Quarta-Feira, 06 de May de 2026

Postado às 09h30 | 01 Apr 2026 | Palanque de Allyson Bezerra ao governo terá mais um Alves

Crédito da foto: Reprodução Ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo, trocou o PSD pelo União Brasil

Da Redação do Jornal de Fato

O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, será o segundo nome ao Senado da República na chapa do ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato a governador Allyson Bezerra. Antes de viajar com a família para os Estados Unidos, onde passará um período de descanso, Alves assinou ficha de filiação ao mesmo partido de Allyson, o União Brasil.

Chapa de Allyson Bezerra fica praticamente fechada, com Hermano Morais (MDB) a vice-governador; Zenaide Maia (PSD) e Carlos Eduardo para o Senado.

A decisão de Alves, que ainda não é definitiva, foi encaminhada entre ele e o ex-senador José Agripino Maia, líder do União Brasil e tutor do projeto eleitoral de Allyson Bezerra. O ex-prefeito de Natal assinou a ficha de filiação para cumprir o prazo de filiação partidária para quem vai disputar as eleições de 4 de outubro, que se encerrará neste sábado, 4 de abril.

A princípio, o nome de Carlos Eduardo Alves foi ventilado para a nominata à Câmara dos Deputados da federação União Progressistas. O entendimento do grupo é de que o ex-prefeito de Natal não teria chance de eleição, mas serviria de “esteira”, ao lado do ex-deputado Kelps Lima (União Brasil), para a federação eleger três deputados federais, com prioridade para os atuais parlamentares: João Maia (PP), Robinson Faria (PP) e Benes Leocádio (União Brasil).

Alves não aceitou a proposta. Ele também havia sido sondado por outros grupos políticos, sem entendimento. Agora, na rede final do prazo de filiação, decidiu pelo União Brasil e, provavelmente, disputará uma das duas cadeiras do Rio Grande do Norte ao Senado da República.

Se confirmada a sua postulação, essa não será a primeira vez que Carlos Eduardo Alves disputará o Senado. Na eleição de 2022, ele foi candidato pelo PSD na chapa da governadora reeleita Fátima Bezerra (PT). Para acomodar Alves, o PT teve que abrir mão da candidatura do então senador Jean Paul Prates, que tinha o direito natural à reeleição. Paul acabou saindo do PT para o PDT.

Carlos Eduardo não obteve sucesso nas urnas. Ele recebeu 565.235 votos (33,40%) e foi derrotado pelo senador Rogério Marinho (PL), que obteve 708.351 (41,85%).

Oligarquias

Com a opção pelo palanque de Allyson Bezerra, Carlos Eduardo se abraçará a outro Alves no grupo político, o seu primo Walter Alves, vice-governador dissidente e presidente estadual do MDB. Walter estava no governo até janeiro deste ano, quando rompeu politicamente com a governadora Fátima Bezerra, para se afiliar ao ex-prefeito de Mossoró.

As duas mais tradicionais oligarquias políticas do Rio Grande do Norte dão sustentação à pré-candidatura de Allyson Bezerra. Ele conta com a senadora Zenaide Maia, deputado federal João Maia e a liderança de Agripino Maia; e passou a ter o apoio de Walter Alves e Carlos Eduardo Alves. Para completar, a tradicional família Faria, representada pelo deputado federal Robinson Faria, também estará no palanque de Allyson.

 

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AUTOR

César Santos é jornalista desde 1982. Nasceu em Janduís (RN), em 1964. Trabalhou nas rádios AM Difusora e Libertadora (repórter esportivo e de economia), jornais O Mossoroense (editor de política no final dos anos 1980) e Gazeta do Oeste (editor-chefe e diretor de redação entre os anos 1991 e 2000) e Jornal de Fato (apartir dos anos 2000), além de comentarista da Rádio FM Santa Clara - 105,1 (de 2003 a 2011). É fundador e diretor presidente da Santos Editora de Jornais Ltda., do Jornal de Fato, Revista Contexto e do portal www.defato.com.

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