Quinta-Feira, 27 de fevereiro de 2025

Postado às 10h45 | 30 Set 2018 | Eles roubam, mentem e nós pagamos!

Crédito da foto: Reprodução Petrolão deviou bilhões de reais da maior empresa estatal brasileira

(*) Luiz Soares

Nos porões fétidos e sórdidos da democracia brasileira, tenebrosas transações, transformando os ingênuos e mal informados brasileiros, em otários crônicos, reféns de uma arquitetura financeira mal intencionada, por Agências Reguladoras, no âmbito do executivo, quem sabe, se não, no legislativo e judiciário, com vistas tão somente, a executarem manobras que levam ao endividamento; e daí, aos absurdos valores pagos, pelos consumidores, da energia e dos combustíveis.

O pouco que sabemos surgiu com o advento da Operação Lava Jato. Pois bem. Recentemente a PETROBRAS fechou um acordo, com os Estados Unidos, se comprometendo a pagar o equivalente a R$ 15 bilhões, somente de multas, para que seja encerrado um processo estimado em trilhões de reais. Este acordo refere-se à manipulação dos dados produtivos, quando títulos da referida empresa foi colocados a venda, na Bolsa de Valores de NY. Constatada a fraude eis, que o desfecho foi pagar a multa.

Outro caso refere-se à ELETROBRAS, que tem, em dividas vencidas, uma bagatela de aproximadamente 40 bilhões. Em épocas recentes, por uma manobra puramente eleitoreira optou-se em não enfrentar a realidade, sob pena, de se perder votos, durante a ultima campanha pra presidente. Foi discutido durante os debates; mas, como sempre a ingenuidade ou total o desconhecimento proposital do apático eleitorado brasileiro, tudo foi jogado pra debaixo do tapete.

Além dos roubos bilionários de cunho interno, a PETROBRAS amarga a compra de uma Refinaria nos Estados Unidos, por milhões de dólares, que nada mais o foi, senão a compra de uma unidade sucateada. Até hoje a ferrugem continua destruindo. Sabe-se ainda, que o custo para “limpar a sucata” passa de milhões de dólares.

Bem vamos ao que interessa. A PETROBRAS firmou o pagamento, tudo bem. Mas, quem irá pagar a conta? Claro que nós, tendo que usar os combustíveis mais caros do planeta. Ora, roubam e socializam o prejuízo! No mais, no caso da ELETROBRAS, pagamos pelo uso de uma energia que se perde, na área de produção, simplesmente porque, a CHESF não montou, conforme constava nos contratos, a Rede ou Linhas de Distribuição. Todos os Parques Eólicos instalados produzem e não utilizamos. Mesmo assim, o país paga, ou melhor nós pagamos, como se tudo tivesse normalíssimo. Enfim, pagamos a energia mais cara do planeta!

Neste exato momento, o país vive a ebulição de uma Campanha para Presidente, Senadores, Deputados Federais, Estaduais e Governadores. Pasmem, todos aqueles que nos colocaram nesta maldita situação pleiteiam esses mesmos cargos. Cinicamente aparecem no Horário Eleitoral dizendo que irão baixo o preço dos combustíveis e da nossa energia. Parecem até raposas emitindo pareceres, contra os atos por eles mesmos PRATICADOS.

Será que despertamos, acordamos desse sono maldito ou ainda haveremos de morrer trabalhando ou por inanição, para tapar tantos e muitos outros rombos praticados? Não se trata de eleger A, B ou C, absolutamente. Trata-se sim, de nos pautarmos primeiro na RENOVAÇÃO em todos os sentidos, com reflexos inclusive no Judiciário, com o tema da honestidade. Sem proselitismo, hoje o Brasil vê-se diante de uma dualidade, qual seja: Bolsonaro versos os demais e suas corjas de ladroes, incluindo o chefe maior, que ocupa a posição de PRESIDIÁRIO. A solução cabe tão somente a NÓS e a você – ELEITOR BRASILEIRO!

(*) Luiz Soares é engenheiro agrônomo

 

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AUTOR

César Santos é jornalista desde 1982. Nasceu em Janduís (RN), em 1964. Trabalhou nas rádios AM Difusora e Libertadora (repórter esportivo e de economia), jornais O Mossoroense (editor de política no final dos anos 1980) e Gazeta do Oeste (editor-chefe e diretor de redação entre os anos 1991 e 2000) e Jornal de Fato (apartir dos anos 2000), além de comentarista da Rádio FM Santa Clara - 105,1 (de 2003 a 2011). É fundador e diretor presidente da Santos Editora de Jornais Ltda., do Jornal de Fato, Revista Contexto e do portal www.defato.com.

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