Sábado, 20 de outubro de 2018

Postado às 11h00 | 08 Jun 2018 | Líder do Comando Vermelho retornará para o presídio federal de Mossoró

Crédito da foto: Arquivo/UOL Churrasquinho, como é mais conhecido, conseguiu o benefício da transferência para o RJ

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve já justiça a permanência do líder da facção criminosa Comando Vermelho, Wallace Carlos da Conceição, no presídio federal em Mossoró. A informação foi publicada no site do MPRJ.

Churrasquinho, como é mais conhecido, conseguiu o benefício da transferência para o Rio de Janeiro no último dia 4 de maio. Com a concessão de efeito suspensivo ao recurso especial, deferido em 30 de maio pela terceira vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargadora Maria Augusta Vaz Monteiro de Figueiredo, o condenado será enviado de volta ao presídio de segurança máxima no Rio Grande do Norte.

Considerado um dos líderes da organização criminosa, Wallace possui extensa ficha criminal, da qual constam crimes como roubo, quadrilha ou bando, homicídio, financiamento e associação para o tráfico de drogas, evasão mediante violência contra pessoa, ocultação de cadáver e porte de arma de uso restrito, entre outros. Por isso, sua permanência fora do estado de atuação é considerada medida de amplo interesse no âmbito da segurança pública.

No recurso especial, interposto em 14 de maio, alega o MPRJ que a permanência de Wallace Carlos no estado representa grave risco à política de segurança sob intervenção federal, diante da suspeita da comunicação estabelecida com comparsas, por meio de advogados e visitantes, prática historicamente verificada nas unidades prisionais fluminenses. Assim, seu retorno para o presídio em Mossoró é fundamental para interromper o fluxo das comunicações entre o mesmo e seus comandados do CV, impedindo a transmissão de ordens ilícitas entre membros da facção, com eventual risco a toda a sociedade.

O recurso é assinado pelo subprocurador-geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos, Alexandre Araripe Marinho, pelo procurador Orlando Carlos Neves Belém e pelo promotor Frederico Rangel de Albernaz, respectivamente assessor-chefe e assistente da ARC Criminal/MPRJ.

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