Aumento expressivo no uso dessas canetas chama a atenção para os efeitos no funcionamento do corpo
A popularização das chamadas canetas emagrecedoras no Brasil tem intensificado o debate sobre os impactos do emagrecimento acelerado na saúde.
O aumento expressivo no uso desses medicamentos chama a atenção para os efeitos no funcionamento do corpo, especialmente na perda de massa muscular e nas possíveis consequências para a saúde a longo prazo.
Em 2025, a importação desses medicamentos superou a de produtos como salmão, smartphones e azeite de oliva. O avanço foi expressivo: o uso cresceu 88% em relação a 2024, segundo dados do Conselho Federal de Farmácia.
Diante desse cenário, especialistas alertam que o uso desses medicamentos não substitui a prática de atividade física nem o acompanhamento profissional. A ausência de exercícios ao longo do processo pode comprometer a musculatura e afetar diretamente a funcionalidade do organismo.
O treino orientado permanece como parte central da rotina. O medicamento não substitui o acompanhamento profissional nem a atividade física. O treino orientado é fundamental para preservar a musculatura, manter a funcionalidade do corpo e promover a saúde de forma integral.
Orientações para treinar com mais segurança
- Treinos de força como base
A musculação contribui para preservar a estrutura muscular, estimular o metabolismo e manter o corpo ativo durante o processo de emagrecimento. Exercícios que envolvem grandes grupos musculares, como pernas, costas e peitoral, devem compor a maior parte da rotina.
- Atividades aeróbicas com moderação
O trabalho cardiovascular segue importante para o condicionamento e a saúde do coração, desde que realizado de forma equilibrada. Caminhadas, bicicleta ou elíptico, em intensidade moderada, são alternativas eficazes sem prejudicar a recuperação muscular.
- Evolução progressiva
Quem está iniciando ou retornando aos treinos deve priorizar movimentos básicos e cargas leves, avançando gradualmente. Essa estratégia reduz o risco de lesões e favorece a adaptação do corpo ao exercício.
- Regularidade como fator-chave
A constância nos treinos costuma gerar mais resultados do que esforços intensos e pontuais. Uma frequência de duas a cinco sessões semanais já é suficiente para promover benefícios relevantes à saúde.
- Mobilidade e alongamento
Exercícios de mobilidade e alongamento auxiliam na qualidade dos movimentos, previnem lesões e contribuem para a recuperação muscular, especialmente em fases de redução de peso.
Como funcionam no organismo
- Controle da fome: Agem no hipotálamo (centro da fome no cérebro), diminuindo o apetite.
- Saciedade: Retardam o esvaziamento gástrico, fazendo com que o alimento fique mais tempo no estômago.
- Ação metabólica: Estimulam a produção de insulina e controlam os picos de açúcar no sangue.
Cuidados e riscos
- Uso sob prescrição: Devido à regulação da Anvisa, a compra em farmácias exige a retenção de receita médica.
- Efeitos colaterais: Os mais comuns são náuseas, vômitos, diarreia e constipação. Casos de pancreatite são raros, mas exigem atenção imediata.
- Não são "milagrosos": Para resultados duradouros e para evitar o efeito rebote (ganho de peso após a interrupção), o tratamento deve ser combinado com mudanças no estilo de vida, como dieta equilibrada e exercícios físicos
Principais Medicamentos
- Saxenda (Liraglutida): De uso diário, foi um dos pioneiros para perda de peso.
- Ozempic (Semaglutida): De uso semanal, aprovado para diabetes, mas muito usado "fora da bula" para emagrecimento.
- Wegovy (Semaglutida): Também de uso semanal, mas com doses mais altas aprovadas especificamente para o tratamento da obesidade.
- Mounjaro (Tirzepatida): Atua em dois receptores hormonais diferentes (GLP-1 e GIP), oferecendo resultados potentes na perda de peso
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