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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 12/03/2010 (ATUALIZADO: 00:40hs)
 
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PRESAS DA II DP
Mulheres recebem atendimento médico
Andrey Ricardo
Da Redação

Desde que a Segunda Delegacia de Polícia Civil, situada no bairro Nova Betânia (zona norte), foi transformada em uma espécie de unidade prisional feminina, as dificuldades das agentes que trabalham no local, assim com das mulheres presas, só têm aumentado. Vendo de perto a realidade da unidade, têm-se a impressão que o local foi esquecido pela Secretaria do Estado de Justiça e Cidadania (SEJUC). Porém, ontem foi um dia diferente. As presas puderam realizar exames médicos gratuitamente na DP.
Hoje, a Segunda DP, situada em uma área residencial da cidade, abriga 34 mulheres. Umas já foram condenadas e estão cumprindo suas penas, enquanto outras ainda aguardam o julgamento - a maior parte delas responde por tráfico de entorpecentes. De acordo com a agente penitenciária Maria Luisa, uma das quatro que dão plantões diários na DP, o atendimento médico praticamente não existe no local, diferentemente dos presos da Cadeia Pública Juiz Manoel Onofre de Souza e do Complexo Penal Agrícola Doutor Mário Negócio, que têm atendimento médico periodicamente.
"A gente chegou aqui e se deparou com uma série de dificuldades, tanto nossas, quanto das presas. Quando a gente entra numa cela daquelas, são não sei quantas vozes pedindo ajuda. A maioria dos pedidos é com relação à saúde. E isso ficou martelando na nossa cabeça, até que a gente se reuniu e decidiu procurar ajuda", explica Maria Luisa, ressaltando que as agentes procuraram a Gerência de Saúde do Município, isso há vários meses. Ontem, uma equipe com quase 20 profissionais da área da cidade, entre médicos, enfermeiros, odontólogos e outros profissionais deram atendimento às presas.
As detentas tiveram acesso a serviços que não dispunham há vários anos, como consultas, atendimento odontológico, exames preventivos, além da distribuição de medicamentos. "Para nós, isso foi maravilhoso. Esse era um dos grandes problemas que nós enfrentávamos. A gente não tem como levar essas mulheres para serem atendidas por falta de estrutura", destaca Maria Luisa, ressaltando que o encontro foi bom também porque os profissionais da saúde orientaram as presas, informando como elas deveriam se cuidar a partir de então, evitando doenças comuns em ambientes fechados (na prisão).
Ainda segundo Maria Luisa, a Gerência Municipal de Saúde sinalizou positivamente para a possibilidade de estender os atendimentos para as detentas, transformando a ação realizada ontem em uma coisa periódica. "Se elas viessem todos os meses, já seria uma grande ajuda", explica Maria Luisa, ressaltando que acredita na sensibilização do poder público com a situação das mulheres presas na Segunda Delegacia de Polícia. Sem esse atendimento, apenas aquelas que estiverem em situações de extrema urgência são levadas ao hospital na própria viatura da II DP - que tem apenas um carro para todas as atividades.
"A gente não tem como levar todas elas para se consultarem, para ter um acompanhamento médico. Quando é extremamente necessário, a gente pede ajuda aos policiais da Segunda DP, que tentam encaixar um horário para nos levar a um hospital, o que é muito difícil de acontecer", explica a agente, destacando a própria falta de estrutura da Segunda DP. O quadro de policiais é bastante reduzido e existe apenas uma viatura para a realização de serviços de cartório, como registro de ocorrências, além de investigação dos mais variados tipos de crime, que vão desde acidentes de trabalho a assassinatos.

Agentes trabalham com estrutura deficiente em presídio improvisado
Uma pequena sala com um ar-condicionado e uma mesa velha. Essa é a sala que as agentes penitenciárias têm para trabalhar na Segunda Delegacia de Polícia Civil, que em abril de 2008, foi "transformado" em uma espécie de presídio feminino. Entretanto, o mesmo prédio abriga a estrutura da Segunda Delegacia de Polícia Civil e a Delegacia de Narcóticos. Cada uma delas ocupa dois cômodos.
As agentes trabalham em sistema de plantões. Ficam 24 horas de serviço e folgam por 72 horas. Enquanto estão no plantão, teoricamente, não poderiam abandonar seu posto de trabalho. Porém, elas não têm um local específico para fazer suas refeições e, o que é considerado mais grave por todas, não têm nem um banheiro próprio.
"A gente não tem nem como tomar um banho. Como é que vamos passar 24 horas trabalhando sem ter como nem tomar um banho?", questiona a agente Maria Luisa, lembrando que até mesmo para fazer as refeições, todas têm que ir para casa e depois voltam à DP.
A sala que atualmente é utilizada pelas agentes penitenciárias é o antigo gabinete do delegado Rubério Vieira Pinto, que responde pela Segunda Delegacia. Antes disso, as agentes ficavam "soltas" no pátio da delegacia. Não tinham nem um local para guardar seus objetos.
A iniciativa de transformar a Segunda DP em um presídio feminino foi a saída encontrada pelo Governo do Estado para resolver o problema das constantes fugas, rebeliões e resgates que ocorriam naquela Distrital, que antes abrigava homens.
Na época da transferência dos homens da Segunda DP para a Cadeia Pública e as mulheres de lá para a Segunda DP, o capitão da Polícia Militar, José Deques Alves, coordenador do Sistema Penitenciário Estadual (SPE) do Rio Grande do Norte, falou ao DE FATO com entusiasmo sobre essas mudanças.
"A Segunda Delegacia é no meio da cidade e tinha aquele problema com as fugas. Ali é uma área muito habitada e devemos considerar também a segurança dessas pessoas. É bem melhor presas mulheres. Não tem perigo de rebelião ou de fuga. Essa preocupação nós não teremos mais", disse Deques, em entrevista publicada pelo DE FATO em 10 abril de 2008.
Recentemente, a Segunda DP foi palco de uma fuga em massa. As mulheres escaparam pela parte do solário, local que é destinado ao banho de sol. Apenas uma parte das fugitivas foi recapturada, enquanto o restante ainda continua à solta.

Mesmo com ajuda, falta de estrutura inviabilizou atendimento das presas
Por dia, apenas uma agente penitenciária tem que dar conta de mais de 30 mulheres que estão presas em um presídio feminino que foi improvisado na carceragem da Segunda DP. O efetivo de agentes penitenciários (todas mulheres) disponibilizado pela Secretaria do Estado de Justiça e Cidadania (SEJUC) do RN é de apenas quatro pessoas. Elas se revezam e, cada dia, uma vai trabalhar.
Ontem, devido a essa falta de estrutura humana, foi necessário que uma outra agente penitenciária, de folga, fosse trabalhar para resguardar a segurança dos profissionais da saúde e, principalmente, evitar uma tentativa de fuga, por exemplo.
"A gente tem que dar segurança aos profissionais que vieram aqui espontaneamente e também evitar que alguma presa, mais astuciosa, tente aproveitar a oportunidade para fugir", explica Maria Luisa.
Porém, mesmo assim, não foi possível atender todas as detentas. Nem todas conseguiram passar por todos os atendimentos. "É muita coisa. Elas passavam pela consulta, depois pelo atendimento odontológico e, por fim, os exames preventivos", explica a agente estadual.

Menina que desapareceu em Parnamirim estava escondida na casa de uma amiga
A estudante Thalita Costa da Silva, de 17 anos, foi encontrada na noite de quarta-feira passada, na casa de uma amiga na vila de Ponta Negra. Thalita estava desaparecida desde o meio-dia de segunda-feira, 8, conforme noticiou o JORNAL DE FATO com informações do Jornal Tribuna do Norte.
Segundo a irmã da estudante, Thaisa Costa, a garota disse que desde a segunda estava na casa de uma amiga. Thalita está bem e afirmou que iria voltar para casa, mas como os pais tinham se "apressado", procurando a polícia e os meios de comunicação da capital, resolveu entrar logo em contato.
Os pais foram buscá-la na casa da amiga, na vila de Ponta Negra, por volta das 18h. A família confirmou que Thalita estava bem, mas não teria dito à família o motivo pelo qual resolveu fugir de sua casa.
No início, os pais da garota chegaram a cogitar a possibilidade do sumiço dela estar ligado ao fim de um relacionamento que a garota havia acabado.
A Polícia Civil foi procurada somente na terça-feira passada pelos familiares da garota, que foram até a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). A menina estava desaparecida desde o meio-dia da segunda-feira passada. Ela saiu de casa para ir trabalhar, no Banco do Nordeste, onde é bolsista, e não foi mais vista.

Polícia encontra plantação de maconha no quintal de uma casa de Parnamirim
Parnamirim - É comum a polícia informar que traficantes foram presos com as famosas "trouxinhas" de maconha, pedras de crack ou até mesmo a chamada pasta-base de cocaína, que depois é transformada em crack para a revenda. Porém, na manhã de ontem, a polícia apreendeu uma plantação de maconha nos fundos de uma residência situada no bairro Parque de Exposições.
A apreensão foi feita através de uma operação feita em parceria por policiais civis e militares de Parnamirim, o que resultou na prisão do casal Elisandro Guedes Lourenço, de 31 anos, natural do Estado de São Paulo, e a potiguar Carina Cavalcante, 33. Na casa dos dois foram apreendidos 34 pés da cannabis sativa (maconha).
Segundo informou a Primeira Delegacia de Polícia Civil de Parnamirim, através de nota enviada pela assessoria de imprensa da Delegacia Geral (DEGEPOL), a operação foi realizada após uma denúncia anônima. Os policiais ficaram acompanhando o movimento na casa, de longe, e resolveram realizar a abordagem do casal.
No interior da casa foram encontrados 300 gramas de maconha, dois potes com sementes da mesma droga e uma balança de precisão. Já no quintal da residência, os policiais encontraram uma plantação de maconha com 34 pés da droga, além de 42 mudas que seriam utilizadas para o plantio.
Segundo o delegado Graciliano Lordão, da 1ª DP de Parnamirim, o casal, que já estava sendo investigado pela polícia há 15 dias, costumava plantar milho e macaxeira no local para não levantar suspeitas da vizinhança e, principalmente, a polícia, o que vinha dando certo.
Elisandro Guedes Lourenço e Carina Cavalcante foram autuados em flagrante por tráfico de entorpecentes (art. 33 II, nº 343 de 23 de agosto de 2006) e foram encaminhados, ainda ontem, para uma unidade prisional, provavelmente da região metropolitana de Natal.

PM prende jovens que compravam em Mossoró para vender em Apodi
Dois jovens e um adolescentes, todos residentes em Apodi, distante cerca de 70 km de Mossoró, foram descobertos ontem pela Polícia Militar. O trio veio a Mossoró para comprar drogas na Favela do Fio, bairro Abolição IV (zona oeste) e retornaria para Apodi, onde revenderiam as drogas. Porém, o esquema foi descoberto pela PM ontem à tarde.
De acordo com as informações repassadas pelos militares para o delegado Denys Carvalho da Ponte, que é responsável pela Delegacia de Narcóticos (DENARC) de Mossoró, os jovens foram detidos no Centro da cidade, pouco antes de retornarem a Apodi. Um táxis que havia sido fretado pelos jovens chegou a ser apreendido, mas a polícia não achou indícios sobre o envolvimento dele na ação.
Com os jovens, foram apreendidas pouco mais de 30 pedras de crack, mas segundo o delegado Denys Carvalho da Ponte, foi o suficiente para que todos fossem autuados em flagrante por tráfico de entorpecentes. No caso dos dois maiores, Pedro Avelino de Morais Neto, que tem 22 anos e é conhecido como "Júnior Maiado", e John Welinton de Lima Souza, 18, eles vão responder também por corrupção de menores, além de tráfico.
Na Delegacia de Narcóticos, os dois maiores confessaram que realmente vieram à cidade para comprar drogas e que voltaram para Apodi, onde revenderiam as pedras de crack. O delegado Denys Carvalho disse acreditar que o trio estivesse fazendo esse serviço há vários meses, apesar de ter sido flagrado ontem à tarde.
Pelo menos um deles já tem histórico de outros crimes. São três processos por furto e um por receptação na ficha criminal de Júnior. Porém, na delegacia, ele disse que "só" tinha três processos e que iria processar o policial que repassou essa informação para o delegado Denys Carvalho.

 



       
 


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