Terça-Feira, 17 de março de 2026

Postado às 09h45 | 20 Fev 2026 | Coluna César Santos - 20 de fevereiro de 2026

Crédito da foto: Ilustrativa Operação Mederi na cola do prefeito Allyson Bezerra

SINAIS DO TEMPO

E se Allyson Bezerra (União Brasil) não for candidato a governador?

Essa hipótese passou a ser vista como uma possibilidade em potencial após a Operação Mederi, que colocou o prefeito de Mossoró no “topo” (palavra da Polícia Federal) do esquema criminoso que desviou recursos da saúde pública de Mossoró.

O que foi noticiado até aqui, com base na decisão judicial que autorizou a operação de 27 de janeiro, sugere que o caso é gravíssimo e que muito dificilmente os envolvidos sairão ilesos, embora os mais desvairados apostem na impunidade.

As investigações estão avançando a partir do material apreendido durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Sete implicados estão usando tornozeleira eletrônica.

Um deles, sócio da empresa investigada DisMed Distribuidora, chegou a afirmar, em áudio interceptado pela PF, que guardou em casa R$ 2 milhões.

Allyson é consciente da gravidade do problema. Sabe que perder o foro privilegiado, ao renunciar ao cargo de prefeito para ser candidato, o deixa ainda mais fragilizado no ambiente jurídico.

Ele foi aconselhado a se recolher, principalmente após a sua ofensiva contra a operação da Polícia Federal, afirmando que estava sendo “vítima” do “sistema” por ser ano eleitoral e aparecer liderando as pesquisas para o governo.

A repercussão da fala de Allyson foi bem negativa dentro da Polícia Federal e da Justiça Federal, que são instituições sérias e não se permitem a jogo político de “sistema”.

Pois bem.

A decisão de ser candidato, ou não, ainda está exclusivamente nas mãos de Allyson, mas essa condição pode não ser a mesma daqui a pouco.

Os sinais estão aí.

Alguns entenderam.

As oligarquias Maia e Alves, que lhe dão sustentação política, aproveitaram o Carnaval para mergulhar. Eles não são adeptos daquela história que diz: ninguém solta a mão de ninguém.

Muito pelo contrário...

 

FRASE

“O sistema é bruto”

ALLYSON BEZERRA – Prefeito de Mossoró ao ser alvo da Operação da Polícia Federal e da CGU

 

PLANO B

A decisão do ministro Sérgio Domingues, do STJ, que mantém o deputado Galeno Torquato inelegível, não o fará desistir. Ele tem até julho para tentar conseguir reverter a situação no próprio STJ ou STF. Se não conseguir, Galeno partirá para o “plano B”, que é lançar a companheira Laura Helena em sua lugar.

 

SEGUE

Laura Helena é filha de Wober Júnior, que foi deputado estadual entre os anos de 2004 a 2006 e secretário de Educação do RN na gestão Robinson Faria, quando foi sentenciado por improbidade administrativa. Ele tentou eleger a filha Laura vereadora em Natal e deputada estadual, sem sucesso.

 

PLANO C

Outra possibilidade seria Galeno Torquato lançar a prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida (PSD), para deputada estadual. Essa opção é vista como improvável. Marianna não admite transferir a principal Prefeitura do Alto Oeste para a vice-prefeita Lara, filha do ex-prefeito Nilton Figueiredo.

 

EM MOSSORÓ

A governadora Fátima Bezerra (PT) cumpre agenda em Mossoró nesta sexta-feira, 20. Junto com o superintendente do Ministério da Saúde no RN, Jalmir Simões, lançam os atendimentos da Carreta Saúde da Mulher do programa Agora Tem Especialistas. Solenidade na Estação das Artes Elizeu Ventania, às 10h.

 

VIOLÊNCIA

A brutalidade de seguranças privados contra um menor no Carnaval de Apodi não pode passar impune. As imagens são absurdas. O prefeito Sabino (MDB), que contratou a equipe de segurança, tem obrigação de adotar medidas firmes, inclusive, colaborar com a investigação policial. É o mínimo.

 

SEGURANÇA

O Carnaval 2026 no RN não registrou casos de feminicídio, latrocínio e homicídio durante os dias de festa. Houve redução da criminalidade no período. Resultado positivo da Operação Carnaval.

 

É NOTÍCIA

1 - Entre 2023 e 2025, o terceiro governo Lula concedeu 393 outorgas para rádios educativas, comerciais e comunitárias. No mesmo período, da gestão do ex-presidente Bolsonaro, foram apenas 108 outorgas. O aumento de concessões chega a 264%.

2 - Hoje tem o espetáculo “Cantigas para Dançar”, com a Cia de Dança de Roberta Schumara, dentro do BNB Cultural. Apresentação no Memorial da Resistência, a partir das 18h30.

3 - Miguel Rogério está voltando aos poucos ao trabalho na Secretaria de Serviços Urbanos de Mossoró. Ele sofreu complicações no sistema renal durante o Carnaval. Retornará em ritmo lento, por orientação médica.

4 - Os professores concursados continuam aguardando convocação da Prefeitura de Mossoró. Na campanha eleitoral de 2024, o prefeito Allyson Bezerra prometeu convocar mais de 500 aprovados. Não cumpriu a palavrava até agora.

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AUTOR

César Santos é jornalista desde 1982. Nasceu em Janduís (RN), em 1964. Trabalhou nas rádios AM Difusora e Libertadora (repórter esportivo e de economia), jornais O Mossoroense (editor de política no final dos anos 1980) e Gazeta do Oeste (editor-chefe e diretor de redação entre os anos 1991 e 2000) e Jornal de Fato (apartir dos anos 2000), além de comentarista da Rádio FM Santa Clara - 105,1 (de 2003 a 2011). É fundador e diretor presidente da Santos Editora de Jornais Ltda., do Jornal de Fato, Revista Contexto e do portal www.defato.com.

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