Quinta-Feira, 27 de fevereiro de 2025

Postado às 08h12 | 20 Ago 2016 | Edinaldo Moreno Mês de julho é tido com um dos mais quentes do ano

A temperatura máxima chega a 36º C no municí­pio

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Julho foi o mês mais quente, desde 1880. É o que mostra a análise mensal das temperaturas globais feita por cientistas da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos. O estudo aponta ainda que o ano de 2016 poderá ser o mais quente da história.

Não foi por uma margem larga, mas julho de 2016 foi o mês mais quente desde que os registros começaram a ser feitos, em 1880, segundo o informativo da agência.

Para o meteorologista José Espínola, é preciso observar que a afirmação de julho ser o mais quente do ano é válida quando se considera a temperatura da Terra como um todo. Mas tendo como base as temperaturas específicas registradas em Mossoró, não dá para perceber esse aumento.

“As temperaturas máximas estão normais para o período, que é de 34º C a 35º C à sombra”, revela Espínola. Ele explica que, embora as temperaturas não tenham elevação em números, a sensação de dias mais quentes se dá pela umidade do ar muito baixa e pelo ar muito seco.

Ele revela que, enquanto o dia está quente, as madrugadas em Mossoró estão mais frias. A temperatura mínima entre 5h e 6h da manhã varia entre 22º C e 23º C. “Estamos passando pelo período do ano em que as madrugadas são mais frias”, reforça o meteorologista.

O estudo da Nasa não é específico para a sensação térmica sentida pela cidade. Ao fazer a comparação geral da temperatura da Terra, a agência registrou um aumento na temperatura geral, o que fez de julho o mês mais quente.

A análise feita mensalmente pela equipe do Giss é realizada a partir de dados adquiridos por cerca de 6.300 estações meteorológicas em todo o mundo, instrumentos navais e boias de medição da temperatura da superfície do mar e estações de pesquisa da Antártida.

Os números divulgados pela Nasa acompanham uma tendência de máximas mensais registradas pelo décimo mês consecutivo, desde outubro de 2015. “Em comparação com anos anteriores, as temperaturas globais mais quentes no mês passado foram mais pronunciadas no hemisfério Norte, especialmente perto da região do Ártico”, disse o comunicado.

 

Mossoró chega a registrar umidade de clima de deserto

Desde o mês de julho, Mossoró tem registrado o ar muito seco e baixa umidade do ar. O meteorologista José Espínola informa que houve dias nestes últimos meses de Mossoró registrar uma umidade do ar de 17%, uma umidade característica de clima de deserto.

A baixa umidade do ar deixa o clima mais seco e, consequentemente, faz aumentar a sensação térmica, dando a sensação de a temperatura estar mais elevada do que os termômetros registram.

Nestes últimos meses, o registro do ar seco é um agravante para pessoas com problemas respiratórios. O clima faz agravar crises respiratórias, além de provocar o ressecamento de narina e lábios.

Espínola explica que esse clima mais seco já era esperado, tendo em vista a velocidade de o vento estar mais intensa. Além disso, o solo sem vegetação, por causa da falta de chuva, faz que o vento circule com mais intensidade, contribuindo parra o aumento do ar seco.

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