Sábado, 15 de agosto de 2026

Postado às 15h30 | 15 ago 2026 | redação RN registra menor taxa de desemprego no segundo trimestre de 2026

Crédito da foto: Agência Brasil Carteir de Trabalho eletrônica

Por Edinaldo Moreno / Jornal de Fato

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a taxa de desocupação do Rio Grande do Norte no segundo trimestre de 2026. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua Trimestral), o desemprego caiu para 5,6% no período de abril a maio deste ano. Este é o menor percentual da série histórica iniciada em 2012.

O IBGE destaca que, em relação ao primeiro trimestre de 2026 (7,6%), a queda foi de 1,9 ponto percentual (p.p.) na taxa de desocupação do estado. Já em relação ao segundo trimestre de 2025 (7,5%), houve redução de 1,8 p.p. O órgão federal estimava 83 mil pessoas desocupadas no RN no trimestre passado, uma variação de -26,7%, ou 30 mil pessoas a menos que no trimestre anterior (113 mil pessoas). 

Já a população ocupada chegou a 1,383 milhões de pessoas no RN no trimestre terminado em junho, uma variação de 0,6% em relação ao período anterior, situação considerada de estabilidade. Com isso, o nível da ocupação ficou em 48,5%, diferença de 0,4 p.p. em relação ao período de janeiro-fevereiro-março. 

Ainda de acordo com a Pnad Contínua Trimestral, havia 435 mil pessoas com carteira assinada no setor privado e 202 mil pessoas sem carteira assinada.  O rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas no estado ficou em situação de estabilidade, ao valor de R$ 2.861, R$ 162 abaixo do rendimento médio dos primeiros meses do ano (R$ 3.022).

INFORMALIDADE

O IBGE informou também que a taxa de informalidade do Rio Grande do Norte foi de 41,3% no trimestre formado pelos meses de abril-maio-junho, 0,2 ponto percentual abaixo da taxa registrada no trimestre anterior (41,5%). O resultado manteve o RN com a menor taxa de informalidade do Nordeste, posição ocupada desde o segundo trimestre de 2023.

O IBGE estima que havia 571 mil potiguares em situação de trabalho informal no último trimestre. O número considera as pessoas de 14 anos ou mais de idade que estavam empregadas no setor privado sem carteira de trabalho assinada, os empregados domésticos sem carteira de trabalho assinada, os empregadores sem registro no CNPJ, os trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ e os trabalhadores familiares auxiliares. Embora tenha ficado acima da média nacional (37,4%), a taxa de informalidade potiguar ficou abaixo da média da Região (48,7%).

RETRANCA

População desalentada cai mais de 3% no segundo trimestre

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua Trimestral) estimou a presença de 58 mil pessoas desalentadas no Rio Grande do Norte no segundo trimestre de 2026, uma variação de -3,3% em relação ao trimestre anterior (60 mil desalentados).

A situação é considerada de estabilidade. Frente ao segundo trimestre de 2025, quando havia 84 mil desalentados no estado, a variação foi de -30,3%. 

Desalentadas são pessoas que estão fora da força de trabalho, ou seja, não estão trabalhando nem procurando emprego, mas poderiam trabalhar. Enquadram-se nessa categoria quando desistem de procurar emprego devido à falta de experiência ou qualificação, por causa da idade, ou por não haver oportunidades de emprego na sua localidade, entre outras razões.

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