Antônio Carlos Belchior completaria 80 anos neste dia 26 de outubro
Com canções poéticas e, ao mesmo tempo, críticas, Belchior, que faria 80 anos nesta segunda-feira, 26, permanece presente na memória afetiva de diferentes gerações e nas execuções públicas em todo o país. Para marcar a data, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD) preparou um levantamento com as músicas de autoria do artista mais executadas e regravadas nos últimos cinco anos.
De acordo com os dados da instituição, o artista possui 237 obras musicais e 392 gravações cadastradas no banco de dados da gestão coletiva no Brasil. O levantamento revela que “Como nossos pais”, de autoria de Belchior, é a música de seu repertório mais executada no país. Na sequência aparecem “Coração selvagem e “Comentário a respeito de John”, parceria de Belchior com José Luiz Penna.
Entre as obras mais regravadas, “Como nossos pais” ocupa novamente a liderança, com 121 gravações cadastradas. Em seguida aparecem “Mucuripe”, parceria de Belchior com Fagner, e “Paralelas”, de autoria de Belchior. Fagner foi o artista que mais regravou as músicas de Belchior, com 57 regravações.
Show
A cantora Vannick Belchior carrega a missão de atuar como guardiã e continuadora da obra de seu pai, Antônio Carlos Belchior. Vannick subirá ao palco do Teatro Lauro Monte Filho no sábado, 31, dentro da programação do Banco do Nordeste Cultural Mossoró. O grupo mossoroense Choro Ingênuo abre o evento a partir das 18h.
Com o show “Meu nome é cem”, o roteiro do show foi minuciosamente traçado por Vannick para mesclar os hinos definitivos e obrigatórios do catálogo do pai com clássicos como “Sujeito de Sorte”, “Apenas um Rapaz Latino-Americano” e “Como Nossos Pais”, além de composições raras e pouco lembradas do grande público, incluindo a faixa que dá nome ao espetáculo.
A proposta é deslocar a obra de Belchior do campo exclusivo da herança familiar para o ambiente da celebração coletiva, abrindo espaço para arranjos contemporâneos, diálogos com novos nomes da MPB e convidados especiais em um movimento vivo que reafirma a imortalidade dessas canções.
Toda a força e profundidade desenvolvidas nos palcos ganharam registro definitivo no álbum Meu Nome é Cem - Parte 1. O trabalho reúne seis faixas sob produção musical de Rick Ferreira, Sérgio Zurawski e Maurício Pacheco.
O disco consolida o amadurecimento interpretativo da artista e conta com encontros geracionais marcantes, como as participações de Renato Teixeira na emotiva “Tudo Outra Vez” e do rapper Don L na subversiva e crítica “Meu Cordial Brasileiro”.
Desde que despontou na cena independente, Vannick Belchior tem construído uma trajetória sólida e visceral, lotando o tradicional Cineteatro São Luiz em sua terra natal, marcando presença em programas de TV em rede nacional, comandando grandes blocos de Carnaval em Belo Horizonte e Fortaleza e liderando projetos e tributos, como “Das Coisas que Aprendi nos Discos” e “Concerto à Palo Seco”. Esta é a segunda vez que a cantora vem a Mossoró.
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