O acumulado médio de chuvas no Estado foi de 404,4 milímetros no trimestre de fevereiro, abri e maio
Por Edinaldo Moreno / Jornal de Fato
A previsão meteorológica da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) para os próximos meses de junho, julho e agosto é de chuvas dentro da normalidade climática no estado, mesmo diante da possibilidade de desenvolvimento do fenômeno El Niño nos próximos meses.
A Unidade Instrumental de Meteorologia da empresa também alerta para a possibilidade de ocorrência de chuvas moderadas a fortes na faixa Leste e Agreste do Estado, devido ao aquecimento das águas superficiais do Oceano Atlântico Tropical próximo ao litoral nordestino.
A Emparn destacou que o RN registrou no segundo trimestre de 2026 volumes de chuva acima da média histórica em grande parte do Estado. De acordo com o levantamento, o acumulado médio de chuvas no Estado foi de 404,4 milímetros entre fevereiro e abril, enquanto a média climatológica para o período esperada era de 382,3 milímetros — um desvio positivo de 5,8%, considerado dentro da normalidade, mas com resultados expressivos em diversas regiões potiguares.
O balanço mostrou que os maiores acumulados acima da média foram registrados nas regiões Oeste e Agreste. No Oeste Potiguar, o volume observado chegou a 507,6 milímetros, superando em 11,6% a média histórica para o período. Já o Agreste registrou acumulado de 325 milímetros, com desvio positivo de 15,6%.
Segundo a Emparn, a boa distribuição das chuvas ao longo dos meses favoreceu diretamente o desenvolvimento das atividades agrícolas, a recuperação das pastagens e a recarga dos reservatórios em várias regiões do Estado.
Outro fator considerado positivo pelos meteorologistas foi a ausência de veranicos prolongados — períodos superiores a sete dias consecutivos sem chuva — durante os meses analisados. A regularidade das precipitações contribuiu para melhores condições no campo, principalmente nas áreas produtoras.
O relatório aponta ainda que as condições oceânicas observadas ao longo do primeiro trimestre de 2026 contribuíram para esse cenário. O ano começou sob influência de uma La Niña fraca no Oceano Pacífico, enquanto o aquecimento das águas do Atlântico Sul durante fevereiro e março favoreceu o aumento das chuvas no Nordeste.
Apesar do cenário positivo, algumas áreas do Seridó Oriental apresentaram índices abaixo da média no período.
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