Flamengo vence o Bahia por 3 a 0 fora de casa
Por Gilmar Ferreira - Futebol, coisa & tal...
Subiu para 13 pontos a distância entre o segundo e o terceiro colocados do Brasileiro, a maior já vista desde 2003. Na era dos pontos corridos, nunca os dois primeiros haviam chegado a sete rodadas do fim do campeonato tão isolados dos demais. Essa é a edição que mostra com mais transparência a superioridade da dupla Flamengo e Palmeiras sobre os demais. Os dois seguem na ponta, separados por diferença mínima, e jogando o melhor futebol do país.
A volta de Jorginho, agora com Plata na ponta, e Carrascal atuando na “ponta-de-lança” mais próximo a Pedro, devolveram ao Flamengo a dinâmica que o torna um conjunto difícil de ser anulado. Foi a melhor atuação do time de Leonardo Jardim neste segundo recorte sem Arrascaeta. O Bahia de Rogério Ceni praticamente não jogou. Sentiu a pressão, perdeu-se na marcação, e os gols da justa vitória rubro-negro saíram com naturalidade.
FLUMINENSE 1 x 2 SANTOS
Com ou sem os principais titulares, a equipe de Marcão perdeu cinco dos últimos sete jogos que disputou. Uma queda de rendimento que inclui derrotas na Libertadores para Platense e Palmeiras. O gol de Castillo no início deu até a impressão de que o Fluminense poderia se impor com o padrão competitivo que o caracterizou desde a saída de Zubeldía. Mas a virada do Santos em oito minutos evidenciou a falta de solidez que tem derrubado o time.
BOTAFOGO 1 x 0 CHAPECOENSE
Tiquinho Soares fez o gol que o então titular Arthur Cabral não estava conseguindo e, graças a ele, a equipe de Tite foi aos 39 pontos, restando ainda 21 em disputa. O Botafogo deve fazer destas partidas da reta final uma espécie de pré-temporada para 2027. O que não significa ignorar o desejo de se classificar para a Libertadores. A pontuação máxima possível (60) indica mais de 66% de chance de conseguir a vaga.
SÃO PAULO 1 x 0 VASCO
Futebol é luta por ocupação de espaços, e vence o coletivo mais eficaz. O Vasco tem mostrado que a eficácia não é sua principal virtude. O time jogou bem 20 minutos, sufocando o São Paulo de Dorival Júnior, mas foi afrouxando a pegada e perdeu o controle. A derrota não diminui a força da equipe de Pedro Emanuel. Mas é visível o desgaste mental numa reta final que pode ser tão festiva quanto trágica. O cruz-maltino precisa de dez pontos em 28.
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