A orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde sobre os bancos de sangue perguntarem ao doador se teve zika ou chikungunya anunciada em nota técnica na última segunda-feira, 12, já é feita desde o início do ano no Hemocentro de Mossoró.
A informação foi confirmada pela assistente social do órgão, Lenita Helna, na manhã desta terça-feira, 13, após ser indagada se tal recomendação reduziria o número de doadores.
Ela acrescenta que houve uma redução em fevereiro, quando o município passou por uma epidemia das doenças.
“Essa recomendação a gente já faz desde fevereiro quando tivemos uma epidemia aqui em nossa cidade. De lá para cá nós já realizamos essa triagem com relação ao zika e chikungunya”, disse Lenita que ainda frisou que o grande problema da baixa no estoque dos bancos de sangue em todo o País é outro.
“Os bancos de sangue em todo o Brasil precisam de doações voluntárias e pessoas saudáveis que se disponibilizem a ir aos locais coletores de sangue e doar. Esse é o grande problema que enfrentamos. O número de doações não diminuiu porque houve essa recomendação”.
A recomendação se baseia no fato de que existem evidências de que o vírus da zika pode ser transmitido por transfusão de sangue, apesar de a principal forma de transmissão ser a picada do mosquito infectado. No caso da chikungunya, apesar de não existirem evidências de transmissão por transfusão, também não é possível determinar se o procedimento é seguro.
Segundo a nova orientação, os candidatos a doar sangue que foram diagnosticados clinica ou laboratorialmente com zika ou chikungunya não poderão doar por um período de 30 dias após a recuperação completa.
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