“Neste primeiro dia, registramos a paralisação de 100% das agências da Caixa em nossa base territorial, índice que se reflete nacionalmente. O Banco do Brasil também apresenta uma adesão expressiva em nossa região”,afirma sindicalista Assis Neto
Mobilização na agência da Caixa Econômica Federal em Mossoró
Por Edinaldo Moreno / Jornal de Fato
Os bancários e as bancárias de Mossoró e região iniciaram nesta terça-feira (8) uma greve por tempo indeterminado. De acordo com o Sindicato dos Bancários de Mossoró e Região (Sindibancários), a categoria paralisou as atividades após rejeitar a maioria das propostas apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Caixa Econômica Federal (CEF), Banco do Nordeste (BNB), Banco do Brasil (BB).
O sindicato que representa os trabalhadores revelou que ainda realizava levantamento do primeiro dia de paralisação no município, mas informou que os funcionários da CEF tinham aderido à paralisação em 100%, com as agências todas fechadas em Mossoró e Região. A adesão também era expressiva no BB.
“Neste primeiro dia, registramos a paralisação de 100% das agências da Caixa Econômica Federal em nossa base territorial, índice que se reflete nacionalmente. O Banco do Brasil também apresenta uma adesão expressiva em nossa região”, explicou Assis Neto, presidente do Sindibancários.
A greve foi decidida em Assembleia Geral Extraordinária realizada na semana passada. Os bancários rejeitaram as propostas da Fenaban, CEF e BB. A greve foi aprovada por 96% dos presentes. Apenas a proposta do BNB foi aprovada pela categoria. Os bancários e bancárias decidiram pela greve demonstrando a insatisfação dos profissionais com as propostas apresentadas nas negociações.
Além da questão financeira, a assembleia contemplou a votação de pautas específicas que abrangem saúde, segurança no trabalho, combate às demissões e demais cláusulas essenciais que regem a relação laboral. Diante da negativa da federação em atender aos pontos fundamentais do pleito, a maioria dos bancários votou pela rejeição da proposta patronal e pela paralisação das atividades.
“O objetivo desta greve é que a Fenaban e os bancos públicos a retomarem as negociações. A proposta atual foi considerada insuficiente, pois não atende às reivindicações mínimas da categoria, apresentando lacunas críticas não apenas no aspecto financeiro, mas também em temas essenciais como saúde, segurança e proteção ao emprego dos bancários de todo o país”, acrescentou.
De acordo com o Sindibancários, embora a paralisação envolva o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e os bancos privados, estes últimos encontram-se em uma situação de vulnerabilidade jurídica devido ao fim da ultratividade das cláusulas trabalhistas. Por essa razão, a adesão ativa neste momento se concentra nas instituições públicas. Ressalte-se que o Banco do Nordeste (BNB) optou por aceitar o acordo proposto pela administração da instituição.
Assis Neto destacou ainda que estão em funcionamento os caixas eletrônicos, aplicativos e o internet banking. “Através destes meios alternativos, a população pode acessar os serviços dos bancos”, frisou.
A categoria se reuniu na noite desta terça-feira para avaliar o primeiro dia do movimento, analisar a adesão de outros sindicatos à paralisação, bem como deliberar sobre os passos a serem seguidos como estratégia de luta da campanha salarial 2026/2027. Até o fechamento desta edição, não havia mais informações a respeito do que foi discutido no encontro.
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