Quinta-Feira, 28 de May de 2026

Postado às 13h53 | 29 Dec 2016 | Qual é a intenção de Jório?

Qual foi o propósito do presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Jório Nogueira (PSD), renomear o advogado Kennedy Salvador para o cargo de procurador da Casa, a três dias do fim do mandato? 1 - Foi por questão burocrática? 2 - Por pressão do próprio Salvador? 3 - Jório teve a intenção de desmoralizar os colegas de Casa? Difícil entender. É muito estranho. Veja só: Na primeira quinzena deste mês de dezembro, no auge da crise entre Jório e os vereadores de oposição, Kennedy Salvador lançou uma nota à sociedade chamando os vereadores de "corja", "corruptos" e outras acusações de grosso calibre, como a existência de comissionados "fantasmas". (leia AQUI). Foi uma reação a outra nota, assinada por 17 vereadores, que acusava Jório Nogueira de coisas "suspeitas" e, no bojo, a acusação envolvendo uma detentora de cargo comissionado que seria namorada de um filho de Salvador (leia AQUI). O caso repercutiu e provocou o Ministério Público Estadual (MPRN), que abriu linha de investigação, principalmente para apurar a existência de comissionados "fantasmas" denunciado por Kannedy. As acusações do procurador atingiram a Casa como um todo, uma vez que ele não citou nomes de vereadores que estariam alimentando "fantasmas". Daí, a pressão para Jório Nogueira exonerar o seu procurador. Ele acabou cedendo a mandou Kennedy de volta pra casa, mesmo contrariado. Agora, no apagar das luzes, Jório Nogueira assina nomeação de Kennedy Salvador para o cargo de procurador. O ato foi publicado no Jornal Oficial do Município (JOM), com data de 26 de dezembro de 2016 (veja acima). É mais um caso grave da atual legislatura, considerada uma das piores da história da cidade.

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AUTOR

César Santos é jornalista desde 1982. Nasceu em Janduís (RN), em 1964. Trabalhou nas rádios AM Difusora e Libertadora (repórter esportivo e de economia), jornais O Mossoroense (editor de política no final dos anos 1980) e Gazeta do Oeste (editor-chefe e diretor de redação entre os anos 1991 e 2000) e Jornal de Fato (apartir dos anos 2000), além de comentarista da Rádio FM Santa Clara - 105,1 (de 2003 a 2011). É fundador e diretor presidente da Santos Editora de Jornais Ltda., do Jornal de Fato, Revista Contexto e do portal www.defato.com.

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