Quarta-Feira, 18 de março de 2026

Postado às 09h30 | 22 Jan 2026 | redação Custo de cesta básica em Mossoró caiu mais de 2% em 2025

Crédito da foto: Ilustrativa A cesta básica encerrou dezembro custando R$ 522,33

Por Edinaldo Moreno / Jornal de Fato

O Laboratório de Engenharia Econômica da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (LECON/UFERSA) divulgou o Índice Cesta Básica Essencial (ICBE) relativo a dezembro de 2025. O documento aponta redução do custo da cesta básica em Mossoró no acumulado dos 12 meses do ano passado. A queda passou dos 2% no período.

Segundo o levantamento, a cesta básica encerrou dezembro custando R$ 522,33, o que representa uma redução mensal de 1,4%. No acumulado do ano de 2025, a variação total foi negativa em 2,4%. Dos 12 itens pesquisados, quatro apresentaram aumento, com destaque para o café (+45,9%), a carne (+5,1%) e o óleo de soja (+3,4%).

Em contrapartida, as quedas mais expressivas foram no arroz (-37,2%), na farinha (-16,2%) e no açúcar (-11,4%). Regionalmente, a Zona Norte apresentou o menor valor (R$ 488,77), enquanto a Zona Leste registrou o custo mais elevado (R$ 545,87).

No ano passado, o maior valor da cesta básica essencial na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte foi registrado no mês de julho. O valor foi de R$ 566,05. Já o menor valor foi de R$ 519,35. O maior índice em relação ao mês anterior foi registrado em junho (+2,8%), enquanto que a maior redução mensal ocorreu no mês de agosto (-8,2%).

OUTRAS CIDADES

A pesquisa destacou ainda que o ano de 2025 foi marcado por uma dinâmica de preços divergente, enquanto Pau dos Ferros e Mossoró conseguiram reduzir o custo acumulado da cesta básica, Caraúbas e Angicos enfrentaram trajetórias de alta. Esse cenário foi definido pelo contraste entre a queda expressiva de itens como arroz e açúcar, que trouxeram alívio ao consumidor, e a disparada acentuada do café, que atuou como o principal vilão inflacionário em todos os municípios.

No município de Angicos, a cesta básica essencial subiu 0,9% em dezembro, passando de R$ 517,04 para R$ 521,23. No fechamento anual, o índice acumulou alta de 1,5%. Os itens que mais encareceram foram o café (44,6%), o tomate (25,3%) e o óleo de soja (18,9%). Já as reduções mais significativas de 2025 foram observadas na banana (- 27,1%), no arroz (-22,2%) e no pão francês.

Em Caraúbas, o custo da cesta subiu 2,5% em dezembro, totalizando uma despesa de R$ 537,09. A variação anual no município foi de 3,1%. Os principais vilões da inflação local em 2025 foram o café (+52,6%), a banana (+16,9%) e a farinha (+14,1%). Por outro lado, as maiores reduções anuais foram registradas no arroz (-46,9%*), na margarina (-39,6%) e no açúcar (-22,2%).

Por fim, em Pau dos Ferros, a despesa média em dezembro foi de R$ 515,79, refletindo uma elevação mensal de 1,8%. Apesar disso, o acumulado do ano fechou com redução de 4,5%. Os itens com maiores altas anuais foram o óleo de soja (+28,8%), o café (+21,8%) e a banana (+19,3%), enquanto as quedas mais acentuadas ocorreram no açúcar (-49%), no tomate (-37,4%) e no arroz (-25,2%).

RETRANCA

Oito cidades acompanhadas registraram queda no valor da cesta em 2025

O levantamento divulgado pelo Laboratório de Engenharia Econômica da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (LECON/UFERSA) mostra que, das 16 cidades nordestinas acompanhadas, 8 registraram redução no valor médio da cesta no ano de 2025, concentrando-se principalmente nas cidades do interior.

O cenário regional apresenta discrepâncias, onde o custo para se alimentar em Fortaleza é, aproximadamente, 36% maior do que em Caicó. Além disso, nota-se que nem sempre a cidade com o menor valor nominal é a que apresenta a maior queda de preços, como demonstra o caso de Caraúbas, que, apesar de estar no grupo das cestas mais baratas, enfrenta uma das maiores tendências de alta da região.

Ao longo de 2025, o cenário dos alimentos no Brasil foi marcado por deflação em itens básicos, impulsionada por safras recordes e excesso de oferta interna. O arroz, o leite e o açúcar registraram quedas expressivas, reflexo de condições climáticas favoráveis, investimentos em produção e redirecionamento do mercado externo para o doméstico. Em contrapartida, o café, o pão francês e a carne bovina apresentaram altas, motivados por estoques globais reduzidos, aumento nos custos de produção e forte demanda externa, que pressionaram os valores para o consumidor final.

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