Domingo, 13 de setembro de 2026

Postado às 09h15 | 13 set 2026 | redação Rio Grande do Norte é líder do Nordeste no Pisa 2025 em Leitura, Ciências e Matemática

Em 2025, os estudantes do RN obtiveram média de 400 pontos em Leitura, 398 em Ciências e 366 em Matemática. Nas três áreas, o estado ficou à frente dos demais estados nordestinos. A mudança também aparece na posição ocupada pelo no cenário nacional

Crédito da foto: Assecom RN Estudantes da rede de ensino pública do Rio Grande do Norte

Da Redação do Jornal de Fato

O Rio Grande do Norte tem a maior média entre os nove estados do Nordeste nas três áreas avaliadas pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) 2025. Não é só isso: o estado aparece na 11ª posição entre as 27 unidades da Federação em Leitura, Ciências e Matemática e também registra o melhor resultado entre os 16 estados das regiões Norte e Nordeste. A comparação com a edição de 2015 reforça a mudança no posicionamento potiguar ao longo da última década.

Em 2025, os estudantes participantes do Rio Grande do Norte obtiveram média de 400 pontos em Leitura, 398 em Ciências e 366 em Matemática. Nas três áreas, o estado ficou à frente dos demais estados nordestinos.

O resultado ganha dimensão quando colocado ao lado dos dados de dez anos atrás. Em 2015, o Rio Grande do Norte havia registrado 384 pontos em Leitura, 377 em Ciências e 353 em Matemática. Na comparação entre as duas edições, as médias potiguares cresceram 16 pontos em Leitura, 21 em Ciências e 13 em Matemática. Ciências apresentou, portanto, o maior aumento absoluto entre as três áreas avaliadas.

A mudança também aparece na posição ocupada pelo Estado no cenário nacional. Em 2015, o RN estava entre os piores, ocupando a 21ª posição em Leitura, a 22ª em Ciências e a 23ª em Matemática. Em 2025, passou para a 11ª colocação nas três áreas. Isso representa avanço de dez posições em Leitura, 11 em Ciências e 12 em Matemática ao longo da década.

No Nordeste, há dez anos, o Rio Grande do Norte aparecia no quarto pior lugar regional em Leitura, quinto em Ciências e sexto em Matemática. Agora, ocupa a primeira posição nas três áreas. Em 2015, por exemplo, o Ceará registrava médias superiores às potiguares em 25 pontos em Leitura, 24 em Ciências e 29 em Matemática. Em 2025, o RN aparece numericamente à frente do estado cearense nos três domínios.

A secretária estadual de Educação, professora Socorro Batista, afirma que o desempenho deve ser compreendido como parte de uma trajetória de fortalecimento das políticas educacionais. “O resultado do Rio Grande do Norte no Pisa 2025 é muito significativo”, avalia, para ressaltar que alcançar a liderança do Nordeste nas três áreas avaliadas e avançar no cenário nacional mostra que o estado está construindo uma trajetória consistente na educação.

“Esse desempenho dialoga com um conjunto de ações que o Governo do Estado vem desenvolvendo, com foco na recomposição das aprendizagens, no acompanhamento pedagógico, na ampliação da educação em tempo integral e profissional, na melhoria da infraestrutura das escolas e no fortalecimento do trabalho de professores e gestores”, disse. “É um resultado que reconhecemos com muita satisfação, mas também com a responsabilidade de seguir avançando, especialmente nos desafios que os próprios dados nos apresentam”, completa.

 

Governo do RN intensifica ações de recomposição das aprendizagens

No âmbito da rede estadual, o resultado ocorre em um contexto de ampliação das políticas voltadas à aprendizagem e à permanência dos estudantes. O Governo do Estado intensificou ações de recomposição das aprendizagens, especialmente em Língua Portuguesa e Matemática, fortaleceu o acompanhamento pedagógico e as avaliações da rede e ampliou a oferta de educação em tempo integral e de Educação Profissional e Tecnológica.

A estratégia também reúne iniciativas de busca ativa escolar, formação de professores, conectividade e investimentos na infraestrutura das unidades de ensino, compondo uma agenda destinada a enfrentar defasagens de aprendizagem e melhorar as condições de ensino.

O Pisa, realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), avalia a capacidade dos estudantes de aplicar conhecimentos e habilidades a situações e problemas do cotidiano. Em Leitura, a avaliação considera a capacidade de compreender, usar, avaliar e refletir sobre textos.

Em Matemática, são avaliadas capacidades relacionadas ao raciocínio matemático e à habilidade de formular, empregar e interpretar conhecimentos matemáticos para resolver problemas. Em Ciências, o foco está na capacidade de se envolver em discussões fundamentadas sobre ciência, sustentabilidade e tecnologia e utilizar conhecimentos científicos para embasar ações.

No Rio Grande do Norte, 1.033 estudantes, matriculados no Sistema Estadual de Ensino, participaram da edição de 2025, dentro de uma amostra brasileira de 30.140 participantes.

A escolha dos estudantes para o PISA ocorreu por meio de um processo de amostragem estatística em duas etapas, coordenado pela OCDE globalmente e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) no Brasil. O objetivo é garantir que os jovens selecionados representem fielmente toda a população estudantil do país.

 

Como funciona o PISA

- Público-alvo

Estudantes de 15 anos de idade, independentemente da série ou ano escolar em que estejam. A idade foi escolhida por ser o momento em que se pressupõe o fim da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países.

- Frequência

Acontece a cada três anos.

- Áreas avaliadas

Leitura, Matemática e Ciências.

- Objetivo principal

Não mede apenas a memorização de conteúdos escolares, mas a capacidade de os jovens aplicarem seus conhecimentos e pensarem criticamente para resolver problemas do mundo real e do cotidiano.

- Indicador global

Ajuda a comparar a qualidade dos sistemas educacionais entre dezenas de países participantes.

- Políticas públicas

Fornece dados e insights para que governos e educadores identifiquem pontos fortes e fracos no ensino e aprimorem suas redes de educação.

- Contexto socioeconômico

Aplica questionários complementares para entender como fatores familiares, sociais e estruturais influenciam o aprendizado.

 

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