Quinta-Feira, 27 de fevereiro de 2025

Postado às 08h19 | 30 Ago 2016 | Edinaldo Moreno Caged revela crescimento no número de empregos

Os setores da agropecuária, comércio e serviços apresentaram considerável crescimento

Crédito da foto: Foto: Ufersa/Arquivo

No início do mês de agosto, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (FECOMÉRCIO-RN) comemorava o recuo na taxa de desemprego no estado no setor. De acordo com dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), houve um significativo aumento no número de admitidos em alguns setores da economia mossoroense.

O comércio, que vinha sofrendo há pouco mais de um ano com o baixo número de vendas e, consequentemente, aumento do número de demissões, suspirou um pouco nesse último mês. Os dados do Caged de julho revelam um saldo positivo de 207 demissões, representando aumento de 1,46% em relação a junho.

Mesmo apresentando uma leve melhora no número de empregados, representantes do Fecomércio dizem que o cenário ainda é preocupante. “Não deixa de ser um indicador positivo, embora os números ainda preocupem. Vimos o primeiro semestre do ano fechar com um saldo negativo de 15.824 empregos formais, segundo dados do Ministério do Trabalho. É um número preocupante, assim como é preocupante ainda termos 13,5% de nossa Força de Trabalho sem ocupação, principalmente se considerarmos que no segundo trimestre de 2015, essa taxa de desemprego estava em 11,6%”, disse o presidente da Federação, Marcelo Queiroz.

Na agropecuária, por exemplo, o Caged registrou um aumento de 16,5% somente no mês de julho, com saldo positivo de 525 admissões. Em junho, o aumento foi de 12,46%, com o saldo de 351 admissões. Diante desse balanço, no acumulado de 12 meses, o setor apresentou um saldo positivo de 8,37%.

Outros setores, com o de serviços e extrativismo mineral, apresentaram um pequeno aumento no saldo positivo, quando se compara os meses de junho e julho. No setor de serviços, por exemplo, o mês de junho teve saldo negativo de -1,23%, 274 demissões a mais do que as admissões. Já o mês de julho a retração foi de -0,82%, com o número negativo de 182 demissões. Ou seja, em um mês, a quantidade de pessoas empregadas teve um considerável aumento.

No geral, houve uma leve melhora de 0,7% em relação ao mês anterior, com um saldo de 412 admissões, comparando todas as categorias analisadas. Em junho, o Caged apresentou um saldo negativo de -0,13%. O número pode ser comemorado, porque é a primeira vez neste ano que existe um saldo positivo, ou seja, mais pessoas foram empregadas do que demitidas.

 

Construção civil ainda apresenta maiores níveis de desemprego

A construção civil, ao contrário de outros setores, manteve um saldo negativo, se comparado o número de contratações e demissões. No mês de julho, houve retração de -1,95%, se comparado ao mês de junho. Em 12 meses, a construção civil sofreu uma queda de -25%, o que representou a demissão de quase 5 mil funcionários somente em Mossoró.

A falta de obras públicas deixa o setor voltado quase que totalmente para a construção de casas do programa Minha Casa Minha Vida. No entanto, a crise do financiamento habitacional e o fim da ilusão de um crescimento inesgotável da carteira imobiliária mostram que até mesmo um dos últimos setores ainda aquecidos da economia brasileira está caindo na realidade.

As vendas de imóveis foram afetadas pelo baixo crescimento econômico, pela queda na confiança de consumidores e empresários diante da indefinição sobre os rumos do Brasil, envolto em mais escândalos de corrupção, aumento da inflação, aumento do desemprego e crise econômica em geral.

Diante desse cenário, as pessoas se obrigam a refletir mais sobre assumir uma dívida por até 35 anos, até porque, para quem investia na perspectiva de vender o imóvel financiado em poucos anos, tendo um bom lucro, a queda ou estabilidade nos preços dos imóveis já provou que esse não é um negócio tão favorável nos dias de hoje.

Sem obras, as empresas do ramo da construção civil se viram obrigadas a demitir os funcionários como uma medida de reduzir os custos. 

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