Quarta-Feira, 26 de fevereiro de 2025

Postado às 14h13 | 18 Nov 2016 | Fabio Vale Evento em Mossoró sobre exploração de poços terrestres reúne 80 empresários do setor

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O repasse de 104 campos terrestres maduros – 38 deles no Rio Grande do Norte – da Petrobras para a iniciativa privada representa uma oportunidade de negócios para pequenas e médias petrolíferas independentes e poderá aquecer esse setor. A concessão dos poços em estágio avançado de exploração foi o principal assunto discutido no Fórum Onshore Potiguar, promovido pelo Sebrae no Rio Grande do Norte em parceria com  a Redepetro-RN e Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP). Realizado no início da semana em Mossoró, o evento contou com a participação de 80 empresários ligados a esse segmento.

Estima-se que no Brasil existam 49 produtoras independentes, sendo 20 delas ligadas à ABPIP, que operam nesse setor. Essas empresas já investiram mais de US$ 2 bilhões em tecnologia para a exploração desses campos. De acordo com o secretário executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP), Anabal Santos Júnior, há uma necessidade imediata para que se criem as condições favoráveis junto às empresas de pequeno e médio portes, visando à exploração dos campos terrestres maduros. “Isso geraria a retomada de produção desses poços e o retorno da geração de emprego e renda a partir do setor petrolífero”, defende Anabal Santos, que participou do fórum.

O Secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Félix, também acredita que essa seria a saída. Para Márcio Félix, que esteve em Mossoró para falar sobre o assunto no evento, há uma necessidade de se valorizar a indústria onshore, pois é através dela que se extrai o produto bruto, matéria-prima essencial para produção do combustível e sua comercialização, tanto para o consumidor final como para a indústria. O secretário acredita que, apesar do cenário atual da Petrobrás, a estatal vai se reerguer. “Independente da situação atual, o setor industrial precisa ser abastecido todos os dias e não podemos deixar de valorizar a produção terrestre”.

Projeto de lei

Presente também no evento, o deputado Federal Beto Rosado, destacou o Projeto de Lei 4.663/16,  de sua autoria, que propõe que as grandes empresas ou consórcios que são titulares da exploração de petróleo e gás natural possam abrir licitações para pequenas e médias empresas, para que assim as terras que estão paradas ou com pouca produção possam ter um incentivo e maior rendimento. Beto Rosado acrescentou que a redução drástica da atividade de E&P nos campos terrestres da estatal vem acarretando um prejuízo socioeconômico para o país, e mais ainda para a região Nordeste, onde estão localizadas as bacias mais maduras do país. “É preciso agirmos rápido, pois estamos amargando uma grave crise socioeconômica, especialmente na nossa região, que tanto depende da produção de petróleo”.

O projeto de lei proposto pelo Deputado Beto Rosado está atualmente aguardando o parecer do relator Roberto Sales (PRB-RJ), na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS). Durante o evento no SEBRAE, vários sindicalistas, empresários do setor e representantes de entidades de classe manifestaram apoio ao projeto.

Para o gestor do Projeto de Petróleo, Gás e Energia do Sebrae-RN, Robson Lopes Matos, o debate sobre esse tema chega na hora certa, pois poderá possibilitar a descoberta de novas possibilidades de retomada do desenvolvimento desse setor, aquecendo não somente as empresas que lidam com petróleo, mas a cadeia produtiva como um todo. “Sempre que o setor petrolífero está aquecido, os hotéis, pousadas e restaurantes também estão aquecidos, daí a importância da retomada desse setor”, afirma o gestor.

Fonte: Sebrae/RN

 

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