Estudo coordenado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) aponta que Mossoró é o nono município brasileiro onde mais se matam adolescentes entre 12 e 18 anos. O índice foi de 8,82 para cada grupo de mil jovens.
Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) foi de 8,82 para cada grupo de mil jovens
Estudo coordenado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) aponta que Mossoró é o nono município brasileiro, com mais de 200 mil habitantes, onde mais se matam adolescentes entre 12 e 18 anos.
Conforme a pesquisa, o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) do município foi de 8,82 para cada grupo de mil jovens. O IHA engloba os 300 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes e se baseia nos dados do ano de 2014 do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde.
De acordo com o levantamento, o maior índice é o de Serra, no Espírito Santo. O município mais populoso do estado, com pouco mais de 512 mil habitantes, segundo o IBGE, alcançou 12,71 em 2014.
Fortaleza é a capital mais letal para os adolescentes, com IHA de 10,94. Maceió (9,37) e Vitória (7,68) vêm a seguir. Natal aparece na quinta posição do ranking das capitais com 7,10. As capitais onde os adolescentes menos correm o risco de serem mortos são Campo Grande (1,89), Florianópolis (1,73) e Boa Vista (1,40).
Entre os estados, o Rio Grande do Norte ocupa o quinto lugar onde mais se mataram adolescentes. O índice é de 7,40 a cada grupo de mil jovens. Ceará (8,71), Alagoas (8,18) e Espírito Santo (7,79) são os Estados onde mais se matam adolescentes. Na outra ponta, com menos mortos, estão São Paulo (1,57), Roraima (1,40) e Santa Catarina (0,93).
O Nordeste é a que detém o IHA mais alto entre todas, de 6,5 adolescentes assassinados por grupo de mil, nos municípios com mais de 100 mil habitantes. O índice mais baixo entre as regiões é o do Sul, de 2,3. O Sudeste chega a 2,8, seguido pelo Norte, de 3,3, e pelo Centro-Oeste, de 3,9.
O trabalho é uma parceria com o Ministério dos Direitos Humanos do Brasil, o Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência, da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).
Com informações do UOL
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