Quinta-Feira, 23 de julho de 2026

Postado às 10h15 | 23 jul 2026 | redação Leilão de R$ 5,5 bilhões para venda do controle da Brava Energia

Crédito da foto: Reprodução Brava Energia administra os ativos do Polo Potiguar e do Ativo Industrial de Guamaré

Título: Leilão de R$ 5,5 bilhões para venda do controle da Brava Energia

Manchetinha: Petrolífera colombiana marca para 5 de agosto leilão da OPA para comprar 25% de ações no mercado da brasileira

Legenda: Brava Energia administra os ativos do Polo Potiguar e do Ativo Industrial de Guamaré

 

Da Redação

A colombiana Ecopetrol marcou para o próximo dia 5 de agosto a Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA) para compra de 25% de ações de mercado da Brava Energia. A operação está avaliada em cerca de R$ 5,5 bilhões. Na segunda-feira, 20, foi publicado o novo edital do leilão, ajustado por determinação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A oferta da Ecopetrol busca adquirir 116.110.717 ações ordinárias da Brava Energia, representando aproximadamente 25% do capital social da companhia, que somado aos 26% adquiridos em abril de três grandes investidores da empresa – fundos Jive, Yellowstone e o grupo Quantum/Somah – somarão os 51% necessários.

O leilão foi marcado inicialmente para 25 de maio, mas foi suspenso por exigência de ajustes ao edital da oferta por parte da CVM. Segundo o novo edital, o leilão será realizado na bolsa de valores B3 em 5 de agosto, às 15h, e a liquidação financeira da oferta será feita no dia 17 de agosto.

O novo edital excluiu duas condições negativas previstas anteriormente, tendo em vista que a aprovação do Ato de Concentração pertinente foi concedida pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e transitou em julgado em 16 de junho de 2026, e as renúncias (waivers) dos debenturistas da Brava Energia foram obtidas em 8 de junho de 2026, confirmando que o respectivo endividamento não será objeto de vencimento antecipado em razão da mudança de controle.

Caso as condições da oferta sejam atingidas no leilão de agosto, a Ecopetrol assumirá a gestão majoritária da petroleira para expandir suas operações no setor de exploração e produção de combustíveis no Brasil.

A concretização do negócio repercute na infraestrutura do Rio Grande do Norte, onde a Brava Energia administra os ativos do Polo Potiguar e do Ativo Industrial de Guamaré, que reúnem instalações de processamento, escoamento e comercialização de petróleo e gás natural.

A transação segue sujeita a requisitos regulatórios.

 

Brava projeta retomada de perfuração terrestre no RN a partir de 2027

Jorge Boeri, diretor de Operações Onshore da Brava Energia

A Brava Energia projeta uma campanha de perfuração terrestre altamente agressiva, e constante, que contemplará a bacia do Rio Grande do Norte com 80 poços. Outros 20 poços devem ser perfurados no estado da Bahia. Os investimentos estão planejados para 2027.

O anúncio foi feito pelo diretor de Operações Onshore da companhia, Jorge Boeri, durante a inauguração do Centro de Operações Integradas (COI) do Polo Potiguar, em Mossoró, na antiga base da Petrobras, no início deste mês. Boeri também confirmou para este ano o início da perfuração de um poço no campo de petróleo Sanhaçu, no município da Serra do Mel.

Recentemente, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA-RN) emitiu as licenças ambientais para a perfuração de novos poços de petróleo e gás na região de Mossoró. São eles:

- Campo de Produção Paturi (Mossoró): Licenças prévias para perfuração dos poços PTR-DW-02 e PTR-DW-12. A obra inclui a construção de acessos e a instalação de quase 4 km de linhas de surgência para escoamento;

- Campo de Produção Cachoeirinha (Caraúbas): Autorização para a instalação de quatro novos poços;

- Campo de Livramento (Mossoró): renovação da operação de 29 poços já existentes.

Boeri anunciou o início de testes com injeção de polímeros no campo de Salina Cristal e um piloto de Organic Recovery (injeção de nutrientes para alimentar bactérias nativas do reservatório) no campo de Canto do Amaro, após resultados promissores em laboratório. A injeção de nitrogênio em campo de óleo pesado eleva o fator de recuperação dos campos maduros, conforme projetos-piloto desenvolvidos com sucesso pela BRAVA.

A produção atual do onshore está na casa de 28.000 a 30.000 barris de óleo equivalente por dia (boe/d). A BRAVA atua desde a produção de óleo e gás até o refino e venda de derivados (como querosene de aviação, gasolina e diesel), sendo a única petroleira privada totalmente integrada no país.

 

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