão, da 1ª DP de Parnamirim,
o casal, que já estava sendo investigado pela polícia
há 15 dias, costumava plantar milho e macaxeira no local
para não levantar suspeitas da vizinhança e, principalmente,
a polícia, o que vinha dando certo.
Elisandro Guedes Lourenço e Carina Cavalcante foram autuados
em flagrante por tráfico de entorpecentes (art. 33 II, nº
343 de 23 de agosto de 2006) e foram encaminhados, ainda ontem,
para uma unidade prisional, provavelmente da região metropolitana
de Natal.
PM
prende jovens que compravam em Mossoró para vender em Apodi
Dois jovens e um adolescentes, todos residentes
em Apodi, distante cerca de 70 km de Mossoró, foram descobertos
ontem pela Polícia Militar. O trio veio a Mossoró
para comprar drogas na Favela do Fio, bairro Abolição
IV (zona oeste) e retornaria para Apodi, onde revenderiam as drogas.
Porém, o esquema foi descoberto pela PM ontem à tarde.
De acordo com as informações repassadas pelos militares
para o delegado Denys Carvalho da Ponte, que é responsável
pela Delegacia de Narcóticos (DENARC) de Mossoró,
os jovens foram detidos no Centro da cidade, pouco antes de retornarem
a Apodi. Um táxis que havia sido fretado pelos jovens chegou
a ser apreendido, mas a polícia não achou indícios
sobre o envolvimento dele na ação.
Com os jovens, foram apreendidas pouco mais de 30 pedras de crack,
mas segundo o delegado Denys Carvalho da Ponte, foi o suficiente
para que todos fossem autuados em flagrante por tráfico de
entorpecentes. No caso dos dois maiores, Pedro Avelino de Morais
Neto, que tem 22 anos e é conhecido como "Júnior
Maiado", e John Welinton de Lima Souza, 18, eles vão
responder também por corrupção de menores,
além de tráfico.
Na Delegacia de Narcóticos, os dois maiores confessaram que
realmente vieram à cidade para comprar drogas e que voltaram
para Apodi, onde revenderiam as pedras de crack. O delegado Denys
Carvalho disse acreditar que o trio estivesse fazendo esse serviço
há vários meses, apesar de ter sido flagrado ontem
à tarde.
Pelo menos um deles já tem histórico de outros crimes.
São três processos por furto e um por receptação
na ficha criminal de Júnior. Porém, na delegacia,
ele disse que "só" tinha três processos e
que iria processar o policial que repassou essa informação
para o delegado Denys Carvalho.
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