Estação ferroviária é transformada em templo da cultura
Coluna César Santos - Jornal de Fato
Corredor Cultural de Mossoró
Nesta data, em 1999, era inaugurada a Estação das Artes Elizeu Ventania. O esforço da segunda gestão da prefeita Rosalba Ciarlini para transformar a estação ferroviária, de onde o progresso de Mossoró trilhou caminhos por longos anos, em templo da cultura mossoroense, foi o primeiro passo – efetivo – para instalar o Corredor Cultural ao longo da Avenida Rio Branco.
Área nobre que cruza a cidade de norte a sul.
De pronto, a velha estação das “marias fumaças” recebeu o Auditório Jornalista Dorian Jorge Freire e a Avenida Nestor Sabóia, locais de realização de eventos da cultura, da educação e sociais. Também ganhou o Museu do Petróleo, implantado pela Petrobras, parceira da Prefeitura na iniciativa.
Em seguida, nasceu o Mossoró Cidade Junina, que teve origem nos arraiás de bairros para, em poucos anos, se transformar em um dos três maiores eventos do gênero no País.
O MCJ valorizou os grupos tradicionais de quadrilhas juninas e os shows populares na Estação das Artes, mas avançou para um plano maior, ganhando 28 subprojetos, com destaque para o espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró, que conta a saga do povo bravo de Mossoró na resistência ao bando do temido Lampião, a Cidade Junina, os concursos de violeiros, safoneiros, humor, comidas típicas, etc etc etc.
Consolidado o evento como ferramenta de desenvolvimento socioeconômico, através do turismo, o projeto do Corredor Cultural ganhou o segundo maior e importante equipamento: Teatro Municipal Dix-huit Rosado, inaugurado na terceira gestão da prefeita Rosalba, em 2004. É uma obra imponente, reconhecida e elogiada por todos os que sobem ao seu palco.
Chico Anysio, em show memorável, afirmou que conheceu poucos teatros no Brasil como o Dix-huit Rosado.
Depois, cinco outros equipamentos foram edificados ao longo da Avenida Rio Branco, na gestão da prefeita Fafá Rosado: Praça dos Esportes, Praça da Convivência, Memorial da Resistência, Praça dos Eventos e Parque da Criança.
Todos seguindo o projeto inicial do Corredor Cultural, sonhado e iniciado na Estação das Artes Elizeu Ventania.
Pois bem.
Tudo isso que foi construído ao longo de três décadas agora está ameaçado. Os equipamentos estão sucateados, alguns destruídos, como o Parque da Criança, e parte do Corredor Cultural ameaçado por invasão de empresários.
Por isso, é obrigação do futuro gestor municipal assumir compromisso com a área nobre da cidade, já que a atual gestão abandonou o corredor por completo.
Trata-se de um patrimônio da cultura e do povo mossoroense.
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