Sexta-Feira, 15 de May de 2026

Postado às 09h15 | 15 May 2026 | redação Flamengo falha em todos os setores, é eliminado e encara aumento de pressão

Crédito da foto: Reprodução Técnico Leonardo Jardim no campo de treinamento

Por Luiza Sá - ge

As responsabilidades na eliminação do Flamengo na Copa do Brasil são divididas entre muitas mãos. Boa parte para um time ineficiente nas tantas finalizações. Os gols bobos e previsíveis, além do planejamento e da demora de Leonardo Jardim para substituir completam essa lista. A queda em Salvador premiou o time que quis mais, o Vitória, que avança às oitavas da competição.

A primeira derrota depois de 10 jogos não significa terra arrasada, mas coloca o holofote em problemas que são sentidos há algum tempo e podem ter ficado em segundo plano com a sequência positiva. A dificuldade de transformar posse e chutes em gols é o mais latente, e o Flamengo parece não saber como resolver a questão. Mental? Técnica? Ainda não há resposta concreta. Enquanto isso, os pontos e a vaga ficam pelo caminho.

Existe uma dificuldade que parece crônica do time com os pontas. Na época de Filipe Luís esse debate já existia quando ele defendia a utilização de Plata, que, ainda que não fizesse gols, se doava na parte tática. Atualmente, todos os jogadores de lado parecem viver uma escassez de criatividade. Luiz Araújo fez uma de suas piores partidas pelo Fla.

No setor defensivo também há necessidade de responsabilização. Os dois gols saíram em lances já manjados, com chute de fora da área de Erick e escanteio com falha de Rossi. A bola parada já vem sendo alvo de atenção e foi calcanhar de Aquiles mais uma vez.

Há espaço — e importante — para o fora de campo. Leonardo Jardim demorou a fazer alterações e, quando fez, não teve boas escolhas. O time terminou com Bruno Henrique, Wallace Yan, Cebolinha e Pedro, além de Léo Pereira, no ataque. Jorginho foi para a defesa atuar como zagueiro. Sem meias, o Deus no acuda ficou ainda maior.

Flamengo não pode usar o argumento de que a Copa do Brasil era a terceira prioridade para enfraquecer a queda. O time que foi a campo no Barradão tinha a maioria daqueles considerados titulares. A equipe parece não ter entendido como lidar com a obrigação de vencer. Ainda que fosse um duelo de Série A, eram 13 anos sem perder no estádio e um investimento incomparável entre os clubes.

Neste momento entra a quarta fatia da responsabilidade. A montagem do elenco precisa ser levada em conta. A falta do centroavante para ser reserva de Pedro — que obriga Bruno Henrique a seguir sendo utilizado por ali. A falta de um ponta que seja mais efetivo, algo também apontado nas avaliações ainda com Filipe Luís. Tudo isso pesa e precisará ser corrigido na próxima janela.

Como dito no início, uma derrota, ainda que tenha sido desta forma, não faz com que o cenário seja de perda total. Longe disso. Mas obriga o Flamengo a olhar para dentro e reavaliar prioridades, problemas e necessidades para dar a resposta nos outros torneios. A pressão definitivamente aumentou.

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