Segunda-Feira, 03 de agosto de 2026

Postado às 10h15 | 30 jul 2026 | redação Comércio potiguar movimenta mais de R$ 73 bilhões e ocupa mais de 126 mil pessoas

Crédito da foto: Reprodução Comércio na Coronel Gurgel, centro de Mossoró

Por Edinaldo Moreno / Jornal de Fato

Pesquisa Anual de Comércio (PAC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que as empresas comerciais do Rio Grande do Norte tiveram uma receita bruta de revenda de mercadorias de mais de R$ 73,395 bilhões. A PAC foi publicada nesta quarta-feira (29) e se refere ao ano de 2024.

Deste total, R$ 40,09 bilhões foram provenientes do comércio varejista; R$ 25,16 bilhões, do comércio por atacado; e R$ 8,13 bilhões do comércio de veículos automotores e motocicletas. O levantamento mostra que havia 20.880 unidades locais de empresas comerciais com receita de revenda no estado. Juntas, elas empregavam 126.157 pessoas e tiveram um gasto de R$ 3,490 bilhões com salários, retiradas e outras remunerações. 

De acordo com a PAC, a maior parte das empresas comerciais potiguares estava no segmento varejista, com 15.832 unidades locais (75,8%). Comércio por atacado aparece em segundo lugar, com 2.652 unidades (12,7%), seguido de perto pelo comércio de veículos automotores e motocicletas, com 2.396 (11,5%).

Na definição utilizada pelo IBGE, empresa comercial é “aquela cuja receita bruta provém, predominantemente, da atividade comercial, entendida como compra para revenda, sem transformação significante, de bens novos e usados.” A pesquisa não engloba os serviços de manutenção e reparação de veículos automotores e motocicletas, o comércio ambulante e outros tipos de comércio varejista.

A PAC também apresenta a margem de comercialização, que representa a diferença entre a receita líquida de revenda (maior parcela da receita operacional líquida proveniente da venda de mercadorias) e o custo das mercadorias revendidas. Em 2024, a margem de comercialização das empresas comerciais superou os R$ 15.360 bilhões no Rio Grande do Norte, com o comércio varejista responsável pela maior parte (66,1%), seguido pelo comércio por atacado (24,6%) e pelo comércio de veículos e motocicletas (9,3%).

A Pesquisa Anual de Comércio investiga as características estruturais do segmento empresarial do comércio no Brasil, tendo como unidade de análise as empresas formalmente constituídas cuja principal receita provém da atividade comercial. A PAC levanta informações sobre receitas, margem de comercialização, número de empresas e unidades, pessoal ocupado, gastos com pessoal, despesas diversas, estoques e investimentos em ativos. Com periodicidade anual e cobertura nacional, seus resultados são divulgados para o Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação.

 

Comércio emprega 10,6 milhões de pessoas e gera R$ 7,7 trilhões no país

Em 2024, 10,6 milhões de pessoas estavam ocupadas em 1,6 milhão de empresas comerciais. No ano, os trabalhadores do setor receberam R$ 369,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. As empresas comerciais registraram receita operacional líquida de R$ 7,7 trilhões. As quantias monetárias estão valoradas a preços correntes do período da pesquisa.

O setor varejista respondeu pela maior proporção de empregos do comércio, com 7,6 milhões de trabalhadores. Os demais ocupados distribuíram-se entre o comércio por atacado (2,0 milhões) e o comércio de veículos, peças e motocicletas (950,7 mil).

Os resultados da PAC 2024 mostram que a Região Sudeste manteve a liderança em termos de receita bruta de revenda, número de unidades locais, pessoal ocupado e remunerações, seguida pelas Regiões Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte. Em 2024, a Região Sudeste respondeu por 48,0% da receita bruta de revenda, seguida pela Região Sul (20,4%), Nordeste (15,1%), Centro-Oeste (11,1%) e Norte (5,4%).

São Paulo permaneceu como a unidade da federação mais representativa em termos de receita bruta comercial, respondendo por 28,7% do Brasil. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 9,9%, seguido por Paraná (7,8%), Santa Catarina (6,3%), Rio Grande do Sul (6,3%) e Rio de Janeiro (5,7%).

 

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