Um grupo de vaqueiros protestou contra a proibição da vaquejada na manhã deste sábado, 15, nas proximidades da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). O movimento ocorreu no Mercado do Bode.
A derrubada da lei que regulamentava a vaquejada no Ceará aconteceu na última quinta-feira (6), após o Supremo reconhecer como prática que viabiliza sofrimento aos animais. A decisão vigora para todo o país e os organizadores estarão sujeitos à punição por crime.
A associação Brasileira de Vaquejada diz que somente no Rio Grande do Norte ocorre mais de 700 provas por ano.
A Associação dos Vaqueiros Amadores do Rio Grande do Norte (Assovarn) estima que, havendo o fim das vaquejadas, o que acredita não ocorrer, mais de 20 mil pessoas fiquem desempregadas, representando uma redução de algo em torno de R$ 30 milhões injetados mensalmente na economia local só de salários.
Os responsáveis pelas vaquejadas no Rio Grande do Norte querem desmistificar a acusação de maus tratos, já que atualmente todos os animais são acompanhados por médicos veterinários e todos os eventos possuem um regulamento voltado para o bem estar do animal, que impede qualquer tipo de violência.
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