Carrinho de supermercado
Por Edinaldo Moreno / Jornal de Fato
O Laboratório de Engenharia Econômica da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Lecon/Ufersa) divulgou o boletim nº 48 do Índice Cesta Básica Essencial (ICBE) destacando a redução pelo segundo mês seguido do valor da cesta básica em Mossoró. A queda registrada em julho foi de cerca de 15%, o que representou o menor valor médio da cesta básica em 2026 na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.
O levantamento mais recente mostrou que a cesta básica essencial fechou o sétimo mês do ano em R$ 516,24, uma retração de 14,9%. Ainda assim, o acumulado do ano (-1,1%) e dos últimos 12 meses (-8,8%). O documento destaca ainda que oito dos 12 itens apresentaram redução, com destaque para tomate, pão francês e carne. Zona sul é a região mais cara e a zona centro, a mais barata.
O menor valor de 2026 havia sido registrado justamente no primeiro mês do ano, quando o custo médio da cesta básica em Mossoró era de R$ 517,96. Neste ano, o maior preço médio da cesta básica na Capital do Oeste foi verificado em maio. O quinto mês do ano registrou preço médio de R$ 634,08.
A coleta ocorre mensalmente em 16 estabelecimentos de autosserviço em Mossoró, distribuídos em 5 zonas, com limite de 3 estabelecimentos por rede. O objetivo é fornecer informações sobre o principal componente do orçamento familiar, além de subsidiar comparações do custo de vida entre cidades.
No mês de julho, o valor médio da Cesta Básica Essencial nos quatro municípios analisados, além de Mossoró, Caraúbas, Pau dos Ferros e Angicos, ficou em R$ 537,27, registrando um recuo mensal médio de 10,06%. Esse movimento representa uma pausa em uma trajetória de meses seguidos de alta, ainda que não indique reversão da pressão inflacionária acumulada.
Na composição geral, metade dos itens que integram a cesta apresentou aumento em relação ao mês anterior — com destaque para banana, farinha e leite —, enquanto tomate, margarina e arroz recuaram, trazendo algum alívio ao orçamento familiar. Ao comparar com outras cidades nordestinas, percebe-se que esse padrão se mantém; 17 das 18 cidades apresentaram redução no custo da cesta.
Em Angicos/RN, o comportamento acompanhou o dos demais municípios com forte redução de 12,4%, fechando em R$ 560,55. Os acumulados de 7,5% no ano e 5,1% em 12 meses. A redução é puxada por tomate, arroz e banana. Esse valores foram estimados devido a não realização da pesquisa no mês no município.
Em Caraúbas/RN, apresentou a menor redução: 4,2% em julho, fechando em R$ 571,91. Apesar da retração recente, o acumulado de 6,3% no ano ainda é expressivo, embora o indicador de 12 meses (0,7%) seja o mais baixo. Novamente banana, arroz e carne puxam a redução.
Em Pau dos Ferros/RN, a cesta caiu 6,6%% no mês, fechando em R$ 524,47, o segundo menor valor entre as quatro localidades. No acumulado ano (1,7%) e dos últimos 12 meses (0,4%). Dos itens pesquisados, sete tiveram redução — liderados por tomate, margarina e café.
Nestes municípios são pesquisados três estabelecimentos. São elaborados também indicadores de poder de compra e um comparativo com outras cidades nordestinas que realizam pesquisa similar.
VALOR DA CESTA BÁSICA ESSENCIAL INDIVIDUAL (R$) E ÍNDICE – MOSSORÓ
JULHO/2026
Valor: R$ 516,24
Índice: -14,9%
JUNHO/2026
Valor: R$ 606,37
Índice: -4,4%
MAIO/2026
Valor: R$ 634,08
Índice: +3,9%
ABRIL/2026
Valor: R$ 609,99
Índice: +6,3%
MARÇO/2026
Valor: R$ 573,77
Índice: +3,6%
FEVEREIRO/2026
Valor: R$ 553,97
Índice: +7,0%
JANEIRO/2026
Valor: R$ 517,96
Índice: -0,8%
Fonte: LECON/UFERSA
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