Até dezembro, Governo do Rio Grande do Norte terá recuperado 2.100 KM de estradas em todas as regiões. As duas etapas têm investimento de R$ 1,037 bilhão
A segunda etapa foi ampliada para seis lotes e alcança todas as regiões do Estado
A segunda etapa do Programa de Recuperação de Rodovias do Rio Grande do Norte chegou a 81% de execução, avançando para a conclusão de uma das maiores intervenções já realizadas na malha rodoviária estadual.
Executado pelo Governo do Rio Grande do Norte, através da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN/RN) e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/RN), o programa reúne investimentos de R$ 1,037 bilhão. Considerando as ações do Estado e as parcerias com o Governo Federal, vai resultar na recuperação de mais de 2.100 quilômetros de estradas em todo o RN.
Ao final da segunda etapa, a previsão é de que aproximadamente 60% das rodovias estaduais pavimentadas tenham passado por intervenções de recuperação. A primeira etapa do programa, já concluída, contemplou três lotes. A segunda etapa foi ampliada para seis lotes e alcança todas as regiões do Estado, do Oeste ao litoral, fortalecendo a ligação entre municípios, áreas produtoras, centros de comércio e serviços e os principais destinos turísticos potiguares.
Para o secretário de Estado da Infraestrutura, Gustavo Coelho, a dimensão do programa está diretamente relacionada à necessidade de garantir uma infraestrutura capaz de acompanhar a dinâmica econômica do Rio Grande do Norte. “Recuperar uma rodovia é muito mais do que melhorar seu pavimento. É garantir segurança para quem circula, reduzir dificuldades para o transporte da produção, aproximar municípios e regiões e ampliar as condições para que a atividade econômica aconteça. Estamos avançando para concluir um programa que tem presença em todas as regiões do Estado e que representa um investimento histórico na nossa infraestrutura rodoviária”, afirma o gestor.

Obras avançam em todas as regiões
A segunda etapa do Programa teve sua execução distribuída em seis lotes. No Lote 1, que contempla a Região Central, o Médio Oeste e o Litoral Norte, dos sete trechos previstos, quatro já foram inaugurados e os outros três apresentam mais de 90% de execução. Ao todo, 163 quilômetros já foram entregues. O Lote 2, que abrange principalmente o Seridó e a região de Macau, está 100% concluído e entregue.
No Lote 3, na região Agreste, estão previstos 114 quilômetros, dos quais 55 quilômetros já foram concluídos. O Lote 4, que contempla o Agreste e o Litoral Sul, incluindo acessos a áreas como Barra do Cunhaú e Baía Formosa, prevê 98 quilômetros. Desse total, 71 quilômetros já foram entregues, correspondendo a mais de 70% da extensão prevista.
Na Região Metropolitana de Natal, o Lote 5 prevê a recuperação de 134 quilômetros, dos quais 92 quilômetros já foram concluídos, também ultrapassando 70% de execução física da extensão prevista.
Já no Oeste Potiguar, o Lote 6 contempla 56 quilômetros, com 49 quilômetros concluídos, superando 90% da extensão prevista. Entre os municípios atendidos estão Tenente Ananias, Rafael Godeiro, Martins e Serrinha dos Pintos.
Infraestrutura como vetor de desenvolvimento
A recuperação da malha rodoviária tem impacto direto sobre regiões com forte participação na economia estadual. No Oeste Potiguar, intervenções alcançaram trechos como as RN-015, RN-016, RN-117, RN-118 e RN-404, além da ligação entre Tibau e Grossos.
A Macrorregião de Mossoró, formada por 25 municípios, concentra quase 40% do Valor Adicionado Fiscal do Rio Grande do Norte, indicador relacionado à geração de riqueza no Estado. Principal polo econômico do Oeste, Mossoró reúne atividades como a produção de sal, a exploração de petróleo e gás na Bacia Potiguar, a fruticultura irrigada e o comércio. A melhoria das rodovias contribui para a circulação de trabalhadores, consumidores e mercadorias e para a conexão entre as áreas produtivas e os centros de comércio e serviços.
No Alto Oeste, trechos das RN-075, RN-117 e RN-074 beneficiam ligações entre municípios como Pau dos Ferros, Martins, Serrinha dos Pintos, Tenente Ananias e Almino Afonso. Pau dos Ferros exerce papel de polo regional, concentrando comércio, serviços, atendimento hospitalar e instituições de ensino superior, além de atividades ligadas à indústria de confecções. Com melhores condições de tráfego, a malha rodoviária facilita o deslocamento da população de municípios vizinhos e fortalece a integração econômica do território.
No Seridó e na Região Central, as intervenções alcançam trechos das RN-086, RN-087, RN-118, RN-288, RN-041, RN-082, RN-089, RN-081, RN-084 e RN-221, além do acesso à Ilha de Santana.
A região possui uma economia historicamente associada à pecuária, à mineração e mantém atividades tradicionais e relevantes, como a indústria de confecções e o bordado de Caicó, que possui selo de Indicação Geográfica. Currais Novos mantém forte tradição na atividade mineral, enquanto Caicó funciona como polo regional de comércio e serviços e também se destaca pelo turismo religioso, especialmente durante a Festa de Sant’Ana.
A recuperação da RN-118, incluindo trechos que beneficiam municípios como Caicó e São João do Sabugi, melhora ainda a ligação com Ipueira, na divisa com a Paraíba. A intervenção amplia as condições de circulação de pessoas e produtos e contribui para a integração econômica do Seridó.
Na região Agreste e no Litoral Norte, o programa contempla trechos das RN-051, RN-403, RN-221, RN-003, RN-023, RN-092, RN-093, RN-269, RN-002 e RN-120, com ligações envolvendo municípios como João Câmara, Nova Cruz, Monte Alegre, Boa Saúde e Canguaretama.
O Agreste possui importante atividade agropecuária e tradição na produção ligada à cana-de-açúcar, enquanto o litoral concentra destinos turísticos de grande relevância para a economia estadual, como Jacumã, Maracajaú e São Miguel do Gostoso.
Em São Miguel do Gostoso, além da atividade turística, a realização anual da Mostra de Cinema contribui para a movimentação cultural e econômica do município. O evento foi reconhecido, em 2025, como Patrimônio Cultural, Turístico e Imaterial do Estado do Rio Grande do Norte.
Nesse cenário, a recuperação das estradas representa melhoria das condições de acesso para moradores e visitantes, além de favorecer o transporte de produtos e a conexão entre comunidades, municípios e áreas de atividade econômica.
No Litoral Sul e na Grande Natal, o programa alcança trechos das RN-120, RN-203, RN-317, RN-312, RN-064, RN-160 e RN-002, além de acessos entre Tabatinga, Camurupim, Barreta, Pitangui e Jacumã e ao destino turístico de Maracajaú.
A região concentra alguns dos principais destinos turísticos do Estado. Tibau do Sul, atendido pela RN-003, tem no turismo, impulsionado principalmente pela Praia da Pipa, uma de suas principais atividades econômicas, além da carcinicultura. Baía Formosa, atendida pela RN-062, combina a atividade turística, com destaque para o surfe, com a produção de cana-de-açúcar.
A recuperação dos acessos melhora a mobilidade entre municípios, facilita a chegada aos destinos turísticos e contribui para o funcionamento de uma cadeia econômica que envolve hospedagem, alimentação, comércio, transporte e serviços.
Mais do que uma intervenção na pavimentação, o Programa de Recuperação de Rodovias representa uma ação estruturante de integração territorial. A malha estadual é responsável por conectar municípios que possuem diferentes perfis produtivos e que dependem das estradas para acessar mercados consumidores, serviços públicos, unidades de saúde, instituições de ensino e equipamentos turísticos.
Com a conclusão das intervenções, a expectativa é ampliar a segurança viária e as condições de deslocamento em diferentes regiões do Estado, reduzindo gargalos históricos de infraestrutura e criando melhores condições para a circulação de pessoas e mercadorias.
A diretora-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/RN), Natécia Nunes, acrescenta que a recuperação da malha rodoviária também representa um trabalho técnico de acompanhamento das intervenções. “A recuperação de 2.100 quilômetros de rodovias estaduais representa muito mais do que obras de infraestrutura. É um investimento direto no desenvolvimento do Rio Grande do Norte e, acima de tudo, na segurança e na qualidade de vida das pessoas. Esse resultado é fruto de um trabalho técnico, planejado e responsável, desenvolvido pela equipe do DER, que acompanha cada etapa, dos projetos à execução e fiscalização das obras”, explica.
“Estamos falando de uma rede que conecta o Estado de ponta a ponta. Quando uma estrada é recuperada, o efeito não fica restrito ao município onde está localizado o trecho. Ele alcança toda a cadeia que depende daquela ligação, seja a produção agrícola, a indústria, o comércio, os serviços ou o turismo. É essa visão integrada que orienta o programa”, reforça Gustavo Coelho.
Com a segunda etapa já em 81% de execução, o Governo do Estado avança para consolidar a recuperação de uma parcela expressiva da malha rodoviária potiguar. Ao final das obras, somadas às ações já realizadas e às parcerias estabelecidas com o Governo Federal, cerca de 60% das rodovias estaduais pavimentadas terão sido recuperadas, fortalecendo uma infraestrutura considerada essencial para a mobilidade e para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Norte.
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