Presidente americano diz que tarifas recíprocas serão de ao menos metade das alíquotas cobradas dos Estados Unidos por outros países. Taxas entrarão em vigor nesta quinta-feira. Ele ainda, as demais tarifas recíprocas que serão cobradas dos países
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o país cobrará 10% de todas as importações feitas do Brasil. A afirmação foi feita durante coletiva nesta quarta-feira (2).
O republicano detalhou, ainda, as demais tarifas recíprocas que serão cobradas dos países que cobram taxas de produtos norte-americanos importados. Segundo Trump, as tarifas recíprocas serão metade das alíquotas cobradas por outros países. Além disso, os EUA imporão uma alíquota mínima de 10% aos seus parceiros comerciais.
"Os números são tão desproporcionais, são tão injustos. Ao mesmo tempo, estabeleceremos uma tarifa mínima de 10%. [...] Isso será para ajudar a reconstruir nossa economia e prevenir fraudes", afirmou. "As nações estrangeiras finalmente serão convidadas a pagar pelo privilégio de acesso ao nosso mercado, o maior mercado do mundo."
"A partir de amanhã, os Estados Unidos implementarão tarifas recíprocas em outras nações. [...] Vamos calcular a taxa combinada de todas as suas tarifas, barreiras não monetárias e outras formas de trapaça [...] e vamos cobrar deles aproximadamente metade do que eles têm nos cobrado", afirmou Trump.
"As tarifas não serão totalmente recíprocas. Eu poderia ter feito isso, sim, mas seria difícil para muitos países. E não queríamos fazer isso", completou.
O presidente norte-americano ainda disse que, caso os países não queiram ser taxados, que levem suas fábricas para a indústria norte-americana.
"Tarifas dão ao nosso país proteção contra aqueles que nos fariam mal econômico. [...] Mas, ainda mais importante, elas nos darão crescimento", afirmou Trump.
Entenda o "tarifaço" de Trump
Chamada pelo republicano de "Dia da Libertação", esta quarta-feira (2) marca o início de um conjunto de tarifas que, segundo Trump, libertarão os EUA de produtos estrangeiros.
"Este é um dos dias mais importantes, na minha opinião, na história americana. É nossa Declaração de independência econômica", afirmou o presidente norte-americano.
Na última semana, o presidente norte-americano chegou a afirmar que as tarifas devem incluir todos os países, mas disse que as taxas podem ser mais suaves do que se espera e que está disposto a fazer acordos.
Além das tarifas recíprocas, outras taxas já anunciadas por Trump também passaram a valer nesta quarta-feira (2), como a cobrança de 25% sobre carros importados pelos EUA e as taxas de 25% sobre as exportações feitas ao país e que não se enquadrem no USMCA (acordo comercial que existe entre os três países), por exemplo.
Trump exibe tabela com tarifas que devem ser cobradas pelos EUA — Foto: Reprodução
As incertezas sobre como essas taxas iriam funcionar e quais os impactos podem ter nas economias do mundo têm impactado o mercado financeiro nas últimas semanas e causado uma série de reações de diferentes países.
No Brasil, o Senado Federal aprovou, na véspera, em regime de urgência, um projeto que cria mecanismos e autoriza o governo a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros.
O projeto recebeu apoio amplo do Congresso e do governo, e veio após Trump citar o Brasil como exemplo de um país que deve ser taxado.
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